CORRIGINDO DISTORÇÕES HISTÓRICAS
Áreas históricas são reincorporadas a Santo Antônio de Leverger
Os Projetos de Lei nº 1988/2025 e nº 1989/2025, que reincorporam ao território de Santo Antônio de Leverger, município localizado a 33 quilômetros de Cuiabá, comunidades, distritos e áreas históricas que haviam sido transferidas ao longo dos anos para municípios vizinhos, foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT). As propostas seguem agora para sanção do Poder Executivo Estadual.
O Projeto de Lei nº 1988/2025, que é de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), prevê a reincorporação de localidades como o Distrito de Mimoso, Pantanalzinho, Fazenda Mimoso, Ribeirão da Estiva, Bocaiuval, Barreiro Grande, Mato Verde e Porto de Fora, além de patrimônios históricos, entre eles o memorial em homenagem ao Marechal Cândido Rondon.
Já o Projeto de Lei nº 1989/2025 trata da devolução de áreas como Morrinho, Parque Árica, Novo-Árica, Círculo Militar, Distrito Engenho Velho e Cartórios do 2º Ofício, incluindo o Morro de Santo Antônio de Leverger, um dos principais símbolos naturais e históricos do município.
Para o parlamentar estadual, Wilson Santos, a aprovação dos projetos corrige distorções territoriais acumuladas ao longo do tempo e ressaltou a importância histórica das áreas reincorporadas, especialmente o Distrito de Mimoso, local de nascimento do Marechal Cândido Rondon.

O parlamentar também mencionou que parte das áreas agora devolvidas havia sido incorporada aos territórios de Barão de Melgaço e Cuiabá, sem critérios considerados adequados ao contexto histórico e cultural da região.
A prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães (PSB), acompanhou a votação no plenário e destacou a atuação conjunta da administração municipal, da Câmara de Vereadores e da população local na defesa da redefinição territorial.
Com a aprovação das propostas, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), promove a redefinição dos limites territoriais do município, impactando aspectos administrativos, históricos e culturais de Santo Antônio de Leverger.
Redefinição geográfica
Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), um dos coautores do Projetos de Lei, diz que reordenamento territorial e da reincorporação de áreas ao município de Santo Antônio de Leverger representam um avanço estratégico para o futuro administrativo do município.
Segundo a justificativa apresentada no processo legislativo, o objetivo central das propostas é restabelecer ao território de Santo Antônio de Leverger áreas consolidadas que possuem relevância cultural, arquitetônica, urbanística, ambiental e patrimonial. A medida busca corrigir distorções históricas na delimitação territorial, garantindo proteção jurídica e reconhecimento institucional a comunidades e patrimônios considerados fundamentais para a identidade local, regional e até nacional.

Max Russi destacou que a aprovação dos Projetos de Lei vai além de uma simples redefinição geográfica. Para o parlamentar, trata-se de um ajuste estratégico diante das mudanças estruturais que serão provocadas pela reforma tributária, especialmente com a substituição do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que altera profundamente os critérios de repartição de receitas entre os municípios.
“O número de habitantes passa a ter peso decisivo na arrecadação. A prefeita Francieli teve uma visão de longo prazo ao buscar esse reordenamento agora, preparando Santo Antônio de Leverger não apenas para o presente, mas para as próximas décadas. O Morro de Santo Antônio, por exemplo, é um patrimônio histórico e ambiental que passa a integrar oficialmente o município, assim como o distrito de Mimoso”, afirmou Max Russi.
Para o parlamentar estadual, Max Russi, a aprovação unânime das matérias pelos 24 deputados reforça o compromisso da Assembleia Legislativa Mato-grossense com o fortalecimento dos municípios históricos da Baixada Cuiabana e com políticas públicas que ampliem a capacidade de investimento em Saúde, Educação e qualidade de vida.
A prefeita município de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães destacou que a conquista é resultado de uma postura firme da gestão desde o início do mandato.
“Desde o primeiro dia, não aceitamos perder aquilo que historicamente sempre foi de Leverger. Essa vitória representa respeito à nossa história, à nossa gente e ao nosso território”, afirmou.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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