Search
Close this search box.

MEDIDAS EFETIVAS CONTRA A CRIMINALIDADE

Aposentadoria de 1.090 policiais expõe risco de menor efetivo da história de MT

Publicados

em

Ninguém se sente seguro em Mato Grosso”.

A advertência foi feita pela deputada estadual Janaina Riva (MDB) cobrando do Governo do Estado de Mato Grosso, medidas efetivas diante do avanço da criminalidade e dos rumores de que apenas 300 aprovados no concurso da Polícia Militar seriam convocados em 2026.

O número, segundo a parlamentar emedebista, ignora a realidade do estado e coincide com a aposentadoria de aproximadamente 1.090 policiais militares no próximo ano.

Hoje, o calcanhar de Aquiles do governo é sem dúvida nenhuma a segurança pública”, afirmou.

Ninguém se sente seguro no nosso estado a não ser aqueles que estão em apartamentos, condomínios, mas a população vem sofrendo com roubos, com ameaças do crime organizado, com violência lá na ponta”, advertiu.

A parlamentar lembrou que Mato Grosso figura entre os dez estados mais violentos do país, lidera índices de violência contra mulheres e registra altos números de abuso sexual contra crianças. Para ela, pensar em um chamamento tão ínfimo em um cenário como esse significa fechar os olhos para uma crise instalada.

Proporcionalmente, com esses policiais de aposentando, será o menor número de efetivo da história de Mato Grosso”, disse, ao reforçar que muitos municípios dobraram de população em uma década sem reforço policial proporcional. “Como que esses municípios vão garantir segurança sem efetivo?, alertou.

A parlamentar estadual Janaina Riva também criticou a concentração de militares em funções restritas, enquanto cidades inteiras trabalham com dois ou três policiais por dia.

Se só na segurança privada do governador e da sua família tem mais de 80 militares à disposição, faça um comparativo com cidades de 15 mil ou 20 mil habitantes que não conseguem atender sequer uma patrulha Maria da Penha”, questionou.

Ela frisou que a falta de efetivo compromete o atendimento às vítimas e adoece policiais sobrecarregados.

Nossos militares estão adoecendo com problemas psicológicos, com problemas dentro de casa por conta do excesso de trabalho, do excesso de jornada extraordinária”, destacou.

Janaina Riva defendeu que a Assembleia Legislativa Mato-grossense pressione o Executivo Estadual para ampliar o número de convocados e garantir orçamento específico para o curso de formação.

Nós precisamos unir esforços para garantir um chamamento de pelo menos 500 militares no ano que vem”, disse.

Vão ser chamados, vão ter o curso de formação e já foi o ano, enquanto teremos cerca de 1.100 militares a menos”, disse.

A deputada afirmou que discursos duros contra o crime não podem substituir ação direta.

Quero aqui registrar minha indignação. Segurança não pode estar só na boca do governador, em discurso. Tem que ser feita na prática. Não se combate criminalidade somente com câmeras. As câmeras ajudam muito, mas não substituem os policiais nas ruas, em ação”, avaliou.

Janaina encerrou com o alerta de que o estado não pode insistir em remediar tragédias.

Depois que um já levou um tiro, o outro perdeu a carga, o comerciante foi roubado aqui no centro de Cuiabá, como que faz? Só 300, se isso for verdade, é ínfimo perto da demanda de Mato Grosso, finalizou.

O efetivo real da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) em 2025 é de aproximadamente 6.800 a 7.000 militares na ativa.

Leia Também:  Comissão de Ética avalia caso de uso irregular de VI de Edna

Abaixo estão os detalhes sobre o contingente atual e a estrutura prevista:

– Efetivo Real: Dados de 2025 indicam que o número de militares ativos não chega a 7.000. Em anos anteriores, o número consolidado era de cerca de 6.840 militares.
– Efetivo Previsto em Lei: A Lei Complementar nº 529/2014 fixa o efetivo ideal em 12.495 policiais militares, o que indica um déficit superior a 5.000 cargos.
– Distribuição: O efetivo atua nos 142 municípios do estado, organizado em 15 Comandos Regionais e batalhões especializados. Somente na capital, Cuiabá, o efetivo é de cerca de 1.300 policiais.

Reforços Recentes (2024/2025):

– Em abril de 2024, houve a formatura de 509 novos soldados.
– Em abril de 2025, um novo curso de formação (33º CFSD) foi iniciado com 198 alunos.
– O Governo do Estado convocou mais 245 classificados em concursos da segurança no final de 2024 para reforçar o quadro.

Propaganda

Política

Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL

Publicados

em

A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.

A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.

O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.

O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.

Leia Também:  Comissão de Ética avalia caso de uso irregular de VI de Edna

Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.

Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.

Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.

Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.

A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

Leia Também:  Eitaaa 2025, um ano de mobilizações para disputa de 2026

Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.

Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.

Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA