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AFASTAMENTO OU CASSAÇÃO

Comissão de Ética avalia caso de uso irregular de VI de Edna

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O vereador Rodrigo de Arruda Sá (Cidadania), presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Cuiabá, informou que a defesa da vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT), Edna Sampaio, tem até esta quinta-feira (10) para apresentar sua defesa final contra a acusação de uso irregular da Verba Indenizatória (VI) da ex-chefe de gabinete Laura Natasha Abreu.

De acordo com Arruda Sá, após a apresentação da defesa, o relator terá até o dia 28 de agosto para encaminhar o relatório final da investigação. Ele destacou que a defesa poderá ser entregue formalmente ou discursada em plenário pelo advogado da parlamentar.

O procedimento é o seguinte: após o término do prazo de defesa, o relator deve analisar a defesa e emitir o parecer, ou seja, o relatório. Então, até 28 de agosto, é o prazo final para nós, da Comissão, entregarmos nosso trabalho“.

Segundo o vereador Arruda Sá, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar está considerando duas possibilidades de desfecho. Uma delas é o plenário decidir sobre a condenação ou não da parlamentar. A outra é a aplicação de um afastamento de 30 dias da vereadora Edna Sampaio ou o pedido de sua cassação por quebra de decoro parlamentar.

Mas essa decisão dependerá do conteúdo do relatório e da votação dos vereadores. Tudo será decidido por meio de votação. Se o plenário aprovar o relatório de afastamento, ela ficará afastada por 30 dias. Se não aprovar, será elaborado um novo relatório por uma nova comissão processante, até que o plenário chegue a uma definição”, esclareceu.

Edna Sampaio é acusada de envolvimento em uma suposta “rachadinha”, em que teria usado de forma indevida a Verba Indenizatória da ex-chefe de gabinete Laura Natasha Abreu durante quatro meses em 2022. A vereadora alega que tanto sua própria VI quanto a de sua ex-chefe de gabinete eram depositadas em uma conta conjunta para custear seu mandato. A parlamentar petista teria recebido pelo menos R$ 20 mil em transferências feitas pela ex chefe de gabinete Laura Natasha Oliveira. As mensagens indicam que o dinheiro era referente à verba indenizatória a que a servidora tinha direito.

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Pedido de cassação

O pedido de cassação da parlamentar petista Edna Sampaio, foi apresentado por 3 vereadores da Câmara de Cuiabá que apresentaram requerimento para abrir processo de cassação por quebra de decoro parlamentar contra a vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT). Os pedidos de investigação por suposto caso de “rachadinha” de Verba Indenizatória (VI) foram apresentados pelos vereadores Eleus Amorim (Cidadania), Dilemário Alencar (Podemos) e Luís Cláudio (PP).

Na época, os pedidos foram encaminhados a Procuradoria da Casa de Leis e posteriormente para a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, formada pelo vereador Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania) na Presidência e pelos vereadores, Wilson Kero Kero (Podemos) e Kássio Coelho (Patriota), membros titulares.

Vereadora optou pelo silêncio

A vereadora Edna Sampaio (PT) optou pelo silêncio e não usou seu direito de defesa no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá. A próxima sessão, agendada para quinta-feira (10), será a última oportunidade para a petista se manifestar publicamente sobre o processo de quebra de decoro parlamentar que está sendo investigado pela Comissão de Ética da Casa de Leis, em relação ao suposto uso indevido da Verba Indenizatória de sua ex-chefe de gabinete, Laura Abreu.

O ex-juiz Julier Sebastião da Silva, que é petista e também amigo da parlamentar, fará sua defesa na Casa de Leis, sendo agendada para esta quinta-feira (10).

Apesar de questionada pela imprensa local, Edna Sampaio ainda não se manifestou até o momento. Ela tem a opção de apresentar sua defesa por escrito ou fazer uso da palavra. O presidente da Comissão de Ética, vereador Rodrigo de Arruda Sá (Cidadania), deu a entender que a parlamentar provavelmente escapará da punição máxima, que seria a cassação. A expectativa é que ela seja afastada do mandato por um mês.

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Rodrigo pontuou que a comissão tem até o dia 28 de agosto para entregar o relatório. Após esse prazo, os vereadores poderão votar pela aplicação de punição ou pelo arquivamento do processo. O vereador Arruda Sá destacou que a Comissão analisa duas alternativas: afastamento por 30 dias ou pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar.

Porém, isso dependerá do relatório e da votação dos vereadores. Tudo estará sujeito à votação. Se o plenário concordar com o relatório de afastamento, ela será afastada por 30 dias. Caso contrário, será produzido um novo relatório por uma nova comissão processante, até que o plenário tome uma decisão“, explicou.

A vereadora Edna Sampaio nega qualquer irregularidade no uso da verba destinada à chefe de gabinete e afirma ter optado por utilizar uma conta conjunta para cobrir as despesas de seu mandato coletivo.

Dois pesos e duas medidas

Edna Sampaio foi autora do pedido de cassação do vereador Tenente Coronel Paccola (Republicanos), avaliou que a votação sobre o relatório do caso envolvendo republicano, seria “histórica” para a Câmara Municipal de Cuiabá.

Na ocasião, a parlamentar teceu duras críticas contra o Tenente e enfatizou que esperava “que a Justiça fosse feita”. Paccola teve seu pedido de cassação solicitado após matar o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, no dia 1 de julho desse ano, com três tiros pelas costas.

A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cuiabá deu pareceu favorável à cassação, assim como teve seu mandato cassado, o vereador perdeu seus direitos políticos e ficará inelegível pelos próximos 8 anos.

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Política

Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL

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A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.

A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.

O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.

O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.

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Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.

Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.

Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.

Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.

A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

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Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.

Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.

Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.

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