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OSSINHO QUE ALIMENTA

Após politicagem “Fila do Ossinho” continua alimentando pessoas carentes em Cuiabá

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O ano era 2021, e centenas de pessoas madrugaram na fila do açougue no bairro CPA 2 que doou ossinhos nesta quinta-feira (23/12), em Cuiabá (MT). A procura pelo alimento foi intensificada nas proximidades da véspera do Natal e a fila se estendeu por volta de cinco quarteirões. A maioria das pessoas que procuram pelo alimento não tem renda para se alimentar e esperar por horas na fila é a única forma que tem para não passar fome.

A capital mato-grossense já havia tomado o noticiário nacional com a situação de pessoas e de famílias inteiras que esperam por horas para receber um pedaço de osso como única forma de alimento. Centenas de pessoas se enfileiram em frente a um açougue no bairro CPA 2, na periferia de Cuiabá, para conseguir levar para casa pedaços de ossos doados pelo estabelecimento.

O assunto acabou sendo pautado na política regional e nacional, e foi usada como argumento de ataque por ambos os lados: situação e oposição. O lugar ficou conhecido por causa da crise econômica e do avanço da fome no país devido a Pandemia e Lockdown feitos por governadores. Famílias inteiras esperavam pela doação de ossos. Nascia então a “fila do ossinho” em Cuiabá.

Candidatos à presidência

Os presidenciáveis Jair Messias Bolsonaro e Luiz Inácio “Lula” da Silva também falam sobre para mobilizar seus seguidores. Na esfera federal ela também se transformou em argumento para atacar o atual governo, a quem os partidos da oposição atrelam a responsabilidade pela existência da fila.

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No dia 20 de julho de 2021, assim que começou a ser noticiada, a “fila do osso” foi parar nas redes sociais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tenho 75 anos de idade, saí do Nordeste por causa da fome. E agora ver uma mulher à espera de um osso na fila de um açougue pra fazer uma sopa?! Como é possível essa situação num país que já foi a 6a economia do mundo? Ver o povo dormindo na rua. Não é possível”.

O presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), disse quase um mês depois que o aumento de pedintes por costela de ossinho em Cuiabá era reflexo da decisão de gestores públicos que decretaram o fechamento total do comércio no início pandemia.

Isso tirou dos trabalhadores autônomos a fonte renda, com a proibição de circulação de pessoas, adotada como medida de controle ao contágio pelo novo coronavírus; o pessoal está tomando uma sopa rala, com ossinho… é triste”.

A entrevista dada à época Bolsonaro informou que no tocante ao emprego formal, o governo terminou 2020 com mais empregados que em 2019.

No corrente ano, a média mensal ultrapassa 200 mil. Eu disse lá atrás que nós temos dois problemas: vírus e desemprego, e que devemos tratá-los de maneira simultânea, e fui achincalhado pela mídia nacional”.

No ano seguinte, em visita à Cuiabá, se deparou com uma faixa que o lembrava da fila. Durante passeio pelas ruas de Cuiabá, um grupo de pessoas exibiu uma faixa onde se lia “Cuiabá, capital do ossinho”, em referência a fila pela doação de ossos bovinos.

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“Fila do Ossinho” no Carnaval

A escola de samba Gaviões da Fiel se apresentou no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, com o enredo “Basta”, abordando as faces da desigualdade social. 

Um dos temas abordados no segundo carro foi a “Fila dos Ossinhos”, em Cuiabá. O carro alegórico teve como destaque uma criança desnutrida, segurando um prato de ossos, em alusão à “fila dos ossinhos”, na capital mato-grossense, que ganhou destaque nacional, após cenas de pessoas esperando sob o escaldante por doação de um pacote de osso viralizarem. 

Sem campanha política “Fila do ossinho” continua

Um açougue de Cuiabá que se tornou notícia nacional por ser um ponto de peregrinação de pessoas carentes em busca de restos de ossos e retalhos de carne usados para complementar as refeições. A fila, como mostrou o Fantástico, da TV Globo, cresceu com a crise financeira gerada pela Pandemia e Lockdowns feito por governadores, com o avanço do desemprego, corte do bolsa família e a escalada dos preços dos alimentos do governo Lula.

Nesta semana, o deputado federal Abilio Jaques Brunini, do Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro, registrou imagens que mostram que a “fila do osso” continua atraindo pessoas na capital mato-grossense. O deputado diz que irá denunciar a situação.

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Política

Pesquisa interna ditará rumo ao Palácio Paiaguás

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As movimentações internas no cenário político mato-grossense ganharam um novo componente estratégico com a decisão do Senador Jayme Campos (UB) de avaliar cientificamente o cenário eleitoral. O parlamentar busca mensurar a viabilidade de seu nome em uma futura disputa pelo comando do Poder Executivo Estadual.

Esta articulação de bastidores ocorre em meio a intensos debates no diretório de sua própria legenda e repercute diretamente na capital do estado, Cuiabá. A mobilização das lideranças partidárias e a contratação do levantamento de dados intensificaram-se nos últimos dias, consolidando as peças do xadrez político local.

A iniciativa visa sanar as incertezas sobre a aceitação popular do congressista perante os demais concorrentes que já se posicionam para o pleito majoritário. Com a coleta técnica de dados, o senador pretende basear suas próximas decisões em diagnósticos precisos, evitando desgastes ou aventuras eleitorais desnecessárias.

O próprio Senador Jayme Campos lidera pessoalmente essa estratégia de avaliação e coordena o direcionamento dos trabalhos institucionais junto ao mercado de pesquisas. A execução do levantamento amostral foi delegada a um instituto de consultoria estatística de renome nacional, cuja identidade é mantida sob reserva corporativa.

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A motivação para o investimento em um estudo dessa magnitude justifica-se pelo histórico político do parlamentar, caracterizado pela prudência e pela aversão a riscos calculados de forma empírica. O político busca compreender as reais demandas do eleitorado contemporâneo e identificar quais atributos são considerados indispensáveis para a gestão pública moderna.

A concretização da candidatura ao Palácio Paiaguás dependerá estritamente dos resultados apontados pelos relatórios finais desta pesquisa quantitativa e qualitativa de consumo interno. Os números finais servirão como fiel da balança para definir se o senador manterá a postulação ou se abrirá espaço para novas composições.

O processo de coleta de dados estruturado pelo instituto abrange entrevistas detalhadas, simulações de múltiplos cenários de votação e análise aprofundada dos índices de rejeição. Os pesquisadores buscam mapear minuciosamente o perfil ideal de governante desejado pela maioria dos cidadãos mato-grossenses nas diferentes regiões do estado.

O principal ponto de atenção e eventual obstáculo para o projeto reside na concorrência consolidada representada por nomes expressivos como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL). Diante de adversários com forte apelo popular, o monitoramento de rejeição torna-se o indicador mais crítico para a viabilidade do plano governista.

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Caso os relatórios técnicos apresentem um indicativo desfavorável ou um “alerta vermelho” intransponível, o impacto imediato será o recuo estratégico do parlamentar. Nessa hipótese, Jayme Campos planeja construir uma saída política honrosa para retirar sua pré-candidatura antes mesmo da abertura oficial das convenções partidárias.

Os desdobramentos dessa sondagem interna devem orientar os próximos discursos públicos e as alianças que o União Brasil firmará nos próximos meses. O desfecho da pesquisa ditará o ritmo das negociações de bastidores, definindo se o grupo marchará unido ou se haverá uma fragmentação nas candidaturas ao Governo Estadual.

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