EM BUSCA DOS BRANCOS, NULOS E INDECISOS
Abstenção e voto de indecisos decidirão eleição?
Em uma das corridas eleitorais mais acirradas desde a redemocratização, os 4 candidatos interessados em sentar na cadeira número m1 da Prefeitura de Cuiabá, o deputado estadual, José Eduardo Botelho do União Brasil (UB), deputado federal, Abilio Brunini do Partido Liberal (PL), o petista Ludio Cabral, representando o grupo faz Federação Brasil da Esperança, e o empresário Domingos Kennedy do MBD, enfrentam não só um ou outro nas urnas: a abstenção e o voto dos indecisos podem definir o resultado.
No primeiro turno, conforme o Instituto MT Dados, a distância entre os dois candidatos, Eduardo Botelho, apareceu com 39% das intenções de voto, na modalidade estimulada, Abilio Brunini (PL), apresentou 23%, em segundo lugar. Já o petista Lúdio Cabral, com 16%, e Domingos Kennedy (MDB), com 5%.
Nas últimas pesquisas de intenções de voto, divulgadas a estimativa é de que o total de pessoas ainda indecisas é grande, um total de 7% dos entrevistados declarara que votarão em branco ou nulo, enquanto 10% afirmaram que não sabem ou não responderam.
Soma-se ainda uma grande parcela de eleitores não convictos, ou seja, que ainda podem mudar de ideia.
No primeiro turno, um em cada 10 eleitores decidiu seu voto entre a véspera e o encontro com a urna. Isso significa que a maior margem de atuação para os candidatos definirem a eleição é junto a estes milhares de eleitores.
A nova rodada confirma a consolidação da liderança de Eduardo Botelho. Na pesquisa anterior da MT Dados, Botelho também marcou 39% das intenções de voto, Abilio Brunini com 21%, Lúdio Cabral com 15%, e Domingos Kennedy com 2%.

Espontânea
Na modalidade Espontânea, José Eduardo Botelho aparece com 34%, Abilio Brunini com 19%, e Lúdio Cabral com 13%. O empresário Domingos Kennedy fecha a lista com 3%. Brancos e Nulos somam 10%, e 21% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
Já em um eventual segundo turno, Eduardo Botelho também venceria em todos os cenários. Ele registra 45% contra 26% de Abilio Brunini. Contra Lúdio Cabral, o unista Eduardo Botelho apresentou 45% contra 19%, e em um possível cenário contra Domingos Kennedy, Botelho chega a 49% contra 10%.
A pesquisa ouviu 1.200 entrevistados presenciais, contratada pelo site Folhamax, realizada entre os dias 14 e 17 de setembro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é MT-05653/2024.
A voz dos eleitores
“Eu vou votar, mas não estou confiante. Não gosto de nenhum dos quatro, mas eu tenho que votar, né? Vai ser em cima da hora que eu vou decidir”, disse a vendedora ambulante Neusa Oliveira, 68 anos, moradora do Pedra 90 ao Blog do Valdemir.
“Eu até votaria em algum deles, mas eu prefiro não votar. Não quero fazer parte do que venha a acontecer, se desses nomes aí apresentados para a população ganhar”, complementou o taxista Nonato Viana, 56 anos.
“É muita decepção”
“Eu votaria sim com certeza, ainda mais que cada voto está fazendo a diferença, mas não consegui regularizar o meu título a tempo”, alegou a vendedora Tatiana Silva, 27 anos, ilustrando a situação.
A enfermeira Aline Marques, de 23 anos, optou pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e candidato pelo União Brasil (UB), José Eduardo Botelho no primeiro turno, mas desta vez não poderá comparecer porque estará em viagem, longe da sua cidade natal.
“Fico um pouco triste por não participar da democracia do meu município, mas por outro lado fico mais tranquila, porque está tudo tão tenso. Já aviso que não adianta virem brigar comigo, porque eu nem vou votar”, brincou ela.
Eleitores no Brasil
Também a abstenção poderá atingir um número alto do eleitorado no primeiro turno destas eleições municipais, ou seja, milhares de ausentes, o que poderá ser recorde.
O eleitorado de baixa renda é o mais inclinado a não comparecer à seção eleitoral, sobretudo nas cidades onde o transporte não será gratuito no dia da votação.
Nas 27 capitais, o passe livre estará em vigor, mas no interior do país o pagamento pelo transporte pode ser um freio importante ao comparecimento.
Queda dos brancos e nulos; alta da abstenção
“Observamos nesses números apresentados nestas ultimas pesquisas, que a porcentagem de brancos e nulos caiu muito pouco, mas muito pouco mesmo. Não foi e não está sendo uma redução drástica como esperávamos, mas em eleição tudo podemos esperar. E isso é um fenômeno que, a meu ver, também está relacionado com a alta da abstenção, o medo da abstenção diminuiu porque o custo de não votar é muito baixo”. Assinala o cientista político e colaborador do Blog do Valdemir.
Política
Mauro Mendes denuncia “Conluio Político” e aciona a Justiça para proteger imagem na pré-campanha de 2026
No complexo tabuleiro que antecede as eleições gerais no Brasil, o ex-governador de Mato Grosso e atual pré-candidato ao Senado da República, Mauro Mendes (UB), tornou-se o epicentro de uma contundente disputa de narrativas nos bastidores institucionais. O líder político manifestou-se publicamente por meio de um pronunciamento oficial em formato de vídeo, veiculado em suas redes digitais oficiais, denunciando a existência de uma articulação coordenada e difamatória contra sua imagem pública.
A referida manifestação atua como uma barreira de contenção contra o que a liderança considera ataques sistemáticos à sua reputação de gestor, adicionando novos elementos de tensão ao cenário pré-eleitoral mato-grossense neste período de severas movimentações partidárias.
A investida comunicacional de Mauro Mendes tem como alvo direto um suposto grupo articulado, classificado por ele como um “conluio” espúrio que reúne determinados atores da classe política e uma parcela restrita de profissionais da imprensa regional. O ex-chefe do Executivo Estadual asseverou textualmente que estes indivíduos agem em deliberada associação com o propósito de criar e propagar narrativas falsas que visam prejudicar seu desempenho eleitoral vindouro. O pré-candidato fez questão de ressaltar, contudo, que essa conduta reprovável restringe-se a uma minoria, mantendo sua profissão de fé e o respeito à maior parte dos jornalistas que atuam com responsabilidade social e seriedade informativa.
A reação intempestiva e enérgica do ex-governador estruturou-se por meio de uma manifestação gravada e distribuída diretamente aos seus milhares de seguidores, alcançando de forma imediata os principais veículos de comunicação e formadores de opinião do país. A adoção do formato digital e direto serviu para neutralizar intermediários, conferindo um tom de gravidade e pessoalidade ao desmentido oficializado pelo político em suas bases.

O conteúdo do vídeo cumpre o papel técnico de estabelecer uma linha de defesa transparente perante o eleitorado, apresentando-se como uma resposta firme e desprovida de ambiguidades em relação às especulações de bastidores.
A dinâmica dos fatos desenrola-se predominantemente nos eixos políticos de Cuiabá e Brasília, repercutindo com expressiva força nas instâncias partidárias nacionais em virtude da relevância geopolítica do Estado de Mato Grosso. O território mato-grossense, marcado pelo peso do agronegócio e por disputas de alta intensidade pelas vagas majoritárias ao Congresso Nacional, transforma-se no cenário ideal para embates que misturam disputas locais a controvérsias de âmbito federal. A localização geográfica dos ataques e a centralidade do debate demonstram que as fronteiras estaduais são permeáveis a escândalos que buscam influenciar o eleitorado de centros urbanos e do interior.
O pronunciamento oficial ocorreu imediatamente após a circulação massiva de boatos e matérias jornalísticas que vinculavam o nome do ex-governador a agendas controversas, em um momento de extrema sensibilidade para a consolidação de sua pré-candidatura. O estopim para a crise institucional foi a disseminação de relatos sobre um suposto jantar realizado na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, cuja ocorrência teria se dado no ano de 2023.
O episódio ganhou contornos graves após ser publicamente atribuído a declarações do ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o qual supostamente teria relatado o encontro informal a terceiros.
A motivação por trás da reação jurídica e política de Mauro Mendes repousa no teor do controverso jantar, no qual estaria presente o banqueiro Daniel Vorcaro, influente controlador e principal acionista do Banco Master. A associação a uma instituição financeira que tem figurado no centro de debates econômicos nacionais foi classificada pelo pré-candidato mato-grossense como uma manobra ardilosa para gerar desgastes desnecessários à sua biografia. O ex-governador identificou o movimento como uma tentativa deliberada de seus opositores de vinculá-lo a polêmicas corporativas alheias à sua atuação pública, desgastando seu capital político junto ao empresariado e à população.
O objetivo fundamental da ofensiva do ex-governador reside no restabelecimento pleno da verdade factual e na preservação de sua viabilidade eleitoral para as eleições de 2026, evitando a contaminação de suas propostas por agendas negativas. No vídeo divulgado, Mendes rechaçou de forma categórica e veemente a realização do referido encontro internacional, rotulando a notícia veiculada como “uma grande mentira” destituída de qualquer amparo documental.

Para sustentar sua argumentação defensiva, o pré-candidato trouxe a público o posicionamento do próprio governador fluminense, Cláudio Castro, que assinou uma declaração formal desmentindo a versão inicial e assegurando a inexistência do jantar.
A consolidação dessa linha defensiva ampara-se no cumprimento rigoroso dos ritos institucionais e na apresentação de provas testemunhais idôneas, aptas a desarmar o arcabouço retórico construído pelos adversários nos bastidores do poder.
Com a declaração subscrita pelo chefe do Executivo do Rio de Janeiro, a assessoria jurídica de Mauro Mendes obteve o lastro necessário para desqualificar as informações que circulavam nos meios digitais. A articulação rápida entre as lideranças partidárias dos dois estados impediu que o boato ganhasse contornos de crise duradoura, isolando os propagadores da notícia inverídica e demonstrando a fragilidade das fontes utilizadas na denúncia.
Apesar da eficácia do desmentido político e da emissão de notas de esclarecimento por parte dos envolvidos, Mauro Mendes anunciou que não limitará sua resposta ao campo estrito da retórica pública e do debate partidário. O pré-candidato assegurou textualmente que adotará medidas drásticas e severas nas esferas do Poder Judiciário, determinando que seu corpo de advogados ingresse com representações criminais e ações de reparação cível.
A judicialização do caso visa identificar e punir civil e criminalmente todos os responsáveis pela formulação e replicação da notícia, sinalizando que o grupo político do União Brasil adotará tolerância zero com a propagação de desinformação.
O desdobramento futuro deste embate aponta para um endurecimento ainda maior nas relações entre o bloco governista e os setores oposicionistas que disputam o controle das principais vagas majoritárias em Mato Grosso. O acionamento do aparato judicial pelo ex-governador estabelece um precedente importante para o processo eleitoral de 2026, transformando os tribunais em arenas decisivas para a validação das narrativas de pré-campanha.
A expectativa do núcleo político de Mauro Mendes é de que as punições financeiras e criminais sirvam como efeito pedagógico, desestimulando novos ataques e garantindo um debate programático focado nas demandas estruturais do estado.
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