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A POPULARIDADE DE BOLSONARO

45% desaprovaram a maneira de governar do presidente Bolsonaro

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Segundo uma sondagem do Instituto Ibope divulgada na quinta-feira, a aprovação do Governo brasileiro, presidido por Jair Messias Bolsonaro, subiu para 40%, a maior percentagem desde o início do seu mandato, iniciado em janeiro de 2019.

O levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ao todo, duas mil pessoas foram entrevistadas pelo instituto na semana passada, entre os dias 17 e 20 de setembro em 127 cidades.

Portanto, o questionário foi aplicado em um período de alta no preço dos alimentos e antes do início do pagamento das parcelas residuais do auxílio emergencial, que começaram a ser repassadas aos beneficiários nesta quinta, e cujo o valor foi reduzido para R$ 300.

A pesquisa do Ibope é feita a cada três meses, mas por causa da pandemia do novo coronavírus, a última pesquisa de avaliação do governo ocorreu no fim de 2019. Desde então, o quadro geral da confiança da população no presidente manteve a tendência das pesquisas anteriores: mais da metade dos entrevistados (51%) disseram que não confiam em Bolsonaro, apesar do aumento no número de pessoas que confiam nele: agora são 46%.

No total, 40% dos inquiridos consideraram a gestão de Bolsonaro ótima/boa, 29% regular, 29% ruim/péssima, e 2% não souberam ou não quiseram responder.

Em dezembro do ano passado, esse índice de aprovação estava em 29%. Na ocasião, a avaliação de ruim ou péssimo estava em 38% e a de regular em 31%.

Ainda segundo a sondagem deste mês, 46% dizem confiar em Jair Bolsonaro; outros 51% afirmam não confiar; 3% não souberam ou não quiseram responder.

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Um dos fatores que foi especificamente abordado na pesquisa diz respeito à aprovação da maneira de governar de Jair Bolsonaro, em que 50% aprovaram, 45% desaprovaram, e 5% não souberam ou não quiseram responder.

Segundo o Ibope, a popularidade do Presidente cresceu mais entre os entrevistados que estudaram até ao 8.º ano, entre os que possuem rendimentos familiares até um salário mínimo (1.045 reais, ou seja, cerca de 160 euros), entre residentes nas periferias das capitais e nas regiões sul e nordeste.

Apesar da aprovação de Bolsonaro ter crescido no nordeste, a região mantém-se com a menor percentagem de apoio ao Governo (33%).

Aparentemente, o auxílio de emergência [dado pelo Governo aos mais carenciados durante a pandemia] teve um papel importante na melhoria da avaliação do Governo Bolsonaro, como reflete o crescimento na aprovação das ações de combate à fome e à pobreza“, afirmou o gerente-executivo de economia da CNI, Renato da Fonseca.

Quanto às de atuação do Governo, a segurança pública é a única a receber avaliação positiva de mais da metade dos entrevistados (51%).

Em plena Pandemia da Covid-19, que já infectou mais de 4,6 milhões de pessoas e matou 139.808 infectados no Brasil, a área da Saúde teve a reprovação de 55% e aprovação de 43%. Já em relação ao ambiente, área que tem valido ao Governo brasileiro fortes críticas internacionais, a taxa de reprovação foi de 57%.

A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais.

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Horas depois da sondagem ter sido publicada, Jair Bolsonaro fez a sua habitual transmissão em direto na rede social Facebook, onde, na companhia do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, voltou a defender a política ambiental do seu executivo.

Segundo os governantes, os fogos que lavram atualmente no Pantanal, naqueles que são os piores incêndios das últimas décadas, são fruto de ações equivocadas do passado.

Nós fazemos o trabalho de conter os focos de incêndio. Mas tem um detalhe: problemas no passado, medidas equivocadas no passado potenciam os incêndios quando eles vêm. E lá a temperatura até poucos dias estava na média de 43 graus, com uma massa orgânica muito grande, tendo em vista medidas equivocadas, erradas ou criminosas tomadas no passado, afirmou o chefe de Estado.

Bolsonaro e Salles, que voltaram a frisar que o Brasil é um dos países que mais preserva a sua natureza, disseram ainda que a floresta é úmida e que as áreas centrais não se incendeiam.

Bolsonaro ironizou ainda o facto de figuras políticas e do sistema judiciário de Brasília usarem máscara de proteção facial contra a Covid-19 e, mesmo assim, terem sido infectados.

Fico vendo Brasília, não posso falar nomes aqui, mas a alta cúpula do poder de Brasília, alguns do Executivo, do Judiciário bastante, do Legislativo também, com máscara 24 horas por dia. Dormiam com máscara, cumprimentavam assim [com o cotovelo], e pegaram o vírus agora. Não adianta isso aí“, disse Bolsonaro, um dos chefes de Estado mais céticos em relação à gravidade da doença.

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Política

Disparidade orçamentária na “Corrida Presidencial” evidencia os desafios do “Financiamento Eleitoral”

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A advogada cuiabana Clariana Barão, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), ingressou oficialmente na disputa eleitoral nacional enfrentando um cenário de expressiva assimetria financeira. A candidatura encerrou a segunda semana de campanha oficial contando com um orçamento disponível de apenas R$ 7,5 mil em caixa para o desenvolvimento das atividades de mobilização.

A constatação dos valores ocorreu após o levantamento e a consolidação dos dados de arrecadação e prestações de contas parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise dos dados orçamentários dos postulantes ao Palácio do Planalto foi veiculada pelo portal de notícias Repórter MT durante o acompanhamento da agenda eleitoral.

O montante acumulado pela postulante é fruto de aportes diretos, sendo R$ 5 mil provenientes de recursos próprios da candidata e R$ 2,5 mil originados de doação de pessoa física efetuada por Lara de Araújo Amorim. Até o momento do registro oficial da prestação de contas, não constava no sistema a escrituração de despesas operacionais contratadas pela chapa.

A escassez de recursos evidencia a profunda disparidade estrutural entre candidaturas de legendas menores e as campanhas dos principais nomes da disputa presidencial. Enquanto partidos consolidados movimentam montantes milionários do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e de doações privadas, pleitos minoritários enfrentam severa restrição logística para propaganda, deslocamento e equipes técnicas.

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Em contrapartida, os dados divulgados demonstram que candidaturas de grande porte lideram a captação de recursos: Flávio Bolsonaro (PL) soma mais de R$ 42 milhões e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra R$ 35,2 milhões em receitas. No plano intermediário e menor, Romeu Zema (Novo) dispõe de R$ 2,7 milhões, Renan Santos (Missão) acumula R$ 1,2 milhão, Ronaldo Caiado (PSD) possui R$ 600 mil e Edmilson Costa (PCB) figura com R$ 13 mil em caixa.

A discrepância orçamentária impõe limites práticos no alcance das propostas e na visibilidade dos candidatos perante o eleitorado nacional. O custo de produção de programas partidários, impulsionamento em redes sociais e transporte aéreo inviabiliza que chapas com orçamento reduzido percorram com equidade os estados da federação.

Diante do quadro financeiro, a estratégia de candidaturas como a de Clariana Barão apoia-se predominantemente em agendas orgânicas, uso de plataformas digitais sem investimento pago e debates públicos. A limitação contábil exige rigor na gestão de cada insumo básico, desde o material impresso de divulgação até o custeio de viagens institucionais.

Outros postulantes ao pleito, como Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP), ainda não haviam consolidado a prestação parcial de contas no sistema da Justiça Eleitoral até o fechamento da amostragem do levantamento. A regularização do envio das informações financeiras segue prazos regimentais estabelecidos pela legislação eleitoral vigente.

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A conjuntura da campanha eleitoral reacende o debate técnico acerca dos impactos da disparidade econômica na igualdade de chances entre os concorrentes em sufrágios majoritários. A legislação brasileira prevê teto de gastos e mecanismos de financiamento público, contudo a distribuição proporcional entre legendas perpetua assimetrias na linha de partida do processo democrático.

Apesar dos abismos financeiros mapeados nas prestações de contas, o desfecho do pleito permanece condicionado ao voto direto e secreto do eleitorado no dia da votação.

A viabilidade política de propostas com baixo orçamento financeiro dependerá do grau de engajamento voluntário e da capacidade de interlocução direta das lideranças com a sociedade civil.

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