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DENUNCIA DO SINDIMED

UPAs e Policlínicas da Capital sem médicos

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O cuiabano tem uma boa opinião sobre a própria saúde, mas isso pode não refletir uma boa situação de Saúde na capital.

Em época de eleições, os candidatos a prefeito, a governador, a deputado estadual, às vezes acabam prometendo o que não podem cumprir, seja por má-fé, seja porque não sabem os limites da atuação de um prefeito. Como em todos os âmbitos mais importantes da atuação pública, as promessas em torno da saúde são muitas. E não é à toa, já que esta é a área que a maior parte dos brasileiros indica como a que deve receber maior prioridade pelo poder público.

A falta de profissionais está fazendo um mal tremendo para nossa população, principalmente agora que estamos saindo de uma pandemia e temos uma demanda imensa, represada, que por conta da pandemia ficaram paradas e também demanda de profissionais especialistas para isso”.

Falta médico

O Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT) denuncia a falta de organização da Prefeitura de Cuiabá em completar as escalas médicas de plantão para atender a população nas UPAS e Policlínicas da capital.

Segundo o Sindimed-MT, a prefeitura exonerou vários médicos, mas não teve agilidade para suprir a necessidade das UPAs e Policlínicas, deixando “furos” nas escalas de plantão.

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Escalas incompletas nessas unidades não são nenhuma novidade, mas escalas com nomes de médicos já exonerados é no mínimo surpreendente.

Tivemos acesso às escalas incompletas e ficamos chocados com o elevado número de falhas. Existem unidades com demandas altíssimas, onde deveriam ter três médicos para ser possível dar um atendimento de qualidade aos pacientes, mas normalmente tem apenas dois médicos, sendo que em muitos casos somente um médico está escalado. Isso gera sobrecarga de trabalho, desgaste do profissional o que causa prejuízo incontestável para a população assistida. O médico é um trabalhador que carrega uma responsabilidade muito grande no seu cotidiano e nada mais justo que ter estabilidade no exercício da sua profissão, afirma o presidente do Sindimed-MT, Adeildo Lucena.

A realidade é que a Prefeitura de Cuiabá vem sendo cobrada pelo Sindicato dos Médicos desde a primeira gestão de Emanuel Pinheiro, mas mesmo assim não deu andamento ao concurso público e deixou chegar ao estado que está.

Entramos com uma ação para obrigar a prefeitura a publicar todas as escalas de plantão no Portal Transparência, mas até agora não houve o cumprimento da sentença judicial“, revela Lucena.

Adeildo Lucena alerta que o sindicato tem recebido diversas reclamações de médicos que estão atuando na rede municipal de Cuiabá de que além das escalas incompletas, os emergencistas tem dificuldade para transferirem os pacientes para hospitais que tem os leitos de retaguarda para abrigar os pacientes após estabilização do quadro.

O que o Emanuel fez foi transferir os problemas do antigo pronto socorro de Cuiabá para as UPAs e Policlínicas, que hoje funcionam com escalas incompletas e acima da capacidade instalada. Sem leitos de retaguardas suficientes (velho problema em Cuiabá) muitas unidades tem superlotação com pacientes nos corredores“, afirma Lucena.

Outra dificuldade apontada pelo Sindimed para a gestão completar as escalas são os pagamentos dos plantões extras.

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Acontece que o pagamento desses plantões demoram três meses para serem pagos e por esse motivo os médicos não estão aceitando encarar uma jornada de mais 12 horas de trabalho duro para receberem três meses depois.

Está na hora do governo municipal obedecer a Constituição Federal e realizar o concurso público na Capital para que os direitos tanto dos médicos quando da população sejam respeitados. O Médico tem direito a uma carreira estabilizada com plantões pagos, condições de trabalho e a população a atendimento de qualidade quando procura a rede pública. Prefeito, exigimos Concurso Já, cobra o representante da classe médica.

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Paisagismo ganha forma na reta final de obras

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O plantio de mudas nas quase mil floreiras dispostas nas paredes externas marca a reta final das obras do Novo Mercado Municipal Miguel Sutil. O empreendimento chega aos 95% de execução e se destaca no projeto de revitalização do Centro Histórico de Cuiabá. Cerca de R$ 100 milhões estão sendo investidos no mercado, concebido para se tornar um novo ponto turístico na cidade.

O paisagismo vai dando forma ao jardim vertical de 3 mil metros quadrados, distribuídos na fachada na Avenida Generoso Ponce e na parede lateral, na Rua Joaquim Murtinho. Cerca de 4 mil mudas estão sendo plantadas, de espécies como Clusia, Bico-de-Papagaio e Guaimbé, plantas conhecidas pela resistência ao clima quente, pela capacidade de adaptação em áreas urbanas e pelo forte apelo paisagístico.

Responsável pela construção e operação do mercado, dentro da Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o Município de Cuiabá, a CS Mobi Cuiabá aponta que o conceito arquitetônico prioriza mais frescor e acolhimento com o paisagismo externo, algo que será reforçado no espaço interno, climatizado, com elementos contemporâneos de decoração, mobília, cores e comunicação visual.

Conforto, modernidade e valorização da identidade regional são marcas do projeto. Teremos em breve um mercado municipal visualmente bonito, atrativo, com um mix diversificado de produtos e serviços, entre lojas e boxes, para atender com funcionalidade e gerar experiências agradáveis aos visitantes, incluindo população local e turistas, destaca Alan Guedes, gerente geral da CS Mobi Cuiabá.

Sobre a CS Mobi Cuiabá

– A CS Mobi Cuiabá, que faz parte da CS Infra, uma empresa de gestão de concessões de longo prazo, investirá, por meio de uma PPP junto à Prefeitura Municipal de Cuiabá, cerca de R$ 130 milhões no projeto de revitalização e modernização da região Central de Cuiabá. A empresa é a responsável pelo novo Mercado Municipal Miguel Sutil, que contará com mais de 100 pontos comerciais, 24 mil metros quadrados de área construída e a expectativa de circulação de mais de 3 mil pessoas, diariamente.

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O Cidade Verde Estacionamento Rotativo Digital, com mais de 3 mil vagas, também faz parte do projeto para o ordenamento do uso do espaço público e a democratização do acesso a vagas na região central. Além disso, a parceria público-privada contempla a requalificação de vias, modernização do mobiliário urbano e implantação da acessibilidade em ruas e calçadas. Serão 62 mil metros quadrados de requalificação viária, incluindo calçadas, pavimentação e calçadões (Antônio Maria e Antônio João).

O projeto também prevê a recomposição de 3,5 mil metros de meio-fio, a instalação de 8 mil metros de piso podotátil, a implantação de 39 novas faixas de pedestres e a construção de 134 rampas, ampliando a segurança, a acessibilidade e a mobilidade da população cuiabana.

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