PROMESSA DO ESPORTE
Jovem nadador cuiabano traça metas em competições nacionais com apoio de hospital
Cuiabano de “chapa”, ou seja, nascido e criado na capital mato-grossense, o jovem Matheus Haas, 19 anos, é uma das promessas da natação brasileira. Para continuar treinando e se aperfeiçoando no esporte, o atleta conta com apoio do Complexo Hospitalar de Cuiabá.
Apesar da pouca idade, Matheus Haas destaca dois bons resultados conquistados na carreira. Recorde em Sapezal nos 50 metros livre (24.40 segundos) em piscinas de 25 metros e em Cuiabá, nos 50m livre, em piscina de 50 metros.
Seu primeiro contato com o esporte foi em 2018, onde conheceu o basquete na Escola Estadual Arena Pantanal, localizada dentro do estádio construído para a Copa de 2014. No ano seguinte, ele entrou para natação.
“Daí pra frente veio a paixão pela natação e as primeiras conquistas”, relembra.
Atualmente Matheus Haas está treinando em Santa Catarina com objetivo de melhorar seus resultados e conquistar destaque nacional.
“Lá onde eu posso alavancar mais ainda a minha carreira. Focar na técnica, tentar melhorar para ser finalista ou até campeão do Brasileiro Júnior 2”.
O atleta relata que o patrocínio recebido pelo Complexo Hospitalar de Cuiabá chegou em um momento crítico. O jovem trabalhava como garçom e não conseguia conciliar com o esporte.
“O apoio do CHC chegou em uma hora que eu estava pensando em largar a natação e apenas trabalhar. Estava faltando muito os treinos e em uma conversa sem nenhuma intenção de nada(da minha parte) surgiu um patrocínio”, afirma.
Hoje 100% na carreira, Matheus relembra do início com orgulho.
“Um menino que não tinha nada, nem uma sunga para nadar. Usava um óculos emprestado. Mesmo sem expectativas, mostrei que nada é impossível, que não existe barreira para aquilo realmente quer”.
O Dr. Paulo Bezerra de Mello, médico pediatra e sócio do Complexo Hospitalar de Cuiabá, explica os fatores que motivaram o hospital a acreditar no potencial do atleta.
“O Matheus começou a nadar na academia que eu frequentava e sempre teve bons elogios do técnico. Isso fez com que despertasse a intenção do patrocínio”.
O médico destaca a importância social do patrocínio e também a relação do esporte com a saúde.
“O esporte é uma prática promotora de saúde. O CHC preza pelo bom relacionamento ao público e pensa no futuro, que é permanecer e ter uma vinculação com a sociedade cuiabana”, finaliza.
ESPORTES
Neymar encerra ciclo, e Ancelotti acelera renovação para uma nova era
A trajetória de Neymar com a camisa da Seleção Brasileira chegou ao fim. O técnico Carlo Ancelotti confirmou que o atacante comunicou a decisão de não voltar a defender o Brasil e indicou que a equipe inicia uma nova etapa após a Copa do Mundo. A saída do camisa 10 encerra um dos ciclos mais marcantes do futebol brasileiro nas últimas décadas e impõe ao treinador italiano o desafio de construir uma equipe sem sua principal referência técnica durante anos.
Segundo Carlo Ancelotti, a decisão partiu do próprio Neymar e está inserida em um processo mais amplo de renovação da Seleção. Na avaliação do treinador, o último Mundial representou o encerramento de uma geração iniciada em 2018, que atravessou três edições da competição. Embora alguns jogadores experientes ainda possam permanecer, a tendência é de uma transformação gradual, com maior espaço para atletas jovens e para a construção de uma nova identidade coletiva.
“O Neymar já confirmou que não quer voltar à seleção. A Copa do Mundo encerrou uma geração que começou em 2018 e disputou três Mundiais. Alguns podem continuar, mas, no geral, precisamos de novos jogadores e uma nova identidade na seleção”, afirmou Ancelotti.
A declaração estabelece, de forma objetiva, o caminho que o treinador pretende seguir para reformular o elenco brasileiro.
A última participação de Neymar pela Seleção ocorreu na Copa do Mundo. Cercado por expectativas, o atacante chegou à competição como uma das principais referências ofensivas do Brasil, mas enfrentou problemas físicos e teve participação limitada. O torneio, que poderia representar mais um capítulo de protagonismo do jogador, acabou marcado como o encerramento de sua trajetória com a camisa amarela.

Apesar das limitações físicas apresentadas pelo atacante, Ancelotti afirmou que não se arrepende de tê-lo convocado. Para o treinador, a qualidade demonstrada por Neymar ao longo da carreira justificava sua presença no grupo. Ao mesmo tempo, o italiano reconheceu que a ausência do camisa 10 não poderá ser solucionada pela escolha de um único substituto.
A avaliação de Ancelotti é que Neymar não pode ser reproduzido por outro jogador. Ao definir o atacante como um talento “extraordinário”, “único” e “irrepetível”, o técnico indicou que a Seleção precisará encontrar uma solução diferente. Em vez de concentrar responsabilidades em uma nova estrela, a proposta é fortalecer o funcionamento coletivo, ampliar as opções ofensivas e distribuir o protagonismo entre diferentes atletas.
A primeira convocação depois da Copa já apresentou sinais concretos dessa mudança.
Ancelotti chamou oito jogadores que ainda não haviam atuado pela equipe principal: os goleiros Pedro Morisco e Otávio; os laterais Matheuzinho e Mauro Junior; os zagueiros Arthur Dias e Jair; além dos volantes Breno Bidon e Gabriel Bontempo.
A lista evidencia a intenção de ampliar o número de alternativas disponíveis para o novo ciclo.
A presença de oito estreantes também demonstra que a renovação não deverá ocorrer de maneira pontual. A comissão técnica pretende observar diferentes nomes, aumentar a concorrência por posições e identificar jogadores capazes de assumir responsabilidades no futuro. O processo, portanto, ultrapassa a simples substituição de atletas experientes e aponta para uma reformulação estrutural do elenco brasileiro.
A mudança pode ser percebida ainda na faixa etária do grupo convocado. A primeira lista pós-Copa apresenta média de 24,4 anos, enquanto o elenco levado ao Mundial tinha média de 29,6 anos. A diferença superior a cinco anos evidencia a guinada promovida por Carlo Ancelotti, que passou a priorizar atletas com maior margem de desenvolvimento e capacidade de participar de um projeto esportivo de longo prazo.
O encerramento do ciclo de Neymar, portanto, não representa apenas a despedida de um dos maiores talentos de sua geração, mas também o início de uma nova construção na Seleção Brasileira. Ancelotti terá de desenvolver uma equipe capaz de competir sem buscar uma cópia do antigo Camisa 10. Com mais jovens, novas alternativas e responsabilidades distribuídas, o Brasil começa a virar a página e a procurar os protagonistas que poderão definir sua próxima era.
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