SERIE "A" NO DUTRINHA

Dutrinha é elogiado e Estádio deve receber jogos da Série A do Brasileirão

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A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) voltou a elogiar o gramado do Estádio Eurico Gaspar Dutra, conhecido como Dutrinha, que está sendo utilizado para jogos treino durante a Copa América em Cuiabá. A qualidade da estrutura também é um dos motivos que levou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a solicitar o uso do Dutrinha para jogos da Série A do Brasileirão, enquanto a Arena Pantanal é utilizada para o campeonato sul-americano.

O Dutrinha encontra-se em fase final da maior obra desde sua construção em 1954. O investimento de quase R$ 2 milhões foi todo financiado pelo Executivo Municipal na gestão Emanuel Pinheiro.

Eu só quero o melhor para Cuiabá e cobro diuturnamente da minha equipe que seja feito o melhor para minha gente. Este é o reconhecimento de todo esforço colocado nesta que é a maior reforma que o Dutrinha já viu desde que foi construído”, disse o Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Conforme combinado entre a Prefeitura de Cuiabá, que é responsável pela administração do Estádio, e a Conmebol, a partir de sexta-feira (11), data de assinatura do Termo de Autorização, até 27 de junho, quando se encerra a participação da Capital na Copa América, o Estádio fica totalmente à disposição da organização da competição.

A segurança do local será feita pela Conmebol e não será permitida cobertura da imprensa e a presença de público, em razão do cumprimento das medidas de biossegurança contra a COVID-19.

O representante da Conmebol, Marcus Jacarandá, disse que o principal aspecto avaliado para receber as seleções para treino foi o gramado.

Principalmente o campo, o gramado está com excelente aspecto, está excelente para treino. A segurança também, o estádio por ser pequeno tem uma logística tranquila para a chegada, o que facilita o controle da nossa segurança do evento, disse Jacarandá.

Pela Série A do Brasileirão, o Estádio cuiabano recebe as equipes do Cuiabá e Grêmio no domingo (20), às 15h (horário local).

Na manhã da última segunda-feira (14), a magistrada a frente do Juizado do Torcedor, Patrícia Ceni liberou o Estádio para jogos sem torcida, com emissão do documento oficial ainda nesta semana.

Para liberação completa do Estádio, como autorização para jogos com torcida, a juíza solicitou que a arquibancada do lado visitante receba reforço do guarda-corpo, que deve ter sua altura aumentada para garantir a segurança de atletas, comissão técnica, arbitragem e torcedores.

Todas as outras recomendação feitas pela juíza foram cumpridas pela Prefeitura de Cuiabá, como acessibilidade, separação de torcidas, adequação de vestiários, áreas exclusivas para arbitragem, segurança e para o Juizado do Torcedor, dentre outras.

É uma alegria muito grande ver todo o esforço da gestão Emanuel Pinheiro em resgatar esse patrimônio do esporte local ser reconhecido nacional e internacionalmente. Não é só a estrutura que foi restaurada, mas também um pouco da esperança em tempo melhores, disse a secretária de Cultura, Esporte e Lazer, Carlina Rabello Leite Jacob.

A obra no Dutrinha teve início em fevereiro de 2019 e foi executada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, em parceria com a Secretaria de Serviços Urbanos e Obras Públicas. No momento, equipe finaliza alguns detalhes em pintura da estrutura e se prepara para iniciar a demarcação de vagas e sinalização do estacionamento. O alvará de Bombeiro já foi emitido e autorização do Juizado do Torcedor deve ser entregue até o fim desta semana. Restando agora a vistoria da Polícia Militar (PM).

Nesta semana, a CBF encaminhou nota à Prefeitura de Cuiabá atestando a excelência do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha.

Veja a íntegra:

Reitero que a instalação esportiva em questão foi vistoriada e aprovada pela CONMEBOL, portanto apta em todos os aspectos de infraestrutura para receber as sessões de treinamento das seleções participantes do torneio.

A entidade organizadora do evento está satisfeita com a qualidade oferecida e posta à disposição do atletas e comissões técnicas.

Fica aqui o nosso agradecimento por todo suporte e parceria da Prefeitura de Cuiabá na realização de mais esse grande evento em nosso país.

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ESPORTES

Brasil perde do Canadá nos pênaltis e está eliminado dos Jogos Olímpicos

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Não deu para a seleção feminina. Nesta sexta-feira (30), pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil fez um jogo duríssimo com o Canadá, chegou a ter a vantagem nos pênaltis, mas acabou sendo derrotada por 4 a 3 nas cobranças, dando adeus à competição.

A seleção não fez o seu melhor jogo e foi abaixo do esperado em muito momentos. O Canadá também não fez uma grande partida, que foi decidida nas penalidades máximas. Bárbara defendeu o chute de Sinclair no início das cobranças, mas Andressa Alves e Rafaelle pararam na goleira canadense Labbé nas duas últimas cobranças do Brasil. Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os jogos Olímpicos de Tóquio marcam a provável despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

Esta é a segunda vez em seis edições olímpicas disputadas que o Brasil fica fora das quatro melhores equipes, repetindo o resultado de Londres-2012. Além disso, a seleção foi medalha de prata em Atenas 2004 e Pequim 2008, mas desde então não subiu mais ao pódio olímpico.

Agora, o Canadá aguarda o adversário da semifinal, que vai sair do grande duelo entre Estados Unidos, atuais campeãs mundiais, e a Holanda, atual vice-campeã do mundo. O confronto pela vaga na final acontece na próxima segunda-feira (2), às 5h (de Brasília).

Depois do jogo contra a Zâmbia, Pia Sundhage voltou à formação titular para iniciar o duelo com o Canadá. A partida, no entanto, começou bastante estudada. As equipes se alternavam na subida da marcação para tentar pressionar as adversárias. A primeira boa chance do Brasil foi aos 14 minutos, quando Tamires tocou para Marta na área, recebeu de volta e chutou de primeira, mas mandou por cima do travessão.

Na sequência, entretanto, as canadenses acordaram e aumentar o volume de jogo. Passaram a atacar com mais perigo, obrigando a zaga e Bárbara a trabalharem. A seleção feminina do Brasil sentiu o mal o momento e facilitou a vida do Canadá, que conseguia achar mais espaços e chutou com perigo, pelo menos, duas vezes. Marta, por sua vez, ficou muito isolada na esquerda e pouco pôde fazer.

Com 30 minutos do primeiro tempo, a equipe de Pia reagiu e igualou mais as ações, com um jogo bastante truncado no meio campo. Aos 40, zagueira canadense se atrapalhou, Debinha roubou a bola, mas ela escapou um pouco e deu tempo de a goleira sair bem para fazer a defesa. Foi a melhor chance do Brasil na primeira etapa, que teve um Canadá mais produtivo e um placar inalterado.

O Canadá voltou novamente melhor depois do intervalo e complicava a saída de bola do Brasil. Aos poucos, com Marta mais livre, a seleção feminina foi se encontrando mais no jogo. Aos 14, o Canadá teve a melhor chance da partida até então, em cabeceio de Gilles que explodiu no travessão.

Ludmila entrou no lugar de Bia Zaneratto e deu um gás a mais na equipe, brigando pelas bolas no ataque. Com o passar do tempo, o Brasil conseguiu ficar mais com a bola e tentava achar espaços no ataque. O Canadá ainda teve mais uma boa chance em cobrança de falta e antecipação de Bárbara para fazer a defesa. A seleção feminina tinha mais volume, mas criava poucas chances reais. O jogo, então, ficou mais morno e a prorrogação já parecia inevitável.

O Brasil ainda teve mais algumas chances em enfiadas de bola, mas sem levar muito perigo. No último lance da segunda etapa, Marta cobrou escanteio e goleira afastou. Mas o Canadá arrancou em contra-ataque e Bárbara precisou abafar a bola de Lawrence para salvar o gol e decretar o tempo extra.

O Brasil seguia tentando, mas tinha dificuldade, com Marta visivelmente cansada. Enquanto isso, o Canadá começou a levar mais perigo à meta brasileira em jogadas de velocidade pelas laterais. No final do primeiro tempo, a seleção feminina adiantou a marcação para tentar roubar a bola, mas sem sucesso. O Canadá ainda tentou ameaçar nos últimos minutos, mas também sem êxito.

No segundo tempo da prorrogação, os dois times tinham medo de arriscar e poder levar um gol em um momento mais delicado do jogo. As equipes apostavam em lances de mais velocidade e o Brasil começou a chegar com mais perigo e assustar as canadenses.

Nos últimos minutos, pressão brasileira, que teve a melhor chance do jogo em cabeceio de Erika no canto esquerdo da goleira Labbé, que se esticou toda para fazer a defesa e salvar o Canadá. O Brasil tentou até o final, mas a bola não queria entrar e a disputa foi para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, Bárbara começou defendendo a cobrança de Sinclair. Andressa Alves desperdiçou a sua e o Canadá passou a frente. Rafaelle foi para a última cobrança e também parou na goleira Labbé, decretando a eliminação do Brasil.

FIM DE UM CICLO

Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os jogos Olímpicos de Tóquio marcam a despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

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