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3 DE MAIO: ELEIÇÃO DA FMF

Dorileo Leal x Aron Dresch

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Aron Dresch, presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), marcou uma Assembleia Geral para a eleição da entidade. O edital de convocação foi divulgado no site da FMF com a eleição agendada para ocorrer no dia 3 de maio para definir o novo presidente da entidade pelos próximos quatro anos, entre maio de 2025 até o mesmo mês de 2029. Além do presidente, serão eleitos os vice-presidentes, três membros titulares e três suplentes do conselho fiscal da FMF.

A Assembleia Geral será realizada de forma presencial, no dia 3 de maio, às 9 horas, em primeira convocação, com a presença do quórum previsto no art. 11 do Estatuto. Em caso de falta de quórum para a instalação, haverá a segunda e última convocação a partir das 10 horas, com qualquer número de filiados presentes.

Para o registro da chapa era necessário seguir algumas obrigações estatutárias, como ter cinco assinaturas de entidades filiadas e aptas para votarem, caso contrário a chapa será desconsiderada. Segundo o edital, a inscrição da chapa deveria ser protocolada até 18 horas deste dia 23 de abril.

Atual presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) desde 2017, Aron Dresch vai concorrer a reeleição para um novo mandato de quadriênio.

Possíveis irregularidades no processo eleitoral da FMF

O Ministério Público Estadual (MPE) chegou de instaurar um inquérito civil público para investigar possíveis irregularidades no processo eleitoral da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), presidida atualmente por Aron Dresch.

A investigação foi oficializada por meio de portaria publicada, assinada pelo promotor de Justiça Renée do Ó Souza. Segundo o documento, o inquérito teve início após o recebimento de uma notícia de fato que apontava diversas condutas que poderiam comprometer a legalidade do pleito.

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Para garantir a lisura do processo eleitoral, o promotor determinou uma série de diligências. Entre elas, o levantamento de contratos e convênios firmados entre a FMF e órgãos públicos, a verificação de ações judiciais envolvendo a entidade e a requisição de documentos como o estatuto da federação, regulamento e cronograma eleitoral, além de informações sobre a comissão organizadora e o Comitê Misto de Resolução de Disputas.

Registro de chapa

No apagar das luzes, último dia do registro de chapas para a disputa na eleição da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), o grupo de oposição ao atual presidente Aron Dresch, protocolou na sede da entidade os documentos necessários para concorrer ao pleito, marcado para o dia 3 de maio.

Até então, Aron Dresch era candidato único e à segunda reeleição, pretendendo chegar a um terceiro mandato, com 12 anos a frente da entidade.

João Dorileo Leal, chapa “Federação para todos”, encabeçada pelo atual gestor do Mixto Esporte Clube, conta com nomes de vários dirigentes de clubes, como os vices Leomar Lauxem, do Nova Mutum e Reydner Souza, do União de Rondonopolis, e garante ter apoio da maioria dos afiliados, cujos votos seriam suficientes para conquistar a eleição.

As articulações para a sucessão de Aron Dresch a frente da FMF começaram no ano passado, quando vários dirigentes de clubes procuraram Dorileo Leal para externar o descontentamento com o dirigente, a começar pelas negociações de patrocínio para o Campeonato Mato-grossense. A “caixa preta” dos contratos de publicidade negociados com empresas que divulgavam a marca na competição nunca foi revelada aos dirigentes que recebiam um valor irrisório para permitir a transmissão ao vivo dos jogos pela TV Centro América afiliada da Rede Globo no Estado de Mato Grosso.

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Além disso, os dirigentes reclamavam dos horários dos jogos, sempre às 15h, que terminava afastando o público dos estádios, devido as altas temperaturas.

Este ano, com a recente reeleição de Edinaldo Rodrigues à presidência da CBF, veio à tona o valor do repasse da entidade às federações e os respectivos “salários” dos presidentes, que saiu de R$ 50 mil para R$ 215 mil, além de um fundo de apoio às federações, que no caso de Mato Grosso, custeava a folha salarial da entidade, de R$ 57 mil/mês, entre outras mordomias reveladas em reportagem exclusiva da Revista Piauí.

Para concorrer ao cargo, e, caso seja eleito para assumir a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Dorileo Leal revelou que atendeu a um chamado dos clubes, mas que sendo eleito, não continuará a frente da gestão do Mixto Esporte Clube.

Eles só aceitavam se eu fosse o candidato a presidente. A grande crítica dos dirigentes era exatamente essa ligação do Aron com o Cuiabá e o favorecimento ao clube, em detrimento da grande maioria. Sendo eleito, deixo a gestão do Mixto que continua com o grupo que está lá e vou trabalhar pelos clubes do futebol mato-grossense, a modernização e o fortalecimento do nosso futebol.

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ESPORTES

Cacá tenta rasgar camisa do Bahia

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O Bahia derrotou o Vitória por 2 a 0 no O Estádio Manoel Barradas, também conhecido como Barradão, neste último domingo (23), pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, no clássico Bavi. O triunfo do Bahia contra o Vitória por 2 a 0 terminou em confusão no Barradão na comemoração do segundo gol. Depois de marcar, Jean Lucas tirou a camisa e mostrou para a torcida organizada do Leão, gesto que foi suficiente para iniciar o tumulto no gramado. Alejo Véliz anotou o gol que abriu o marcador em Salvador.

Marinho pegou a camisa de Jean e a entregou para Cacá, capitão do Vitória, que tentou rasgá-la. O árbitro da partida, Raphael Claus, se aproximou do zagueiro e impediu a ação.

Após a derrota do Vitória, Marinho concedeu entrevista e alegou que o adversário desrespeitou a torcida rubro-negra presente no estádio. O atacante tratou a postura como inadmissível e condenou a atitude de Jean Lucas.

A briga teve início quando o meia Jean Lucas marcou o segundo gol tricolor e foi até a torcida do Vitória mostrar a camisa em tom de provocação. O atacante rubro-negro Marinho reagiu de imediato, arrancando a peça das mãos do adversário. Em seguida, o zagueiro Cacá tomou a camisa para si e tentou rasgá-la dentro de campo, enquanto um empurra-empurra entre atletas das duas equipes se espalhava pelo gramado.

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O árbitro Raphael Klaus interveio para conter a confusão, tomou a camisa de volta e distribuiu três cartões amarelos. Cacá e Jean Lucas foram dois dos advertidos.

Jean Lucas e Marinho comentam cena inédita no Bavi

Após a derrota do Vitória, Marinho concedeu entrevista e alegou que o adversário desrespeitou a torcida rubro-negra presente no estádio. O atacante tratou a postura como inadmissível e condenou a atitude de Jean Lucas.

Uma coisa que eu tinha falado para ele foi que a gente tem que respeitar. Era torcida única. Se ele queria comemorar, tinha o banco de reservas dele para comemorar. Eu falei só para ele não faltar com respeito, e eu acho que foi desrespeitoso. A confusão faz parte, a única coisa que não vamos admitir é falta de respeito. Dentro de campo, não fomos o que o Vitória é em casa. A gente decepcionou nosso torcedor, que veio hoje e lotou. Não podemos perder da forma que foi, temos que lamentar muito. É inadmissível, mas temos que voltar a trabalhar e focar“, disse Marinho em entrevista pós-jogo.

O bate-boca resultou em cartões amarelos para Cacá e Jean Lucas. Após a partida, o meio-campista do Bahia afirmou que o futebol “está ficando chato”.

Não foi falta de respeito. Acho que o futebol está perdendo um pouco a graça. Antigamente os caras faziam várias comemorações, hoje em dia você não pode tirar uma camisa e mostrar para a torcida. Está ficando chato“, disse Jean Lucas em entrevista após a partida.

Bahia rompe série de empates e celebra vitória em jogo 200 de Rogério Ceni pelo clube

Com o triunfo em Salvador, o Bahia rompe a série incômoda com cinco empates consecutivos no Brasileirão. O resultado positivo brinda a partida de número 200 de Rogério Ceni no comando do Esquadrão.

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Contratado em setembro de 2023, Ceni tem recebido críticas pelo momento da equipe. São 102 triunfos, 43 empates e 55 derrotas no período. Três títulos conquistados (Campeonato Baiano em 2025 e 2026, além da Copa do Nordeste de 2025) e duas classificações consecutivas, algo inédito na história do clube, para a Copa Libertadores.

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