ESPORTES
Comissão Eleitoral da Federação impugnou candidatura de Aron Dresch
O que já era esperado por muitos presidentes de liga e clubes do Estado aconteceu, é que a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) que tinha marcado uma eleição na manha desta quinta-feira as 9 horas na sede da Federação com duas chapas, só aconteceria com apenas a chapa liderada pelo atual presidente que pretende a reeleição diante da entidade pelo empresário Aron Dresch se não conseguisse reverter a situação.
O motivo foi a impugnação da candidatura da chapa “Renovação” do empresário e presidente do Cuiabá Esporte Clube, Aron Dresch pela comissão eleitoral da Federação Mato-grossense de Futebol atendendo um pedido da chapa liderada por João Carlos de Oliveira da chapa “Avançar com Equilíbrio”.
No ultimo dia 07 deste mês, a Justiça de Mato Grosso havia suspendido a eleição para o cargo de presidente Federação Mato-grossense de Futebol. O pedido de anulação tinha sido protocolado pelo advogado Ussiel Tavares que alegou falta de transparência e um prazo "muito curto" para a inscrição das chapas.
João Carlos recorreu e acabou ganhando na Justiça para que a realização da eleição da Federação fosse realizada na data de hoje determinada pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, da segunda câmara cível de Mato Grosso, que derrubou a liminar que suspendia a eleição do novo presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).
Hoje, o clima amanheceu bastante tenso entre as duas chapas após a impugnação da candidatura da chapa “Renovação” do empresário Aron Dresch, segundo informações, ele devera conseguir uma liminar confirmando a sua chapa na eleição para presidente da Federação Mato-grossense de Futebol, que a mais de 40 anos seguia com apenas um comandante.
João Carlos comete irregularidades e pode ser impugnado
O candidato à presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Aron Dresch também protocolizou um pedido de impugnação da chapa "Avanço com Equilíbrio", encabeçada pelo atual presidente, João Carlos Oliveira. O registro de candidatura da chapa impugnada apresenta diversas irregularidades. A mais grave delas é a ausência de documentos dos candidatos à vice-presidência e ao Conselho Fiscal.
Outro erro grave é a impossibilidade de aferir a veracidade das informações do registro de candidatura, tais como se os postulantes indicados realmente autorizaram a participação na chapa, o que desrespeita aos princípios do ordenamento jurídico brasileiro em vigor. Nenhum candidato aliado a João Carlos, assinou a chapa encabeçada pelo atual presidente.
Nesta quarta-feira (14), por exemplo, Cinésio Nunes de Oliveira, declarou afastamento da candidatura ao pleito como vice-presidente de João Carlos. Ele emitiu uma declaração pública e divulgada a todos os associados da FMF, causando problema jurídico para João Carlos, que passa a não ter chapa completa para concorrer ao pleito.
A eleição para a presidência da FMF deverá contar com a participação de todos os associados da entidade, que totalizam 41 votos. O candidato Aron Dresch encabeça a chapa Renovação, e já contabiliza apoio consolidado de 29 votos, sendo com isso o candidato favorito para vencer o pleito.
Veja decisão da Comissão Eleitoral:
ESPORTES
Em busca de R$ 1,5 milhão, coadjuvantes desafiam favoritos no Mato-grossense Feminino
Várzea Grande Esporte Clube, Operário-VG e Sorriso Esporte Clube entram no Campeonato Mato-grossense Feminino da Primeira Divisão, previsto para começar no fim de setembro, com a missão de desafiar o favoritismo de Mixto e Ação/Santo Antônio. Diante da superioridade técnica, estrutural e financeira das duas principais forças da modalidade no Estado, os demais participantes tendem a iniciar a competição em condição de coadjuvantes, mas terão uma premiação milionária como estímulo para tentar alterar o cenário.
O principal atrativo do Estadual será a possibilidade de conquistar recursos no valor de R$ 1,5 milhão, destinados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer ao clube que obtiver classificação para representar Mato Grosso no cenário nacional. A premiação integra a política estadual de incentivo ao futebol e pode ser decisiva para a manutenção das atividades e o planejamento das equipes que buscam maior competitividade nas competições brasileiras.
De acordo com o regulamento aprovado durante o Arbitral Técnico da competição, o terceiro colocado do Campeonato Mato-grossense receberá a quantia para disputar o Campeonato Brasileiro Feminino da Série A3 na próxima temporada. A definição amplia a importância da disputa pelas primeiras posições, especialmente porque Mixto e Ação já possuem espaço assegurado, respectivamente, nas Séries A1 e A2 do futebol nacional e contam com a manutenção do apoio financeiro para suas campanhas.
Protagonistas do futebol feminino de Mato Grosso nos últimos quatro anos, Mixto e Ação consolidaram uma condição de superioridade dentro do cenário estadual. As duas equipes já têm garantido o repasse de R$ 1,5 milhão para a próxima temporada, com o objetivo de representar o Estado nas duas principais divisões nacionais.

A situação, repetida nos últimos anos, reforça a distância financeira e estrutural entre as favoritas e os clubes que ainda tentam alcançar estabilidade no futebol feminino.
Sem indicativos de mudanças significativas no equilíbrio de forças, o Alvinegro da Vargas e a equipe de Santo Antônio de Leverger devem iniciar o Mato-grossense como favoritos ao título. Nesse contexto, Várzea Grande, Operário-VG e Sorriso terão de superar diferenças de investimento, preparação e condicionamento competitivo para buscar uma campanha de destaque, seja por meio de uma classificação à final, seja pela conquista da terceira colocação, que poderá garantir acesso aos recursos destinados pelo projeto Mato Grosso na Série A.
Caso Mixto e Ação mantenham o domínio estadual e terminem entre os dois primeiros colocados, o clube que encerrar a competição na terceira posição será o representante mato-grossense no Campeonato Brasileiro Feminino da Série A3 de 2027.
Assim, mesmo sem partir como favorito à conquista do Estadual, um dos chamados coadjuvantes poderá transformar uma campanha consistente em uma oportunidade concreta de alcançar o cenário nacional e obter recursos fundamentais para a continuidade do projeto esportivo.
A temporada recente demonstrou que o resultado estadual pode produzir mudanças relevantes na estrutura dos clubes. Com as Tigresas fora da decisão, o então Operário Futebol Clube, atualmente denominado Várzea Grande Esporte Clube, terminou o campeonato como vice-campeão, recebeu a premiação de R$ 1,5 milhão e conquistou a oportunidade de disputar a competição nacional de acesso à Série A2. O resultado representou um importante reforço financeiro e esportivo para a equipe na tentativa de ampliar sua presença no futebol feminino brasileiro.
A campanha nacional, entretanto, não teve o desfecho esperado. O Várzea Grande foi eliminado ainda na primeira fase do torneio de acesso e não conseguiu avançar na disputa por uma vaga na Série A2 de 2027. A eliminação evidenciou as dificuldades enfrentadas pelas equipes que buscam consolidar-se no cenário brasileiro, onde a manutenção de elencos competitivos, a estrutura adequada e a capacidade financeira são fatores determinantes para a continuidade dos projetos ao longo da temporada.

Enquanto Mixto e Ação permanecem nas Séries A1 e A2, respectivamente, e já contam com recursos assegurados para a próxima temporada, os demais clubes veem o Campeonato Mato-grossense como uma oportunidade estratégica. Para o Operário-VG, que enfrenta dificuldades financeiras e administrativas, a possibilidade de conquistar novamente uma premiação milionária pode representar um importante instrumento de viabilização para o próximo ano, além de permitir novos investimentos na montagem e na preparação da equipe.
Dessa forma, o Mato-grossense Feminino reunirá, a partir do fim de setembro, uma disputa marcada por dois objetivos distintos: de um lado, Mixto e Ação tentarão confirmar o favoritismo e manter a hegemonia construída nos últimos anos; de outro, os clubes considerados coadjuvantes buscarão surpreender as principais forças da competição e disputar uma parcela importante dos recursos públicos destinados ao futebol.
Em jogo estará não apenas o título estadual, mas também a possibilidade de garantir R$ 1,5 milhão e assegurar uma oportunidade de representação nacional em 2027.
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