MAIS UMA DERROTA
Cuiabá perde para Coritiba e estacionou na 5ª posição
Diante de um bom público no Couto Pereira, acima dos 22 mil torcedores neste sábado (22), o Coritiba fez o seu dever de casa ao vencer o time do Cuiabá por 2 x 0, pela 13ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro de 2025 com gols no segundo tempo da partida com Bruno Melo fazendo o primeiro e Josué, num golaço, fechou o placar. Resultado merecido para o time que soube impor o seu jogo diante de um adversário com qualidade. Mas que não teve sucesso em suas investidas ofensivas, embora colocasse uma bola na trave dos donos da casa.
Em um confronto direto que valia vaga no G-4 e mais que isso, confiança para se firmar como candidato real ao acesso, em uma atuação sólida do time paranaense, que chegou a seis jogos sem perder, mostrou organização tática e deu um passo importante na perseguição ao topo da tabela. Com o resultado, o Coritiba, que está invicto como mandante, subiu para o terceiro lugar, com 24 pontos, dois a menos do que o líder Goiás. O Cuiabá estacionou na quinta posição, com 21.
Mais do que o placar magro, o que o Coritiba ofereceu foi maturidade. Desde os minutos iniciais, o time assumiu o protagonismo com posse de bola e boas variações pelos lados do campo, especialmente o direito, onde Lucas Ronier e Iury Castilho se revezaram nas investidas sobre uma defesa cuiabana vulnerável. Faltava, no entanto, transformar o volume em eficiência. Chances vieram com Dellatorre, Jacy e o próprio Castilho, mas ou faltou capricho, ou sobrou precisão do goleiro adversário.

O Cuiabá, por outro lado, teve enorme dificuldade de se encontrar. A proposta reativa até fazia sentido fora de casa, mas a execução foi falha. A única grande chance do time do Mato Grosso veio aos 35, em um lampejo de talento de Derik Lacerda. Após jogada ensaiada em escanteio, ele parou na marcação e, no rebote, emendou um lindo voleio que explodiu na trave, um momento de pura técnica que quase mudou o rumo do jogo. A partir dali, os visitantes cresceram e terminaram o primeiro tempo com mais posse de bola, embora seguissem improdutivos no terço final do campo.
Veio o segundo tempo e, com ele, a bola parada do Coritiba fez a diferença. Aos 15, Maicon subiu mais alto que Alan Empereur na cobrança de escanteio e escorou para Bruno Melo, que completou com categoria de perna esquerda. Gol que premiou a insistência e a preparação da equipe. O time paranaense seguiu mais perigoso e por pouco não ampliou com Gustavo Coutinho, que bateu bonito após assistência de Carlos De Pena, em jogada que levou perigo real ao gol de Mateus Pasinato.
O segundo gol veio aos 31, em uma pintura coletiva e individual. Clayson, que entrou muito bem na partida, encontrou Jousé com um passe açucarado pelo meio. O camisa 10 dominou e soltou a bomba de perna esquerda, no ângulo, sem chance para o goleiro.

Nos minutos finais o time do Dourado até que tentou esboçar uma reação. Com mais posse e presença ofensiva, pressionou com Derik Lacerda e tentou criar volume nos arredores da área adversária, mas a defesa do Coritiba mostrou segurança para sustentar a vantagem.
PRÓXIMOS JOGOS
O Coritiba volta a campo no sábado, às 18h30, para o clássico com o Athletico, na Ligga Arena, em Curitiba (PR). Na segunda, dia 30, o Cuiabá recebe o Botafogo, na Arena Pantanal, na capital mato-grossense.
FICHA TÉCNICA
Coritiba 2 x 0 Cuiabá
Fase: Única
Rodada: 13ª rodada
Data: 22/06/2025
Horário: 16:00
Estádio: Couto Pereira
Local: Curitiba (PR)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) e Tiago Augusto Kappes Diel (RJ)
VAR: Caio Max Augusto Vieira (GO)
Cartões Amarelos: Cuiabá: Jadson
GOLS: Coritiba: Bruno Melo 15’/2T e Josué 31’/2T
Público: 22 mil torcedores
Renda: R$ 463.556,00
Coritiba – Pedro Morisco; Zeca, Maicon, Jacy e Bruno Melo; Sebastián Gómez (Carlos de Pena), Machado e Josué (Everaldo); Iury Castilho (Wallisson), Dellatorre (Gustavo Coutinho) e Lucas Ranier (Clayson).
– Técnico: Mozart
Cuiabá – Mateus Pasinato; Léo Ataíde, Bruno Alves, Alan Empereur e Marcelo Hermes; De Lucca (Calebe), Lucas Mineiro e Max (David); Juan Christian (Victor Barbara), Jadson (Gabriel Mineiro) e Derik Lacerda
– Técnico: Guto Ferreira
ESPORTES
Em busca de R$ 1,5 milhão, coadjuvantes desafiam favoritos no Mato-grossense Feminino
Várzea Grande Esporte Clube, Operário-VG e Sorriso Esporte Clube entram no Campeonato Mato-grossense Feminino da Primeira Divisão, previsto para começar no fim de setembro, com a missão de desafiar o favoritismo de Mixto e Ação/Santo Antônio. Diante da superioridade técnica, estrutural e financeira das duas principais forças da modalidade no Estado, os demais participantes tendem a iniciar a competição em condição de coadjuvantes, mas terão uma premiação milionária como estímulo para tentar alterar o cenário.
O principal atrativo do Estadual será a possibilidade de conquistar recursos no valor de R$ 1,5 milhão, destinados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer ao clube que obtiver classificação para representar Mato Grosso no cenário nacional. A premiação integra a política estadual de incentivo ao futebol e pode ser decisiva para a manutenção das atividades e o planejamento das equipes que buscam maior competitividade nas competições brasileiras.
De acordo com o regulamento aprovado durante o Arbitral Técnico da competição, o terceiro colocado do Campeonato Mato-grossense receberá a quantia para disputar o Campeonato Brasileiro Feminino da Série A3 na próxima temporada. A definição amplia a importância da disputa pelas primeiras posições, especialmente porque Mixto e Ação já possuem espaço assegurado, respectivamente, nas Séries A1 e A2 do futebol nacional e contam com a manutenção do apoio financeiro para suas campanhas.
Protagonistas do futebol feminino de Mato Grosso nos últimos quatro anos, Mixto e Ação consolidaram uma condição de superioridade dentro do cenário estadual. As duas equipes já têm garantido o repasse de R$ 1,5 milhão para a próxima temporada, com o objetivo de representar o Estado nas duas principais divisões nacionais.

A situação, repetida nos últimos anos, reforça a distância financeira e estrutural entre as favoritas e os clubes que ainda tentam alcançar estabilidade no futebol feminino.
Sem indicativos de mudanças significativas no equilíbrio de forças, o Alvinegro da Vargas e a equipe de Santo Antônio de Leverger devem iniciar o Mato-grossense como favoritos ao título. Nesse contexto, Várzea Grande, Operário-VG e Sorriso terão de superar diferenças de investimento, preparação e condicionamento competitivo para buscar uma campanha de destaque, seja por meio de uma classificação à final, seja pela conquista da terceira colocação, que poderá garantir acesso aos recursos destinados pelo projeto Mato Grosso na Série A.
Caso Mixto e Ação mantenham o domínio estadual e terminem entre os dois primeiros colocados, o clube que encerrar a competição na terceira posição será o representante mato-grossense no Campeonato Brasileiro Feminino da Série A3 de 2027.
Assim, mesmo sem partir como favorito à conquista do Estadual, um dos chamados coadjuvantes poderá transformar uma campanha consistente em uma oportunidade concreta de alcançar o cenário nacional e obter recursos fundamentais para a continuidade do projeto esportivo.
A temporada recente demonstrou que o resultado estadual pode produzir mudanças relevantes na estrutura dos clubes. Com as Tigresas fora da decisão, o então Operário Futebol Clube, atualmente denominado Várzea Grande Esporte Clube, terminou o campeonato como vice-campeão, recebeu a premiação de R$ 1,5 milhão e conquistou a oportunidade de disputar a competição nacional de acesso à Série A2. O resultado representou um importante reforço financeiro e esportivo para a equipe na tentativa de ampliar sua presença no futebol feminino brasileiro.
A campanha nacional, entretanto, não teve o desfecho esperado. O Várzea Grande foi eliminado ainda na primeira fase do torneio de acesso e não conseguiu avançar na disputa por uma vaga na Série A2 de 2027. A eliminação evidenciou as dificuldades enfrentadas pelas equipes que buscam consolidar-se no cenário brasileiro, onde a manutenção de elencos competitivos, a estrutura adequada e a capacidade financeira são fatores determinantes para a continuidade dos projetos ao longo da temporada.

Enquanto Mixto e Ação permanecem nas Séries A1 e A2, respectivamente, e já contam com recursos assegurados para a próxima temporada, os demais clubes veem o Campeonato Mato-grossense como uma oportunidade estratégica. Para o Operário-VG, que enfrenta dificuldades financeiras e administrativas, a possibilidade de conquistar novamente uma premiação milionária pode representar um importante instrumento de viabilização para o próximo ano, além de permitir novos investimentos na montagem e na preparação da equipe.
Dessa forma, o Mato-grossense Feminino reunirá, a partir do fim de setembro, uma disputa marcada por dois objetivos distintos: de um lado, Mixto e Ação tentarão confirmar o favoritismo e manter a hegemonia construída nos últimos anos; de outro, os clubes considerados coadjuvantes buscarão surpreender as principais forças da competição e disputar uma parcela importante dos recursos públicos destinados ao futebol.
Em jogo estará não apenas o título estadual, mas também a possibilidade de garantir R$ 1,5 milhão e assegurar uma oportunidade de representação nacional em 2027.
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