DE VIRADA
Brasil engrena e segue 100% nas Eliminatórias
A Seleção Brasileira de Futebol suou para deslanchar. Porém, após um primeiro tempo decepcionante, a equipe comandada por Tite deslanchou com a entrada de Raphinha e conseguiu a virada para 3 a 1 sobre a Venezuela nesta quinta-feira, em jogo realizado no Estádio Olímpico de La UCV, em Caracas. Marquinhos, Gabigol e Antony marcaram para a equipe canarinha, enquanto Eric Ramírez fez o gol da Vinotinto, em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022.
O Brasil volta a campo no domingo (10), quando enfrenta a Colômbia às 18h (de Brasília). A equipe tem 27 pontos em nove partidas
QUE DERRAPADA!
Além de não conseguir tomar as rédeas da partida, a Seleção Brasileira deixava brechas para a Venezuela avançar. Habilidoso, Soteldo dava trabalho à defesa a cada investida e não demorou a fazer a diferença. O camisa 10 abriu caminho e cruzou da direita. Aproveitando que Fabinho e Marquinhos escorregaram, Eric Ramírez subiu e completou para o gol: 1 a 0.
SEGUE ESCORREGANDO…

O Brasil, porém, seguia “escorregando”, tanto no sentido literal quanto em seus erros. Mesmo tendo maior posse de bola, o Brasil ficava longe de apresentar a criatividade pedida por Tite. O meio de campo com Fabinho e Gerson ficava “engessado”, previsível e as chances ficavam escassas.
Danilo alçou e Lucas Paquetá arriscou. Na sobra, Gabriel Jesus, com o gol aberto, mandou para fora. Em seguida, Paquetá esticou e Everton Ribeiro finalizou. O camisa 11 tentou a jogada com Gabigol, mas a zaga venezuelana se antecipou, em lance no qual a bola caprichosamente parou no travessão. Comandada por Leonardo González, a Venezuela conduzia o jogo com tranquilidade. Em nova oportunidade, Machís encheu o pé e Alisson caiu para defender.
AO ATAQUE!
A busca por levar o time à frente fez Tite depositar suas fichas nos atacantes de ofício desde o intervalo: Everton Ribeiro foi sacado para a entrada de Raphinha. O “novato” se empenhou nas disputas de bola e disputar cruzamentos. Contudo, a Seleção tropeçava ao definir as jogadas.
A alternativa passou a ser a via aérea. Aos 11 minutos, o grito de gol ficou preso na garganta. Arana cobrou falta e Thiago Silva cabeceou para a rede, mas o gol foi anulado por impedimento.

Em seguida, Tite promoveu a entrada de Vinicius Júnior no lugar de Lucas Paquetá, o que tornou o Brasil mais incisivo em jogadas pelas pontas. Diante de um forte bloqueio, a Seleção chegou ao empate na bola aérea. Raphinha cobrou escanteio e Marquinhos surgiu livre para estufar a rede aos 25 minutos.
RAPHINHA, O “DESAFOGO”
No ritmo de Raphinha, a equipe canarinha aumentou seu ímpeto e imprensou a Venezuela contra sua defesa. O camisa 17 aproveitou brecha na direita e bateu rasteiro, fazendo Graterol se esticar para salvar.
SELEÇÃO, ENFIM, DESLANCHA
Pelos lados, o Brasil encontrava maior velocidade. Vinicius Júnior abriu jogada pela esquerda e, após receber passe, finalizou rasteiro para defesa de Graterol. Gabigol tentou aproveitar o rebote e foi derrubado pelo goleiro e o árbitro marcou pênalti (confirmado pelo VAR após três minutos). O próprio Gabigol partiu e cobrou firme, com categoria, aos 39.
A Venezuela ensaiou uma reação com tentativas de Soteldo. Contudo, Alisson não chegou a ser ameaçado. O alívio veio na reta final. Raphinha passou como quis pela direita e cruzou. Antony surgiu entre os zagueiros e estufou a rede.
FICHA TÉCNICA
VENEZUELA 1 x 3 BRASIL
Data-Hora: 07-10-21 – 20h30 (de Brasília)
Estádio: Olímpico de la UCV, em Caracas (VEN)
Árbitro: Kevin Ortega (PER)
Assistentes: Michael Orue (PER) e Jesús Sanchéz (PER)
VAR: Eber Aquino (PAR)
Cartões amarelos: Bello, Hernández (VEN), Marquinhos (BRA)
Cartões vermelhos: não houve
Gols: Eric Ramírez, 10/1T (1-0), Marquinhos, 25/2T (1-1), Gabigol, 39/2T (1-2), Antony, 50/2T (1-3)
VENEZUELA: Graterol; Hernández, Mejías (Chancellor, intervalo), Ferraresi e Óscar González; Rincón (Moreno, 28/2T), José Martínez (Edson Castillo, 19/2T), Soteldo e Machís (Córdova, 28/2T); Peñaranda (Bello, 13/2T) e Eric Ramírez.
Técnico: Leonardo González
BRASIL: Alisson, Danilo (Emerson, 31/2T), Marquinhos, Thiago Silva e Guilherme Arana (Alex Sandro, 46/2T); Fabinho, Gerson, Éverton Ribeiro (Raphinha, intervalo) e Lucas Paquetá (Vinicius Júnior, 17/2T); Gabigol e Gabriel Jesus (Antony, 31/2T).
Técnico: Tite
ESPORTES
Cacá tenta rasgar camisa do Bahia
O Bahia derrotou o Vitória por 2 a 0 no O Estádio Manoel Barradas, também conhecido como Barradão, neste último domingo (23), pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, no clássico Bavi. O triunfo do Bahia contra o Vitória por 2 a 0 terminou em confusão no Barradão na comemoração do segundo gol. Depois de marcar, Jean Lucas tirou a camisa e mostrou para a torcida organizada do Leão, gesto que foi suficiente para iniciar o tumulto no gramado. Alejo Véliz anotou o gol que abriu o marcador em Salvador.
Marinho pegou a camisa de Jean e a entregou para Cacá, capitão do Vitória, que tentou rasgá-la. O árbitro da partida, Raphael Claus, se aproximou do zagueiro e impediu a ação.
Após a derrota do Vitória, Marinho concedeu entrevista e alegou que o adversário desrespeitou a torcida rubro-negra presente no estádio. O atacante tratou a postura como inadmissível e condenou a atitude de Jean Lucas.
A briga teve início quando o meia Jean Lucas marcou o segundo gol tricolor e foi até a torcida do Vitória mostrar a camisa em tom de provocação. O atacante rubro-negro Marinho reagiu de imediato, arrancando a peça das mãos do adversário. Em seguida, o zagueiro Cacá tomou a camisa para si e tentou rasgá-la dentro de campo, enquanto um empurra-empurra entre atletas das duas equipes se espalhava pelo gramado.
O árbitro Raphael Klaus interveio para conter a confusão, tomou a camisa de volta e distribuiu três cartões amarelos. Cacá e Jean Lucas foram dois dos advertidos.
Jean Lucas e Marinho comentam cena inédita no Bavi
Após a derrota do Vitória, Marinho concedeu entrevista e alegou que o adversário desrespeitou a torcida rubro-negra presente no estádio. O atacante tratou a postura como inadmissível e condenou a atitude de Jean Lucas.
“Uma coisa que eu tinha falado para ele foi que a gente tem que respeitar. Era torcida única. Se ele queria comemorar, tinha o banco de reservas dele para comemorar. Eu falei só para ele não faltar com respeito, e eu acho que foi desrespeitoso. A confusão faz parte, a única coisa que não vamos admitir é falta de respeito. Dentro de campo, não fomos o que o Vitória é em casa. A gente decepcionou nosso torcedor, que veio hoje e lotou. Não podemos perder da forma que foi, temos que lamentar muito. É inadmissível, mas temos que voltar a trabalhar e focar“, disse Marinho em entrevista pós-jogo.
O bate-boca resultou em cartões amarelos para Cacá e Jean Lucas. Após a partida, o meio-campista do Bahia afirmou que o futebol “está ficando chato”.
“Não foi falta de respeito. Acho que o futebol está perdendo um pouco a graça. Antigamente os caras faziam várias comemorações, hoje em dia você não pode tirar uma camisa e mostrar para a torcida. Está ficando chato“, disse Jean Lucas em entrevista após a partida.
Bahia rompe série de empates e celebra vitória em jogo 200 de Rogério Ceni pelo clube
Com o triunfo em Salvador, o Bahia rompe a série incômoda com cinco empates consecutivos no Brasileirão. O resultado positivo brinda a partida de número 200 de Rogério Ceni no comando do Esquadrão.
Contratado em setembro de 2023, Ceni tem recebido críticas pelo momento da equipe. São 102 triunfos, 43 empates e 55 derrotas no período. Três títulos conquistados (Campeonato Baiano em 2025 e 2026, além da Copa do Nordeste de 2025) e duas classificações consecutivas, algo inédito na história do clube, para a Copa Libertadores.
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