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RETORNAR AO TRABALHO O MAIS BREVE POSSIVÉL

Shopping Popular recebe da AMM  um projeto de instalação provisória do Centro Comercial

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Na madrugada do dia 15, um incêndio de grandes proporções destruiu o Shopping Popular de Cuiabá. De acordo com o Corpo de Bombeiros de MT, o fogo foi controlado sem mortos ou feridos. O prejuízo financeiro, no entanto, deve ser grande, conforme a administração do shopping. Cerca de 600 microempreendedores tinham lojas no local, gerando aproximadamente 3.000 empregos.

O fogo começou por volta das 2h20 da madrugada, mas os Bombeiros alegam que só foram acionados às 2h46. O atraso para a chegada do socorro tem sido apontado como um dos motivos para a proporção à qual o incêndio chegou. O Shopping Popular de Cuiabá nasceu como um camelódromo e hoje cerca de 90% dos lojistas são regularizados, conforme informações. O local passava por uma obra de ampliação e melhoria no espaço, como mostram postagens nas redes sociais oficiais.

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) disse que reconhece a importância do Shopping Popular de Cuiabá para muitas famílias e a economia local e, por isso, “se colocou à disposição para oferecer todo e qualquer apoio necessário para a reconstrução do local”.

AMM apresenta projeto de instalação provisória do Shopping Popular

Na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), foi apresentada a primeira proposta para à diretoria do Shopping Popular o projeto de instalação provisória do centro comercial, afetado por um incêndio na madrugada do dia 15 de julho, menos de uma semana após a visita da equipe de engenheiros e arquitetos ao campo de futebol do Complexo Esportivo Dom Aquino, onde os lojistas optaram por se instalar até que a sede própria seja reconstruída.

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O projeto prevê a construção de 600 lojas em estrutura metálica, 16 unidades de alimentação e quatro banheiros, num padrão semelhante ao utilizado pelos lojistas antes do incêndio. Os banheiros e cozinhas serão em formato de container com instalação elétrica e hidráulica. A construção vai ocupar uma área de 7,1 mil metros quadrados, atendendo às demandas dos comerciantes, funcionários e consumidores. As estruturas metálicas das lojas e o painel termoacústico, utilizados para dividir o espaço entre os lojistas, poderão ser reaproveitados na sede definitiva do Shopping Popular de Cuiabá.

A próxima etapa do trabalho é a elaboração do orçamento da obra e dos projetos complementares (estrutural, hidrossanitário, elétrico, combate a incêndio, entre outros).

O presidente da Associação do Shopping Popular, Misael Galvão, agradeceu o apoio da instituição e da equipe que trabalhou na proposta apresentada.

O projeto atende a nossa demanda. A AMM mostrou capacidade técnica e também de humanidade. Os técnicos que o presidente Leo disponibilizou se colocaram no nosso lugar. Deixo aqui o meu reconhecimento“, assinalou Misael, solicitando apenas algumas alterações para agilizar a execução da obra.

A diretoria da AMM decidiu pela elaboração do projeto para auxiliar os lojistas a retomar as suas atividades com a maior brevidade, considerando que muitos dependem do comércio para sobreviver.

Além da instalação provisória, a nossa equipe também vai elaborar o projeto da nova sede do Shopping Popular, que deve ser construída no mesmo local onde funcionava, na região central de Cuiabá. Daremos o apoio institucional e técnico para que o empreendimento seja reerguido de forma ágil e segura“, assinalou o presidente da AMM, Leonardo Bortolin, representado na reunião pelo secretário executivo da instituição, Willian Moraes, e pela coordenadora da Central de Projetos, Ana Catarina Souza.

A parceria da associação foi anunciada em reuniões no Palácio Paiaguás e na Prefeitura de Cuiabá, no dia 15 de julho, com a participação de autoridades, dirigentes e lojistas.

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A elaboração de projetos é um dos principais serviços prestados pela AMM, que conta com uma equipe multidisciplinar, constituída por profissionais habilitados em várias áreas. A maioria dos municípios de Mato Grosso possuem alguma obra construída a partir do trabalho prestado pela associação, que somente no primeiro semestre deste ano já atendeu mais de 100 prefeituras.

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ECONOMIA

Decretado falência definitiva do Grupo Oi pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da operadora Oi, após a administração judicial da companhia reportar ao magistrado a absoluta incapacidade financeira para manter as atividades essenciais do grupo. A decisão judicial derrubou os recursos interpostos pelas instituições bancárias credoras que buscavam a manutenção do processo de recuperação judicial e a consequente renegociação do passivo acumulado.

Diante da comprovação inequívoca do esgotamento total das reservas de caixa previsto para o término de agosto de 2026, a Corte Fluminense determinou a conversão imediata do procedimento recuperacional em falência, visando interromper o sangramento patrimonial da corporação.

O colapso financeiro da gigante de telecomunicações reflete-se com severidade nos balanços contábeis mais recentes apresentados ao Poder Judiciário. Com base em dados consolidados de março de 2026, o patrimônio líquido negativo da corporação ultrapassa a marca expressiva de R$ 22,6 bilhões, demonstrando a profunda assimetria entre os ativos disponíveis e o montante global de dívidas acumuladas.

As projeções de caixa, que indicavam uma disponibilidade de R$ 88,1 milhões no final de julho de 2026, sofreram uma corrosão acelerada desde abril do mesmo ano, quando os valores mantidos em conta corrente haviam despencado para escassos R$ 19,6 milhões.

A atual deliberação colegiada põe fim ao impasse jurídico iniciado em novembro do ano passado, ocasião em que a falência da operadora sediada no Rio de Janeiro fora decretada preliminarmente pelo juízo de primeiro grau. Naquela oportunidade, contudo, os maiores bancos credores do grupo notadamente o Itaú Unibanco e o Bradesco, obtiveram um efeito suspensivo mediante concessão de liminar, o que permitiu o retorno temporário da empresa à recuperação judicial.

Os estabelecimentos bancários alegavam que a liquidação judicial não representaria o meio mais eficaz para satisfazer as obrigações creditícias e defenderam a nomeação de um novo gestor para intermediar os acordos com os órgãos reguladores.

Como ato contínuo à decretação da falência, o Tribunal de Justiça nomeou o especialista Bruno Rezende para exercer as funções de administrador judicial no processo. Caberá ao profissional designado a responsabilidade legal de auxiliar o juízo nas diligências necessárias para arrecadar, avaliar e lacrar o patrimônio remanescente da companhia, além de elaborar a lista definitiva de credores.

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O administrador atuará diretamente na liquidação ordenada dos bens arrecadados para o pagamento dos passivos e promoverá a extinção formal das atividades empresariais das sociedades integrantes do grupo, estrita e rigorosamente dentro das exigências da lei vigente.

A tentativa derradeira de reestruturação empresarial buscava repactuar uma dívida consolidada da ordem de R$ 44 bilhões, cuja execução dependia da entrada de novos aportes operacionais. O plano aprovado na assembleia geral previa a captação de um financiamento internacional no valor de até US$ 655 milhões, dos quais US$ 505 milhões seriam injetados diretamente pelos credores financeiros.

Complementarmente, a empresa de infraestrutura V.tal, sob controle do BTG Pactual, aportaria entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões no capital do grupo, plano este que restou inviabilizado diante do agravamento vertiginoso da insolvência operacional.

Antes do desfecho judicial, a severa escassez de recursos financeiros provocou o desabastecimento de serviços básicos e o descumprimento sistemático de obrigações contratuais com prestadores de serviços. No mês de julho de 2026, a fornecedora Sitelbra interrompeu a conectividade de redes estratégicas, tais como o sistema de lotéricas da Caixa Econômica Federal, o videomonitoramento estadual na Bahia e em Goiás e os canais de atendimento da concessionária Enel no Ceará.

Empresas como Nava Software, Nava Serviços e Hughes também paralisaram as suas atividades operacionais, exigindo a intervenção expressa do Judiciário para impor a restauração das linhas e fixar multa diária pelo descumprimento.

Para minorar o impacto da paralisação de serviços essenciais à população brasileira, a Justiça autorizou a alienação em leilão de ativos estruturais da operadora para outras empresas do setor. Em abril de 2026, a divisão de telefonia fixa residencial foi arrematada pela Método Telecomunicações, transação que incluiu a responsabilidade pela manutenção e operação das linhas destinadas aos atendimentos de emergência nacional, como os canais 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros). O processo de transição visa garantir a integridade das comunicações públicas sem que haja a descontinuidade do suporte de emergência aos cidadãos.

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Contudo, entraves operacionais e a ausência de interessados impediram a conclusão do plano de desinvestimento de outras unidades de negócios cruciais do grupo falido. O leilão da Oi Soluções, segmento focado na prestação de serviços de tecnologia a corporações privadas e órgãos públicos com lance mínimo de R$ 1,4 bilhão, encerrou-se em 17 de junho de 2026 sem a apresentação de nenhuma proposta formal.

Ademais, a alienação da fatia de 27,2% detida pela Oi na V.tal, avaliada em R$ 4,5 bilhões e destinada a fundos geridos pelo BTG Pactual, encontra-se judicialmente suspensa devido a recursos apresentados por credores e investidores minoritários.

Mesmo nos processos em que a liquidação dos bens obteve aprovação das instâncias competentes, o fluxo de caixa da tele permaneceu desprovido das receitas estimadas para honrar seus compromissos imediatos. A companhia ainda não recebeu o montante de R$ 60,1 milhões decorrente da alienação da Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos à Método Telecomunicações, leiloada em abril de 2026. A transferência efetiva desses recursos e a conclusão definitiva do contrato dependem do preenchimento rigoroso de certas condições regulatórias e homologatórias impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações e por instâncias concorrenciais.

O desfecho dramático encerra uma longa jornada de crises e reestruturações que se arrastava há uma década nos tribunais brasileiros. Em junho de 2016, a Oi ingressara em seu primeiro processo de recuperação judicial para renegociar R$ 65 bilhões em obrigações, procedimento que perdurou por seis anos até o seu encerramento em dezembro de 2022.

Apenas três meses após aquela homologação, em março de 2023, a empresa formalizou o segundo pedido de recuperação reportando novos R$ 43,7 bilhões em dívidas, culminando no atual decreto de falência após restar comprovada a impossibilidade prática de preservação da continuidade empresarial.

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