CALENDÁRIO CUMPRIDO
Salários de agosto estão sendo quitados para servidores de Várzea Grande
Reunido com a equipe econômica o Prefeito da Cidade Industrial, Kalil Sarat Baracat de Arruda (MDB), anunciou o pagamento dos salários de agosto para este dia 30, portanto, no mês trabalhado e mantendo o calendário de valorização do Servidor Público Municipal.
Ele, no entanto, já está debruçado sobre a reforma administrativa que permita recuperar o poder de ganho dos salários dos servidores públicos da segunda maior cidade de Mato Grosso com quase 8 mil servidores entre efetivos, estáveis, comissionados e temporário.
A folha de pagamento estimada em R$ 31,7 milhões com encargos sociais, necessita de correções de rumo, sem colocar em risco o equilibro das finanças e principalmente o respeito a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a PEC Emergencial que socorreu Estados e Municípios em 2020 diante da Pandemia da COVID-19 e impede até o final deste ano aumento nos gastos com o funcionalismo público.
Salários de agosto estão sendo quitados para servidores da Prefeitura de Várzea Grande, do Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG) e para os servidores da Previdência de Várzea Grande, tanto os ativos como os inativos que têm suas aposentadorias e pensões resguardadas e cumpridas.
Segundo o próprio prefeito Kalil Baracat diversas simulações estão sendo realizadas para contemplar a todos os servidores com salários melhores, mas dentro da capacidade financeira da cidade de Várzea Grande, sem deixar de cumprir outras regras legais que devem retomar sua validade quando cessar os efeitos da PEC Emergencial.
“Estamos trabalhando em duas frentes, a que estabelece a nossa capacidade de comprometimento das finanças do Tesouro Municipal e aquelas que dizem respeito a determinações legais e decisões judiciais e vamos conseguir construir o consenso da melhor forma possível e legal”, disse Kalil Baracat, para quem este tipo de problema é rotineiro nas gestões públicas que constantemente necessitam revisar suas finanças.
Ele lembrou ainda que pretende em 2022 realizar concurso público para determinadas áreas como a Guarda Municipal, o DAE/VG e áreas essenciais como saúde, social e educação que tem crescido suas demandas por mais serviços e mais unidades para atendimento da população.
Fora isto, uma decisão judicial que tramitou desde 2014, considerou irregular a Lei Municipal que criou a Verba Indenizatória (VI), para os servidores municipais ainda na gestão do ex-prefeito Walace Guimarães.
Pressionado pelo desrespeito a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) quanto ao percentual gasto com o funcionalismo público, o que impõe restrição a créditos e a repasses, o então prefeito e sua equipe implantaram a Verba Indenizatória (VI) para os servidores públicos municipais, mas o fizeram de forma irregular, pois a época ele cortou pela metade, ou seja, em 50% os salários de todos os servidores, compensando o corte com a instituição da VI.
Como a VI não incide em descontos e nem para o cálculo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Várzea Grande que gastava acima do permitido, passou a gastar menos da metade do permitido.
No julgamento do Pleno do Tribunal de Justiça, os desembargadores mantiveram a legalidade da VI de Várzea Grande, mas consideraram ilegal a forma como ela foi implantada, determinando que até 2022, a Prefeitura adotasse as medidas necessárias para corrigir o erro.
Diante deste quadro, o prefeito Kalil Baracat efetivou a criação de uma comissão de secretários municipais e técnicos para apresentação do referido Projeto de Lei corrigindo as distorções e reparando os erros, sendo que para isto, os salários terão que voltar a ‘status quo’ de 2014, com as devidas correções e terão que ser criados novos percentuais de VI para que os gastos com a folha de pagamento não voltem a superar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Respeitando os limites impostos pela PEC Emergencial, o prefeito Kalil Baracat sinalizou que aguarda os estudos de impacto para apresentar ao funcionalismo público de Várzea Grande quais as medidas serão adotadas em relação não apenas a questão salarial, mas de enquadramentos atrasados e outras vantagens que serão corrigidas ao longo dos próximos meses.
“Temos nos servidores públicos um importante elo com a sociedade, pois são eles que levam os serviços de saúde, educação, segurança, social, obras entre outros para a população que também quer do Poder Públicos as obras e ações essenciais, portanto, é fundamental que exista equilíbrio entre os gastos com salários e vantagens e com as ações de interesse da coletividade e isto estamos fazendo e cumprindo respeitando as regras que impedem os gastos excessivos”, disse o prefeito de Várzea Grande.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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