DEMITIDOS

Os cuiabanos que já estão desempregados com a “Pandemia”

Publicados

em

O governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM), assinou um Decreto com medidas drásticas em todo o território estadual e os reflexos de alguns encaminhamentos já podem ser vistos no comercio de algumas cidades do interior, assim como a da capital Cuiabá.

Um dos pontos deste documento é a não abertura do comércio em todas as cidades mato-grossenses.

O Decreto do Governo do Estado aponta que existem serviços essenciais e não essenciais, estes que podem ser suspensos. Por vários dias estão paralisadas todas as atividades e os serviços privados, a exemplo de academias, shopping centers, restaurantes e comércio em geral.

Segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a medida de emergência, adotada como parte das medidas para conter o avanço da Pandemia do Coronavírus, poderá causar a demissão de milhares de trabalhadores no Estado.

O desemprego e a queda no faturamento são decorrentes da maior ofensiva da história de da Capital Cuiabá para conter o avanço da doença.

O prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (MDB) também apresentou a população o Decreto Municipal recomendando o fechamento de shoppings, centros comerciais, academias, parques, centros dos idosos e escolas. Também estão suspensos todos os eventos com a participação de mais de 20 pessoas.

Os comerciantes pedem socorro e esperam ajuda, principalmente, do governador Mauro Mendes, o que vem se mostrando mais reticente em adotar as medidas.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estima que dos 6 milhões de empregados ligados ao setor no Brasil, metade deles podem ser demitidos nos próximos 30 ou 40 dias, caso os estabelecimentos permaneçam fechados.

Além disso, a entidade estima que muitos trabalhadores informais, donos do próprio negócio e que não possuem empregados, também terão dificuldades e poderão fechar as portas.

Os bares e restaurantes estão entre os maiores empregadores do Brasil e os mais afetados por tudo isso. Os outros setores, como agricultura ou construção civil, poderão se recuperar mais rapidamente. Mas o nosso setor terá enorme dificuldade. Além disso, temos dificuldades para obter créditos no Brasil“, declara Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Muitas empresas, porém, afirmam que não possuem condições financeiras para manter os empregados durante o período de fechamento das portas. Desta forma, optam por demissões sem tentar acordos para que possam manter os empregos.

Nesta segunda-feira (13), os comerciantes do centro de Cuiabá realizaram protesto em frente aos seus estabelecimentos, eles querem que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) autorize a abertura do comércio.

Com suas portas fechadas, alguns empresários já começaram a realizar demissões de seus funcionários e a expectativa é de um quadro ainda pior se o cenário perdurar.

Desde 23 de março, o prefeito Emanuel Pinheiro determinou por meio de Decreto que todos os estabelecimentos que não se enquadrem como essenciais fiquem fechados, e visa prevenir a contaminação pelo Coronavírus, a Covid-19. O comércio que está aberto deve monitorar o fluxo de clientes e seguir rígidas orientações de higiene.

Uma das ruas que tem o comércio mais movimentado em Cuiabá, 13 de Junho, o cenário é de portas fechadas, pessoas no pontos de ônibus e funcionários de lojas carregando cartazes dizendo: Queremos trabalhar.

Na Avenida Tenente-coronel Duarte, mais trabalhadores seguravam cartazes com a mensagem: Queremos trabalhar. Jesus te ama.

Roberto Peron, presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACC), diz que a decisão do prefeito Emanuel Pinheiro em manter o comércio fechado é “maldade” e coloca vida de famílias em risco.

O presidente da Associação Comercial explicou que, sem receita, os empresários estão fazendo cortes no quadro de funcionários. Entre as microempresas, 100% já demitiram trabalhadores.

Muitos deles anteciparam 15 dias de férias, não tem dinheiro para os outros 15. Vai ter que suspender contratos temporariamente”.

A solução não é fechar loja. É conscientizar o cidadão de que ele tem que tomar cuidado para mão se infectar. Fechar loja você está matando empregos, deixando os microempresários sem renda até para pagar os seguranças. O segurança da minha loja disse que estava há 4 semanas sem receber e sem dinheiro até para comprar comida”.

O empresário reivindica a abertura do comércio com os devidos cuidados, como têm sido orientados aos donos de supermercados.

Se todo mundo tomar cuidado, acho que dá para abrir. O que não dá é ficar como está. Se permanecer por mais de 30 dias fechados, fatalmente muitos morrerão”.

Há uma proposta para que as lojas funcionem em um turno só ou entre as 9 e 17 horas.

Fechar lojas é tirar vidas”.

O presidente da presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACC), Roberto Peron disse que ainda não tem valores de prejuízos causados pelo fechamento do comércio, mas que segundo ele, vai ser grande.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  TCE diz que estrutura do local é adequada para o armazenamento de equipamentos hospitalares
Propaganda

ECONOMIA

TCE-MT divulga estudo do Sebrae que orienta municípios no pós-pandemia

Publicados

em

Com o intuito de auxiliar os municípios no retorno das atividades pós-pandemia do novo “Coronavírus“, a “Covid-19“, a Associação dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) distribuiu para todas as Cortes de Contas do país um estudo elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com 38 protocolos orientativos.

O documento, denominado “Referências para a retomada pós-pandemia “Covid-19“: Atividades Econômicas & Protocolos de Segurança”, aborda diversos setores da economia, entre eles, saúde, alimentação, beleza, construção civil, indústrias de base tecnológica, logística e transporte, moda, pet shops, serviços educacionais e varejo. O foco é ajudar os municípios a retomar às atividades econômicas de forma segura, gradual e consciente.

O estudo reúne as medidas de flexibilização para a abertura das atividades empresariais e protocolos de segurança divulgados pelos governos federais, estaduais e municipais, assim como entidades de classe. Também são abordados exemplos internacionais de países que já estão implementando seus planos de retomada e orientações para retomada dos pequenos negócios (disponível somente no link: sebrae.com.br/retomada).

Produzido pelo Sebrae, o estudo teve o apoio da Frente Nacional dos Prefeitos (FNM), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (ANMP) e diversas associações profissionais.

Todas as recomendações contidas no documento são da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual, por enquanto, as maneiras mais eficazes de proteger a si e aos outros são:

– Manter o isolamento social;
– Lavar as mãos com água e sabão ou higienizador à base de álcool 70;
– Manter pelo menos 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando;
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca.
– Certificar-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir – boca e o nariz com a parte interna do cotovelo ou lenço quando tossir ou espirrar;
– Ficar em casa se não se sentir bem. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico;
– Pessoas doentes devem adiar ou evitar viajar para as áreas afetadas pelo coronavírus;
– Os viajantes que retornam das áreas afetadas devem monitorar seus sintomas por 14 dias e seguir os protocolos nacionais dos países receptores; e se ocorrerem sintomas, devem entrar em contato com um médico e informar sobre o histórico de viagem e os sintomas.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Governo abre licitação para construir ponte de 240 metros sobre o Rio Aripuanã
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA