ECONOMIA
Em junho, Mato Grosso foi o 5º estado que mais gerou vagas para jovens
Mato Grosso foi o quinto estado do país que mais gerou vagas para jovens trabalhadores no mês de junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, o estado gerou 3.723 vagas para jovens entre 17 e 29 anos. O estado perde apenas para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro, que lideram o ranking.
O destaque para o estado, segundo o Caged, foi para os jovens entre 18 e 24 anos. Para esta faixa etária, foram criadas 2.315 novas vagas em junho. Já para os trabalhadores com idade de 25 a 29 anos foram geradas 1.059 vagas formais. O menor percentual foi registrado na faixa etária até 17 anos. No período, 349 novas vagas foram preenchidas no estado.
No Brasil, no período analisado, 68.333 novas vagas foram ocupadas. São Paulo é o campeão no país. Em junho, o estado gerou pouco mais de 21 mil vagas para jovens, seguido de Minas Gerais (10.397); Goiás (4.260) e Rio de Janeiro (3.953).
No Centro-Oeste, Mato Grosso ficou à frente de Brasília, único estado a apresentar geração negativa, que fechou 14 vagas para jovens.
Já em julho, segundo o levantamento, Mato Grosso foi o segundo estado que mais gerou empregos no país. De uma forma geral, o estado teve 34.734 novas contratações no mês passado.
Em Mato Grosso, o setor que mais realizou contratações foi o agronegócio, com a criação de 3.211 postos de trabalho, seguido pelos setores da indústria (2.298), produção de alimentos e bebidas (1.264), serviços (1.188), construção civil (893), varejo (588) e comércio (538).
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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