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ECONOMIA

Governo entrega 311 bancas padronizadas e equipamentos para 23 municípios

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Toda semana Neide Fernandes Silva sai de Alto Paraguai e viaja até Várzea Grande para vender na Central de Comercialização José Carlos Guimarães os alimentos que produz em seu sítio. Faz 12 anos que a feirante percorre esse mesmo trajeto e nem a distancia de aproximadamente 150 km tira o sorriso no rosto da senhora, de 60 anos. A feirante está entre as centenas de produtores rurais de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães que receberam bancas do governo do Estado. Também foram entregues tratores, implementos e veículos em um investimento de mais de R$ 2 milhões.

Antes de sair para Várzea Grande, na madrugada de sexta-feira, dona Neide recolhe os alimentos cultivados por produtores de 11 assentamentos e traz os produtos para vender junto com os seus. Na segunda-feira ela volta para a rotina de pequena agricultora em Alto Paraguai. “No assentamento somos como uma família. Quando venho trago a mandioca de um, a farinha de outro, a banha de um outro assentamento, a rapadura de um vizinho. Tudo para vender junto com frutas, como a laranja e limão, que vem do meu sitio. Então não está ajudando só eu, mas muita gente de minha região. É muito bom o governo se interessar pela agricultura familiar”.

Essa foi a maior entrega de bancas já realizada pelo governo de Mato Grosso. A solenidade coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), foi nesta sexta-feira (09.02) na Central de Comercialização de Várzea Grande. Além das 311 bancas padronizadas também foram entregues sete picapes e 16 patrulhas mecanizadas para apoiar as secretarias municipais de agricultura, associações e cooperativas de 23 municípios.

O Governador Pedro Taques agradeceu aos produtores rurais, presidentes de cooperativas, secretários de agricultura e prefeitos presente ao evento e também ao deputado federal, Fábio Garcia, que por meio de emendas possibilitou parte dos equipamentos doados. “Nós já distribuímos mais de 500 resfriadores de leite, mais de 250 patrulhas para a agricultura familiar e agora esse projeto de feira com a distribuição destas barracas. É um projeto muito importante para o pequeno agricultor e que favorece toda sociedade”, ressaltou o governador.

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Pró-Feiras

O programa contemplado, Pró-Feiras, tem como objetivo fomentar a comercialização de produtos da agricultura familiar. O objetivo da Seaf é ampliar para outros municípios a entrega de bancas personalizadas. “Março tem mais entrega para os pequenos agricultores, o governo não para. Hoje é um dia de alegria, são mais de R$ 15 milhões de equipamentos chegando lá na ponta para melhorar a vida do homem do campo. De uma vez por todas chegou a hora e a vez da agricultura familiar que continua as entregas mesmo no momento de crise”, destacou o secretário Suelme Fernandes.

Feirante há 30 anos, Antonio Divino da Costa, de 66 anos, lembrou que as barracas cobertas são muito úteis para este período chuvoso. O produtor rural de Chapada dos Guimarães vende alimentos como queijo, ovo, leite, requeijão, frango e porco caipira na feira livre do município, todos produzidos em sua propriedade. “Lá na feira uns tem barraca outros não tem, essa mesmo que eu tenho é muito fraca. No dia que dá um vento várias quebram. As barracas padronizadas vai melhorar o aspecto da nossa feira em Chapada. Temos que agradecer ao governo a oportunidade, porque é muito difícil. A estrutura das bancas é ótimas, estaremos bem mais preparados para expor os produtos e receber os compradores das mercadorias”.

Irani Lemes, presidente da Associação dos Produtores e Feirantes de Chapada dos Guimarães também está entre os 30 feirantes que receberão as bancas no município. “Estamos felizes porque a gente precisa padronizar. Essa feira já existe há mais de 30 anos e ficamos em um lugar aberto, com muita garoa e essa barraca vai ajudar muitas famílias. Muita gente não tem uma mesa para colocar os seus produtos e acabam colocando no chão, então esse kit com bancada será ótimo. Queremos agradecer o Suelme que há muito tempo vem ajudando Chapada. É muito gratificante poder oferecer uma coisa bem organizada e mais bonita”, comemorou a produtora, que vende em sua banca ‘Bolo com Chá’.

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A padronização das bancas, que tem objetivo de proporcionar um layout mais agradável ao cliente e melhor apresentação dos produtos a serem comercializado, agradou Jhennifer Junqueira, que trabalha há 12 anos na feira do Araés, vendendo “Quinquilharias”, que vão desde eletrônicos até cosméticos. A família da feirante foi agraciada com duas bancas, já que o marido, Marco Antônio, também trabalha na feira vendendo pastel. “Esse estilo de barraca padronizada é muito bom, são as que são usadas nas feiras modelos de São Paulo. Estou muito feliz, só tenho a agradecer. Eu e meu marido, que trabalha na feira há 26 anos vendendo pastel”.

Na solenidade, foi assinado um termo de Cooperação entre Seaf e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) para a instalação de um escritório na Central de Comercialização de Várzea Grande. Um agrônomo da Empaer irá prestar assistência técnica aos feirantes locais.Também foi entregue para a Central uma balança digital de altíssima precisão com impressora.

Municípios contemplados

Os municípios que receberam os equipamentos foram Juína, Juruena, Rondolândia, Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Poxoréo, Rosário Oeste, Poconé, Chapada dos Guimarães, Acorizal, Várzea Grande, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antonio do Leverger, Pontal do Araguaia, Jaciara, Dom Aquino, Toxoréu, General Carneiro, Arenápolis, Carlinda.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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