ECONOMIA
Com obra em Acorizal, programa Pró-Estradas chega a 1.200 quilômetros de pavimentação
O Governo do Estado anunciou nesta terça-feira (25) a inauguração de mais uma obra do Pró-Estradas, o que siginifica a conclusão de 1.200 km de asfalto em rodovias, entre obras de pavimentação e reconstrução do antigo pavimento deteriorado. O resultado, obtido em menos de 20 meses da atual gestão, é superior ao período de 2011 a 2014 quando foram feitos 886 km.
"É importante compararmos com o que o governo passado fez em cinco anos de gestão. Há uma grande diferença. Em 1 ano e dez meses nós fizemos 1.200 km de asfalto, entre construção e reconstrução. Enquanto isso, a gestão anterior fez 890 km de asfalto em cinco anos. É muita diferença", destacou o governador Pedro Taques.
Na primeira parada, Pedro Taques e o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, estiveram no canteiro de obras da nova trincheira que será no cruzamento das Rodovias MT-010/251, em Cuiabá. Eles também vistoriaram o andamento da obra de revitalização de 92 km da Estrada da Guia, que está em pleno andamento.
Na parte da tarde, o governador entregou a revitalização de mais de 20 km da Rodovia MT-246, que começa no entroncamento com a Rodovia Hélder Cândia (MT-010), passa pelo município de Acorizal até chegar ao acesso à rodovia federal BR-163, em Jangada.
Marcelo Duarte destacou que as obras foram feitas com eficiência e economicidade. "Estamos bastante contentes com o resultado. Mostramos que é possível ser eficiente, com planejamento de gestão. É difícil comparar exatamente essa com a antiga gestão, mas em modo geral, eles gastavam muito e executavam muito pouco. São número que estão aí para qualquer um ver. É possível fazer muito com pouco. É possível ser eficiente, se há planejamento, organização e gestão", afirmou ele.
Antes da inauguração, o governador vistoriou parte dos 92 km da Estrada da Guia que está sendo reconstruída pela Sinfra. A previsão é que a obra seja finalizada em 2017. "Decidimos que queremos tirar Mato Grosso da incômoda última posição quando o assunto são as estradas pavimentadas. Mesmo trabalhando com menos recursos do que gostaríamos, estamos revitalizando o maior número de estradas possível, para garantir uma melhora na qualidade de tráfego. Esperamos fazer uma gestão que consiga deixar claro ao cidadão que as estradas têm qualidade", disse o secretário Marcelo Duarte.
O prefeito de Acorizal, Arcílio Jesus da Cruz – o Chindo, avaliou que a reconstrução da rodovia é de extrema importância. "Essa rodovia é muito importante pra gente. Gostaria de pedir uma fiscalização maior no período noturno para impedir a passagem de veículos pesados e aproveitar a oportunidade para agradecer ao governador Pedro Taques e ao secretário Marcelo por esse importante trabalho para Acorizal", disse.
Segundo o prefeito, os 20 quilômetros da MT-246 era conhecido como a "estrada da vida", mas a péssima condição de tráfego deu outro apelido à rodovia. "Nossa rodovia já estava sendo chamada de estrada da morte", lembra. A reconstrução da estrada vai beneficiar diretamente os moradores de Acorizal, Jangada e outros municípios do Médio-Norte.
A comerciante Elisabeth da Silva, 46 anos, disse que a rodovia estava cheia de buracos, o que a fazia ser muito perigosa. "Era buraco pra todo lado. É uma rodovia importante que nos dá acesso a Cuiabá, aos hospitais e mercados".
O suplente de deputado estadual, Meraldo Sá, também participou do ato de inauguração da reconstrução da rodovia. Ele lembrou do trabalho do governador Pedro Taques na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. "Todos nós esperávamos isso, e o governador tem cumprido a duplicação da MT-251, duplicação da MT-010 até o Rodoanel, asfalto na Água Fria, a duplicação de MT-040 até Santo Antônio do Leverger, o Memorial Rondon e também a nossa rodovia aqui. Além disso, quero agradecer pela ambulância que Acorizal ainda receberá", afirmou.
Duplicação da Rodovia MT-251
No período da manhã, o governador fez uma outra vistoria. Taques conferiu de perto a duplicação da Rodovia MT-251, que liga Cuiabá ao município turístico de Chapada dos Guimarães. Cerca de 50% da obra já foi concluída. Taques confirmou que espera entregar a duplicação no próximo ano.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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