SAÚDE FINANCEIRA EM ALTA
Prefeitura de Várzea Grande antecipa 13º dos servidores municipais
Reunida com a equipe econômica de sua gestão, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, anunciou que antecipou o pagamento do 13º Salário e do vencimento de dezembro para essa segunda-feira, 14 de dezembro o para 22 deste mês, respectivamente.
Somente essas duas folhas somam R$ 58,7 milhões e com este anúncio a atual gestão cumpre rigorosamente com o calendário salarial anunciado no início deste ano de 2020.
Lucimar Sacre de Campos assinalou ainda que trabalha para tentar fechar o ano de 2020 com o valor da folha de pagamento do salário de janeiro depositado em conta para ser quitado no final do primeiro mês de gestão de Kalil Baracat que assume em 1º de janeiro próximo.
“Quero agradecer o apoio de todos os servidores públicos municipais nestes quase seis anos de parceria. Muito avançamos em termos da carreira do funcionalismo. É claro que não foi o ideal, mas foi aquilo que era possível realizar, respeitando nos parâmetros da legislação, quanto ao limite de gastos com salários que devem respeitar os 54% das Receitas Correntes Líquidas”, assinalou Lucimar Sacre de Campos.
A prefeita sinalizou que além da definição anual de um calendário salarial por dois anos consecutivos, foi realizado o maior concurso público recente para mais de 2,6 mil cargos nas áreas essenciais ou administrativas. Também foram concedidas as reposições de perdas inflacionárias (RGAs); enquadramentos realizados após levantamentos quanto a legalidade dos mesmos, aumento salarial acima da inflação, entre outras vantagens.
“Fizemos o que estava ao nosso alcance e dentro da lei e da ordem, lembrando que o tempo de não se cumprir com o que está na legislação ficou no passado”, disse a prefeita.
A Secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro, frisou que a gestão que se encerra neste mês foi além do seu tempo ao promover a recuperação paulatina das finanças públicas com a credibilidade da prefeita Lucimar Sacre de Campos e o compromisso de fazer uma gestão voltada para atender aos anseios populares.
“A dinâmica do Poder Público sempre exige inovações e principalmente avanços e isto foi concretizado através das promessas feitas pela prefeita Lucimar Sacre de Campos e cumprida para atender a população da segunda maior cidade de Mato Grosso e que está entre as 100 maiores do Brasil que tem mais de 5,7 mil cidades”, disse a titular da Fazenda Municipal lembrando que em nenhum momento destes seis anos de gestão, a Prefeitura de Várzea Grande adotou políticas de aumento ou criação de novos impostos, indo em busca de reverter a sonegação de impostos, taxas e contribuições por parte daqueles que deixaram de honrar seus compromissos com a cidade, o que prejudica a todos indistintamente.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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