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FIM DA GREVE

Trabalhadores da UFMT aceitam termo de acordo

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Os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal o Estado de Mato Grosso (UFMT) aprovaram o termo de acordo proposto pelo governo e corrigido pelo Comando Nacional de Greve. No entendimento da grande maioria dos servidores, o acordo contempla avanços, pois atendeu em torno de 80% das reivindicações da categoria.

A greve continua até a assinatura do acordo junto ao Governo Federal. Uma nova assembleia já está marcada para segunda-feira, dia 01 de julho, para avaliação final de greve. O retorno as atividades na UFMT deve acontecer na terça-feira (02), de forma unificada as outras Universidades.

De acordo com a coordenadora administrativa do Sintuf, Marillin Castro, após 105 dias de greve e todas as dificuldades enfrentadas no diálogo com o governo, a luta resultou em conquistas.

Obtivemos a reestruturação da carreira, o reposicionamento dos aposentados, o avanço significativo no Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), hora ficta (hora noturna), manutenção das capacitações, reajuste dos benefícios, entre outras proposições. Temos ainda que avançar, mas consideramos que o movimento saiu vitorioso”.

O termo de acordo, identificado como Termo de Acordo Nº 11/2024, inclui diversas medidas que impactam diretamente a carreira e as condições de trabalho dos técnico-administrativos. Entre os pontos principais da proposta estão:

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Reajustes salariais: A reestruturação remuneratória dos servidores dos cargos Técnico-Administrativos em Educação ocorrerá em duas parcelas, sendo a primeira, de 9%, em janeiro de 2025 e a segunda, de 5%, em abril de 2026.

Verticalização da estrutura remuneratória: Unificação da carreira em uma matriz única com 19 padrões.

Diminuição do interstício: Redução do interstício necessário para a progressão por mérito profissional de 18 para 12 meses.

Piso de referência: O Vencimento Básico de referência corresponderá ao valor do nível de classificação “E”, com as seguintes correlações:

“A” corresponderá a 36% do piso de referência.
“B” corresponderá a 40% do piso de referência.
“C” corresponderá a 50% do piso de referência.
“D” corresponderá a 61% do piso de referência.

Elevação dos steps: Os steps serão elevados de 3,9% para 4% em janeiro de 2025 e para 4,1% em abril de 2026.

Incentivo à Qualificação: A correlação indireta do Incentivo à Qualificação será extinta a partir de janeiro de 2025, igualando os valores ao da correlação direta.

Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC)

O RSC será implantado para a carreira dos Técnico-Administrativos em Educação a partir de abril de 2026. Um Grupo de Trabalho (GT) coordenado pela CNS/MEC será instituído para regulamentação, com prazo de até 180 dias a partir da assinatura do termo.

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Outras Medidas

Plano de capacitação: Revisão do Decreto nº 9.991/19 para permitir que as IFE elaborem e executem seus planos específicos de capacitação.

Racionalização de cargos: Promoção da racionalização de cargos vagos e a vagar.

Reposicionamento de aposentados: Análise e levantamento de impacto para reposicionamento dos aposentados que foram enquadrados considerando o tempo de serviço público federal.

Implantação da “hora ficta”: Aplicação da “hora ficta” para servidores dos hospitais universitários e demais servidores do RJU que trabalham em regime de plantão ou escala.

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Destaques

Cuiabá sobe em ranking de “Qualidade de Vida”, mas interior de Mato Grosso alerta para disparidades sociais

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O avanço nos indicadores de bem-estar urbano na região Centro-Oeste revelou um cenário de profundas desigualdades socioeconômicas estruturais entre a capital e os municípios periféricos. A divulgação do Índice de Progresso Social, realizada pelo Instituto Imazon, evidenciou que o crescimento econômico e a modernização das infraestruturas urbanas não ocorrem de maneira uniforme no território mato-grossense. Essa discrepância geográfica consolida uma divisão nítida entre o desenvolvimento das centralidades administrativas e a estagnação das localidades interioranas.

A análise técnica detalhada incidiu diretamente sobre a realidade demográfica e social do Estado de Mato Grosso, com especial atenção para a dinâmica de seus 142 municípios habitados. A investigação estatística detalhou as condições de vulnerabilidade em pontos críticos do mapa estadual, expondo as deficiências estruturais que comprometem o cotidiano de milhares de cidadãos distantes dos grandes eixos financeiros. O foco da mensuração centrou-se na identificação das carências fundamentais que impedem a consolidação de um progresso social equitativo e sustentável.

Os dados oficiais apurados apontaram que Cuiabá atingiu a nota de 67,22 na avaliação contemporânea, superando o registro anterior que se fixara em 66,73 pontos. Essa pontuação posicionou a capital mato-grossense na 301ª colocação geral do país e no 10º lugar entre as capitais brasileiras mais desenvolvidas. Em contrapartida, o levantamento revelou que 131 municípios do interior do estado permanecem abaixo da média nacional de 63,40 pontos, integrando agrupamentos de vulnerabilidade social acentuada.

A pesquisa de campo e o processamento de dados foram integralmente executados pelo Instituto Imazon, uma renomada entidade de pesquisa dedicada ao monitoramento do desenvolvimento sustentável. O corpo técnico da instituição utilizou metodologias científicas rigorosas para cruzar informações de fontes governamentais e censitárias, garantindo a precisão analítica necessária.

A atuação desse comitê de especialistas conferiu credibilidade ao diagnóstico final, transformando números brutos em ferramentas de avaliação para a formulação de políticas públicas.

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O anúncio oficial dos resultados ocorreu nesta quarta-feira, dia 20 de maio de 2026, refletindo o consolidado do desempenho municipal apurado ao longo dos meses anteriores. A escolha do período para a divulgação obedeceu ao calendário anual de atualizações da entidade, permitindo uma comparação fidedigna com os desempenhos históricos nacionais. O momento da publicação coincide com o debate sobre o planejamento orçamentário plurianual dos governos locais, servindo como um balizador estratégico para os gestores.

A motivação para o desenvolvimento e a publicação desse índice reside na necessidade de oferecer uma métrica precisa sobre o desenvolvimento humano que transcenda o mero crescimento do Produto Interno Bruto. O propósito do estudo consiste em municiar a sociedade civil e os governantes com diagnósticos precisos que orientem investimentos em setores sociais historicamente negligenciados.

A intenção institucional é transformar a avaliação periódica em um catalisador para reformas estruturais urgentes em Saneamento, Saúde e Educação.

O método avaliativo baseou-se na aplicação rigorosa de 12 parâmetros internacionais divididos em dimensões que englobam Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, além de Moradia Condigna. Cada município recebeu uma pontuação agregada após a ponderação matemática desses fatores, estabelecendo um ranking que varia do Grupo 2, considerado bom, ao Grupo 8, classificado como ruim. Esse modelo multidimensional permitiu aferir o impacto real das políticas públicas diretamente na subsistência diária das populações locais.

Os fatores geradores do desempenho mediano do estado decorrem da concentração histórica de investimentos públicos e privados nas regiões integradas ao Agronegócio e ao setor de serviços da capital. A escassez de redes de esgotamento sanitário, a precariedade no atendimento médico especializado e o déficit habitacional no interior atuaram como os principais vetores de rebaixamento dos índices.

Essa centralização de recursos gerou bolsões de isolamento social em localidades vulneráveis como Nova Nazaré, Campinápolis e Colniza.

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A repercussão imediata dos dados expôs o temor de que 92% das cidades do interior de Mato Grosso permaneçam estagnadas ou sofram retrocessos graves nos próximos anos. Autoridades públicas e planejadores urbanos manifestaram preocupação com a possibilidade de esses municípios migrarem definitivamente para o Grupo 8, o extrato mais baixo do progresso nacional. O diagnóstico gerou alertas emitidos por assistentes sociais e economistas, que preveem o agravamento da migração desordenada para a capital caso as assimetrias não sejam corrigidas.

A superação desse panorama crítico exigirá a implementação urgente de um plano coordenado de investimentos descentralizados por parte do governo estadual e das prefeituras. O fortalecimento das economias locais e a universalização dos serviços básicos de saneamento surgem como as únicas alternativas viáveis para elevar o interior aos patamares desejáveis de bem-estar.

A consolidação de uma agenda de desenvolvimento inclusivo determinará se o estado alcançará a maturidade social compatível com a sua expressiva força econômica.

Confira as notas dos 10 primeiros colocados

Colocação nacional    Município     Nota

301            Cuiabá               67,22
315            Araguainha        67,13
359            Primavera do Leste   66,89
455            Rondonópolis     66,5
919            Denise                64,87
1035          Campo Verde      64,51
1183          Alto Taquari         64,1
1345         Sapezal                63,74
1361         São José do Povo  63,7
1386         Dom Aquino         63,65

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