50 GRAUS EM MATO GROSSO
Temperatura vai “esquentar” na esfera: na política e no judiciário esta semana
Não aproveitei o meu final de semana como gostaria, apesar do Palmeiras se distanciar na primeira colocação do brasileirão. Talvez tenha sido a licença do editor que afetou o distanciamento emocional que costuma manter com os internautas.
De qualquer forma se preparem: vivenciaremos uma semana com altas temperaturas no meio político, medidas restritivas, algumas prisões e lógico se não tivermos “entre tapas e beijos”, com as figuras ilustres: Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro.
Além das altas temperaturas, há outros problemas, como as articulações para mudanças partidárias que esta semana ganhará novos contornos, principalmente entre as “figuras ilustres”.
Eles estão preocupados, porque não haverá um “pouso seguro”. Os dois estão trabalhando para evitar o pior das realidades potenciais.

Estação inverno
O inverno começou no dia 21 de junho e, neste período as noites são mais longas do que os dias e os animais ficam mais ociosos, alguns chegam até a hibernar, caso do urso (Rubão) que escreve no Blog do Valdemir. A estação já mostrou suas características marcantes, quando uma frente fria seguida por uma massa de ar seco e frio derrubam a temperatura de forma acentuada.
Enquanto isso
Em Cuiabá o termômetro da política mostra que o clima vai esquentar, apesar de falarem que não existe crise. Então o que há, interesses pessoais? Ou estão chamando o povo mato-grossense de idiotas? Mato Grosso só esperando a terceira onda, porque nossos políticos ficam discutindo “sexo dos anjos”, obrigando por segmentos que representa e a maioria da população se sujeitando à humilhação.
Fiquem cientes amigos internautas do Blog do Valdemir, não de deixam se enganar, com estes “joguinhos”.
O que você estava fazendo ontem domingão? E os nossos políticos? Aí aparece um iluminado e diz: meu deputado estava na sua base eleitoral.
Aí eu pergunto: só prometeu obras e no final degustou aquele churrasco?
E a maioria da população de Mato Grosso comendo comida russa “roscovo” (arroz com ovo).
E no mundo da Internet
Golpe do “amor e sextorsão” são as modalidades mais populares para extorsão feitas por falsos namorados que enganam a vítima e ameaçam divulgar fotos intimas para conseguir dinheiro.
No golpe o criminoso envia um e-mail afirmando que hackeou o computador da vítima e registrou vídeos, ou fotos, de quando o usuário acessava sites pornográficos.

A partir disso, os criminosos começam a chantagear as vítimas. A demanda mais comum exigida, é exigir que a vítima envie bitcoins ao criminoso ou o suposto conteúdo será compartilhado para a sua lista de contatos.
A palavra “sextorsão” assusta, até porque é recente e você pode ainda não estar tão familiarizada com ela. Além disso, o crime não é tão discutido, geralmente porque é abafado pela própria vítima, que sente medo de expor o chantagista e sofrer consequências ainda mais duras, como ameaças de morte.
O delegado da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticas (DRCI), Ruy Guilherme Peral, disse que homens faixa dos 50 anos, são as principais vítimas de “sextorsão”.
Mas Ruy Peral destaca que mulheres também estão sendo alvo do chamado golpe do amor. Nessa modalidade a vítima é enganada pelo falso namorado que finge morar no exterior para conseguir ficar com seu dinheiro
Vocês já sabiam? Então vai lá: o delegado Ruy Guilherme manda um recado: “eu ressalto que a intranet não é terra sem lei“. Eitaaa! Entenderam o recado? Por isso volto a afirmar: esta semana vai estar quente.
PS: falam muito, mas não tem atitudes, voltará com a segunda parte. Aguardem, você não perde por esperar. Vai arrasar!
Destaques
“Acordo Cível” e “Quitação Tributária” encerram litígio de 15 anos decorrente do “Escândalo dos Maquinários”
A Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá extinguiu definitivamente uma Ação Judicial proposta pela empresa Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda., contra o Estado de Mato Grosso. O encerramento formal da disputa jurídica do processo ocorre após a consolidação de acordos de ressarcimento financeiro e do pagamento integral de débitos fiscais pendentes pela companhia envolvida no litígio.
A determinação judicial foi proferida pelo magistrado Bruno D’Oliveira Marques, titular da unidade jurisdicional encarregada do caso. O processo contava com a participação direta da empresa fornecedora, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT), na condição de órgão fiscalizador da lei, de ex-gestores públicos e da própria administração pública estadual.
A decisão judicial foi assinada no início deste mês e encerra uma controvérsia jurídica que tramitava nos Tribunais Estaduais há mais de quinze anos. O desfecho marca o fechamento de uma complexa fase processual iniciada a partir de investigações sobre compras públicas efetuadas no ano de 2009.
O litígio teve como palco central o Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, com desdobramentos operacionais e administrativos centrados na capital, Cuiabá. Os fatos que deram origem à disputa derivaram de contratos de aquisição de equipamentos pesados firmados no âmbito da Secretaria de Estado de Infraestrutura (SINFRA).

A resolução do impasse ocorreu mediante a homologação de um Acordo de Não Persecução Cível entre a empresa privada e o Ministério Público, somada à quitação integral da dívida tributária sob discussão. Diante do adimplemento das obrigações e da manifestação expressa da autora, o juiz aplicou o artigo 493 do Código de Processo Civil para reconhecer a perda do interesse processual.
A ação havia sido ajuizada originalmente em 2011 pela fornecedora para anular notificações fiscais e requerer indenização por danos morais contra o Estado. A controvérsia originou-se de auditorias que apontaram irregularidades em licitações e direcionamento de contratos a empresas do setor de maquinários durante a execução do programa governamental denominado Mato Grosso 100% Equipado.
O contrato global do programa estadual envolvia montantes da ordem de R$ 245 milhões, tendo as investigações apurado um superfaturamento estimado em aproximadamente R$ 44 milhões. Além do prejuízo financeiro direto aos cofres públicos, as apurações indicaram o pagamento sistemático de propinas calculadas entre 5% e 10% sobre o valor dos contratos para o financiamento de campanhas políticas.
Como consequência primária das irregularidades apuradas pela fiscalização, a Justiça Mato-grossense condenou, em novembro de 2018, diversos ex-gestores públicos, ex-secretários e empresários por improbidade administrativa. No âmbito cível individual, a liquidação dos débitos pela Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda., culminou no encerramento de execuções fiscais paralelas e na anulação de condenações pretéritas que pendiam contra o Estado.

O histórico processual revela que, embora a empresa tenha obtido ganho de causa inicial em primeira instância em 2011, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) anulou a sentença ao reconhecer a conexão da demanda com a Ação Civil Pública por Improbidade. O retorno dos autos à vara especializada possibilitou a convergência dos processos para a composição amigável das partes.
A partir desta decisão, o Poder Judiciário consolida uma tendência de encerramento de ações civis públicas de longa duração mediante o uso de mecanismos consensuais de ressarcimento ao erário. O encerramento definitivo desta etapa processual impede novas cobranças judiciais sobre o mesmo objeto e extingue o litígio sem resolução de mérito, assegurando a recuperação dos haveres públicos.
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