AS PESQUISAS E OS NUMEROS

Pesquisa eleitoral influencia?

Publicados

em

As eleições de 2020 estão chegando, batendo na porta do povo mato-grossense, 15 de novembro, o cenário eleitoral se mostra extremamente disputado, principalmente em tempos de Pandemia onde novas estratégias devem ser traçadas. A corrida eleitoral passará a ser cada dia mais decisiva e isso pede preparo, tanto dos partidos quanto dos candidatos.

O momento atual mostra um cenário completamente acirrado e imprevisível. Diante disso, as pesquisas eleitorais se apresentam como solução, no momento dos pré-candidatos traçarem suas estratégias de campanha e analisar seus resultados. Além disso, o que está em jogo são mudanças, tanto econômicas quanto sociais.

As eleições municipais estão aí na porta, para saber por qual lado caminhar o candidato precisa ter em mãos pesquisa que remetam-lhe a percepção do seu eleitorado. Disputar eleições sem pesquisa é caminhar às cegas. Contratar uma pesquisa de credibilidade com um instituto sério é fundamental“. Disse um dos responsável de um Instituto de Pesquisa para o Blog do Valdemir.

O responsável pelo Instituto ressalta que o levantamento seguirá os mesmos critérios das pesquisas eleitorais anteriores, onde a avaliação obedece os parâmetros estatísticos com dados fornecidos pelo IBGE.

Nas pesquisas eleitorais, vamos verificar o potencial de cada pré-candidato, com questionamentos estimulados e espontâneos, mostrando a taxa de rejeição em vários cenários, destacou.

Com o resultado da pesquisa em mãos, o pré-candidato ou candidato tem a possibilidade de realizar uma análise crítica da situação, identificando as forças e fraquezas do partido de sua candidatura. Assim, se direciona melhor o foco da campanha com base em resultados sólidos, finalizou em um rápido bate papo debaixo de uma frondosa mangueira com o Blog do Valdemir.

Durante esta semana, alguns números foram apresentado por Institutos de Pesquisas.

O Olhar Dados em Cuiabá revelou que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) vinha mantendo a liderança isolada. O levantamento foi feito entre 26 e 28 de setembro e foi o primeiro a revelar como se desenhava o quadro.

Na pesquisa estimulada, modalidade em que o nome dos candidatos é apresentado ao entrevistado, Emanuel Pinheiro somava 38,2% da preferência do eleitorado. Nos levantamentos anteriores, ele aparecia com 38,7% e 39,5%.

O segundo colocado era o ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França Auad do Patriota com 13,9%. Nas rodadas anteriores, ele totalizou 13,5% e 14,5% respectivamente.

O terceiro colocado, vereador Abílio Jacques Brunini Moumer, o Abílio Junior do Podemos, segundo Olhar Dados, foi o que apresentou maior crescimento entre os três levantamentos: no primeiro, aparecia com 7,7%, no segundo subiu para 9,8% e agora chega aos 11,2%. Gisela Simona Viana de Soza (PROS) também oscilou positivamente de 4,7% para 7,2% entre o primeira e a segunda rodada, mas nesta terceira aparece com 6,3%.

Candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-juiz federal Julier Sebastião aparece com 1,2%, seguido por Gilberto Lopes (Psol), com 0,5%, Aécio Rodrigues (PSL), que soma 0,3%, e Paulo Grando (Novo), com 0,2%. Os entrevistados que não responderam totalizaram 21,7% e os que declararam voto em branco ou nulo atingiram a marca de 6,6%.

Já o Instituto Avaliar, mostrou uma diferença grande na apresentação das pesquisas, e apontou que o ex-prefeito da capital Roberto França Auad, liderava seguido de perto, e estatisticamente empatado, com Emanuel Pinheiro do MDB, e o vereador Abílio Jacques Brunini Moumer, o Abílio Junior do Podemos.

Na pesquisa estimulada, Emanuel Pinheiro apareceu com 16,1% e Abílio Junior com 15,6%, ou seja, Emanuel Pinheiro tinha apenas 0,5% acima de Abílio na época. Gisela Simona do Pros vinha logo depois com 7,8%.

Na sequência estavam os candidatos Julier Sebastião (PT), com 1,8%; Gilberto Lopes Filho (Psol), com 0,6%; Aécio Rodrigues (PSL), com 0,4%; e Paulo Henrique Grando (Novo), com 0,1%.

Na primeira pesquisa do Instituto Gazeta Dados para a Prefeitura de Cuiabá, na modalidade estimulada, o candidato do Podemos, Abílio Júnior, lidera com 33,33% dos votos válidos. Roberto França do Patriota vem logo em seguida, com 29,34% das intenções de voto, acompanhado de perto pelo atual prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB), com 24%.

Na lista aparece em quarto lugar a candidata Gisela Simona (Pros), com 9,34%. Aécio Rodrigues (PSL), Julier Sebastião da Silva (PT) e Gilberto Lopes Filho (Psol), somam 1,33% das intenções de voto cada um.

Rejeição

– Emanuel Pinheiro – 50%
– Julier Sebastião – 42%
– Gilberto Lopes – 39%
– Paulo Henrique – 36%
– Roberto França – 34%
– Gisela Simona – 34%
– Abilio Junior – 29%

É possível constatarmos com base no resultado da enquete, de que a maioria dos leitores participantes não aceitam interferência das pesquisas na formação de sua vontade.

Talvez esses leitores tenham se focado mais nas eleições municipais, haja vista que estudos demonstram que existe sim uma grande influência das pesquisas na vontade geral da população. Podemos nomear este fenômeno como: efeito manada.

Dependendo do contexto social e político, as pesquisas podem influenciar uma pessoa pois existem quatro tipos de eleitores: os que gostam de ganhar e por isso acabam deixando se influenciar pelas pesquisas, votando no candidato que está na frente; eleitores que veem as pesquisas como um dado importante, fazendo com que ele decida seu voto; o eleitor mais ideológico, que apesar das pesquisas, não troca seu voto e aposta em determinada candidatura; e por fim o eleitor que dá um voto útil, que é aquele que pode modificar um resultado previsto”. Disse um Cientista Político procurado pelo Blog do Valdemir para um bom bate papo.

Nota da redação

Concluímos que o resultado da enquete é fiel ao panorama municipal, mas não podemos dizer o mesmo no nacional. Em alguns lugares e contextos as pesquisa acabam servindo para inibir qualquer opinião contrária ao consenso construído pelo grande apelo de propaganda e marketing.

Necessitamos olhar as pesquisas com muito cuidado e reserva, mas não devemos desprezá-las de tudo, apenas “olhar de fora” e formar nossa vontade utilizando diversos parâmetros e não só um.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Alan Porto assume e Marioneide deixa pasta da Educação
Propaganda

Destaques

Entre o desejo e a realidade

Publicados

em

Entramos a campanha eleitoral agora em novembro, com os candidatos 90% definidos e a dura realidade de uma eleição sem cara e sem cor. Não é uma eleição vermelha ou amarela, nem azul ou verde, temos uma verdadeira salada mista. Coligações improváveis ou mesmo tradicionais por pura conveniência eleitoral. Nesse último caso, o cenário mudou pouco.

Parece que a vontade e desejo de uma grande mudança de tudo que temos visto em política nos últimos anos é predominante. Talvez porque o sentimento da grande maioria é de que existe falta de opções políticas de renovação com um conceito mais ético, principalmente fora dos padrões do atual de governo e do anterior.

As últimas pesquisas mostram que o desejo de mudança tem atraído uma parte considerável dos eleitores. Sem dúvida a intenção de voto que aconteceu com o nosso presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro é o mais puro e claro sinal desta vontade de mudar. A diferença entre o desejo e a realidade é sempre cruel e existe um paradoxo entre ambos. A nossa infeliz realidade é que o Brasil criou um sistema, tanto político quanto social e estrutural que funciona com grande ineficiência em quase todas áreas: saúde, educação e segurança pública.

A chamada “O país que quero” que a Rede Globo fez por todo Brasil em rede nacional explica um pouco deste sentimento e todos desejos pretendidos são sempre no mesmo tom.

Eu desejo um país que não tenha corrupção e tenhamos políticos honestos. Desejo que os hospitais tenham um atendimento mínimo e humanizado para a população. Desejo que tenhamos uma melhor distribuição de renda. Desejo que tenhamos um mínimo de segurança aceitável dentro dos padrões social”.

O cerne da questão é que não encontramos um político que preencha todas as nossas aspirações. Que não pratique o tão conhecido “toma lá, dá cá” e tenha capacidade administrativa e gerencial para montar uma equipe de alto nível e de altos padrões éticos. Ainda é importante não retroceder em situações já superadas, tanto no campo econômico quanto no campo político e trabalhista. Retomar esses debates não favorece o país e pode representar perdas que irão demorar décadas para serem recuperadas, bem como arriscar a baixa inflação e juros baixos.

Já tivemos essa experiência em alguns Estados do Brasil e o Rio de Janeiro é o exemplo mais evidente do que estamos falando. Na última eleição para prefeito, Marcelo Crivella foi o vencedor e o resultado ficou muito pior que se imaginava com o Rio entregue à total inoperância da máquina.

É o velho ditado se concretizando: está ruim, mas pode ficar muito pior. Sob o governo de Sérgio Cabral e Crivella, o Rio voltou uma década em muitas áreas, principalmente na questão da segurança pública e, no caso do Crivella, a volta do comércio sem lei nas ruas.

É por isto que devemos atentar e evitar escolhas embasadas mais pelo descontentamento do que na busca da virtude do candidato.

Vamos aos candidatos.

Desejo que os nossos candidatos a Prefeitura de Cuiabá nesta eleição acabe com a criminalidade desenfreada, investindo em Saúde, Educação, Infraestrutura.

A pergunta correta é: como fazer e de que forma priorizar o pouco orçamento disponível? Aos candidatos, perguntaria como vamos finalizar as centenas de obras de infraestrutura que estão inacabadas e geram um enorme prejuízo para o município? Vimos no passado a criação de programas e liberação de recursos com a promessa da criação de novos empregos. A realidade foi a perda de recursos públicos por falta e empenho.

São perguntas objetivas que não podem ter respostas vagas. Servem para avaliar a melhor a estratégia e a convicção de realizar do candidato, sem perder de vista seus desejos e a realidade do cenário político brasileiro.

Cada vez mais, está se diminuindo o tempo e o espaço para promessas simplesmente populistas: vou acabar com a fome no país, vou dar moradia decente para os nossos cidadãos, vou resolver e vou fazer.

O povo hoje já tem muito mais capacidade de avaliar as promessas. Temos quase um celular por habitante e isto gera informação. Estes dois exemplos são a essência desta matéria. Entre o desejo e a realidade. Poderíamos perguntar a todos os outros candidatos que tem o mesmo discurso o que eles desejam. A dura realidade, entretanto, é que possivelmente teremos uma alta renovação do Congresso Nacional, segundo as pesquisas e nesse ponto começa o maior problema do novo Executivo que será eleito este ano.

Não existe governabilidade sem a bênção do legislativo. A história mostra que governar sem o apoio do centro, é pura ficção, haja visto o que aconteceu com os ex-presidentes Collor e Dilma que, órfãos de apoio na Câmara, foram retirados dos cargos via impeachment principalmente por contrariar os desejos do Congresso. O mesmo acontece agora com o atual presidente, que chegou a ensaiar a reforma da Previdência e foi dado um sonoro não a ele pelo Legislativo.

Se realmente queremos mudança, o foco deve ser na base legislativa, pois é de lá que irão acontecer as principais mudanças. Acredito fielmente que a figura de um Don Quixote e seu escudeiro não mudarão efetivamente nada, por maior que seja o desejo de todos. É necessário um governo mais forte e com mais coligações partidárias para aprovar profundas reformas.

Acreditar que presidentes controlam corrupção é acreditar em história da carochinha e, se fosse assim, o PT teria conseguido controlar alguma coisa neste sentido. As instituições são autocontroladas por meio de normativos independentes, como vem acontecendo agora através das instituições democráticas. Por isto me causa estranheza tanta gente culta enaltecendo determinados candidatos que seriam “da mudança”.

Faço a pergunta: mudança de quê?

Espero que tenham razão, pois este também é o desejo da equipe do Blog do Valdemir, mas, como disse no início, pode ser mais desejo do que realidade este profundo desejo de mudança.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Alan Porto assume e Marioneide deixa pasta da Educação
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA