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CONTRA PRORROGAÇÃO POR MAIS 90 DIAS

PGM rebate argumentos levantados pelo MPE e que não prorrogue intervenção na Saúde Cuiabá

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A Procuradoria Geral do Município de Cuiabá, por meio de seu procurador adjunto, Benedito Miguel Calix Filho, se manifestou contra a prorrogação da intervenção por mais 90 dias, prazo que foi solicitado ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), ao desembargador Orlando de Almeida Perri, pelo Ministério Público Estadual (MPE).

O Município de Cuiabá pediu ao desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri, que não atenda ao requerimento do procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, para prorrogar a intervenção do Estado na Saúde Pública da Capital refutando diversos pontos sustentados pelo MPE sobre as ações do Estado, dentre eles, afirmou que já confeccionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias dentro do prazo, bem como a Lei Orçamentária Anual (LOA).

O procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, apresentou o pedido de prorrogação da intervenção pelo prazo de 90 dias. Contudo, o mesmo documento mencionava que era preciso manter a Saúde da Capital nas mãos do Estado de Mato Grosso até o fim do ano. Após a imprensa noticiar o pedido, o procurador-geral apresentou uma retificação para alterar o pedido e estender o prazo até 31 de dezembro, que para o Município de Cuiabá, os argumentos apresentados pelo procurador-geral de Justiça são frágeis e não sustentam a necessidade de se prorrogar a intervenção.

A título de exemplo, o Gabinete da Intervenção objetiva a continuidade do “remédio amargo” para: identificar prioridades de manutenção das unidades básicas de saúde; dedetizar as unidades com infestação de formigas; limpeza externa com poda de árvores; obtenção de alvará do Corpo de Bombeiros; aquisição de aparelhos de ar condicionado, entre outros, que nem de longe justificariam a intervenção setorial”.

O município rebateu os argumentos levantados pelo Ministério Público Estadual (MPE), embasando em sua posição contraria a dilação do período afirmou, dentre outras questões, que encontrou sobrepreço de R$ 784 mil na aquisição de medicamentos.

A manifestação pede que o desembargador Orlando Perri, leve em consideração a regra prevista na Constituição Federal, de preservação da autonomia dos entes federados. Ainda solicita que o magistrado que adote outra medida menos “drástica” para que o Município possa ter controle da pasta.

Ante os simples argumentos trazidos para embasar a prorrogação da intervenção, vimos requerer que Vossa Excelência substitua a medida drástica por outra medida menos gravosa, como obrigação de fazer, obrigação de dar continuidade ao planejamento realizado, entre outras medidas possíveis”.

Ele ainda observou que os principais problemas enfrentados na área, como falta de medicamentos e médicos, aparentemente, foram resolvidos durante os primeiros 50 dias de intervenção.

Desta feita Excelência, mesmo que a título introdutório, levando-se em consideração que a essência do pleiteado em sede de decisão interventiva fora atendido, restando tão somente atos de gestão e de continuidade dos serviços, a intervenção deve cessar, restabelecendo a autonomia integral do Município de Cuiabá, sendo plenamente cabível que Vossa Excelência determine a continuidade do planejamento realizado pela intervenção ou ainda firmar TAC, obrigação de fazer, ou qualquer outra medida constritiva menos gravosa do que o afastamento da autonomia municipal”, sugeriu.

No tocante a Assistência Farmacêutica, o município ressaltou que o país passou por um período turbulento, mas que a Secretaria Municipal de Saúde vinha adotando alternativas para restabelecer o abastecimento normalizado de medicamentos e insumos hospitalares.

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Afirmou que encontrou sobrepreço na aquisição de medicamentos comprados de forma indenizatória pelo Gabinete Interventivo, uma vez que os preços de tais fármacos, se comparados com os valores registrados em atas de registro de preço proveniente dos pregões do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá, apresentaram aumento médio de 43% no valor unitário, o que teria causado prejuízo de R$ 538.624,60.

Além disso, citou que a intervenção adquiriu o fármaco: BUDESONIDA 64 MCG/DOSE; SUSPENSAO SPRAY PARA INALACAO NASAL, mediante aquisição direta junto a Distribuidora Brasil Coml por um preço 59% superior ao registrado na Ata do Município, nesse único item foi detectado um indicativo de sobrepreço no valor de R$ 245.557,77, situação que deve ser esclarecida pela intervenção”.

Benedito Miguel Calix Filho ainda destacou diversas matérias jornalísticas em que apontam problemas na Saúde de Cuiabá, mesmo após a intervenção.

Como se todas as notícias supra não bastassem, existem muitas outras de igual ou pior teor, hábeis a demonstrar que a intervenção setorial, há muito já deveria ter sido interrompida ou nem sequer ter iniciado, sustentou.

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), em março deste ano aprovou o voto apresentado pelo desembargador Orlando Perri, que defendeu a medida após denúncias de irregularidades apresentadas pelo Ministério Público Estadual (MPE).

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Ele que havia decidido, monocraticamente, a intervenção no final do ano passado, decisão derrubada pela presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, que determinou a suspensão da intervenção até que o processo fosse julgado pela turma colegiada do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT).

O Ente Municipal argumentou, para se posicionar contra a prorrogação, que a regra prevista na Constituição Federativa do Brasil é a não intervenção, preservando-se a autonomia dos entes federativos. Destacou que os fundamentos trazidos pelo MPE visando prorrogar a medida excepcional são frágeis e genéricos. Requereu a retomada do município na gestão da Saúde de Cuiabá.

Em outro pedido, ainda solicitou ao desembargador e relator do processo, Orlando Perri, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJMT), que seja concedida substituição da intervenção por outra medida menos “gravosa”, como por exemplo obrigação de fazer, de dar continuidade ao planejamento realizado pelo Ente Estatal, dentre outras ações possíveis.

Além disso, refutou todos os pontos evidenciados no relatório produzido pelo Gabinete Interventivo, atualmente gerido pelo Estado de Mato Grosso, para mostrar ao Tribunal de Justiça que a prorrogação “não” deve ser concedida pelo desembargador Orlando de Almeida Perri.

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Política

MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.

Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.

O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.

Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB),  uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.

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A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.

Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.

O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.

A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.

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A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.

Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.

Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.

A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.

Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.

O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.

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