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Pedro Taques conseguiu mostrar que a persistência é tudo; MPE o ouviu por 4 horas

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Terminado a primeira semana, como já havíamos antecipado, o agito é total no meio político. Entre os vários acontecimentos: trabalhos da Assembleia Legislativa, pedido de vista do projeto para mudança da data para eleição da Mesa Diretora do Poder Legislativo, pedido por parte do Governo do Estado para adiar a eleição suplementar ao Senado da Republica e a cassação do mandado do vereador em Cuiabá Abílio Júnior.

Bom…, e o Blog do Valdemir não poderia deixar de passar batido: Taques, enfim conseguiu que alguém lhe ouvisse.

Quando detinha o “Poder” em sua s mãos, José Pedro Gonçalves Taques, durante algum tempo relativamente conhecido em nível nacional, era assediado em todos os lugares por onde passava. Chegar perto dele era tarefa para os ombros e os braços.

O Blog do Valdemir explica: era preciso usá-los para empurrar o cordão de pessoas que não o largava de maneira nenhuma…

Taques passava a metade do tempo ocupado com seus pares da política. A outra metade com seus “amigos”.

Nem seus assessores mais diretos conseguiam dele a atenção que queriam e precisavam para resolver pendências, pedidos, conchavos, puxa-saquismo.

Venho a disputa para a reeleição, seria uma tarefa árdua: bater o concorrente Mauro Mendes Ferreira do Partido Democrata (DEM) e seus caciques.

Não conseguiu vencer as eleições. No dia seguinte o assédio sobre ele já era menor, e a cada dia, menos intenso. Praticantes de conchavos e bajuladores foram logo procurar quem os satisfizesse os interesses nos próximos quatro anos.

Sumido de todos e tudo, desde outubro de 2018, eis que no mês de agosto 2019, Taques após comparecer ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), para fazer a defesa de suas contas, o ex-governador resolveu publicar um texto na sua conta no Instagram.

Sonhei em ser governador do Estado de Mato Grosso quando tinha cinco anos de idade, mas admito que sonhei muito, cometi alguns erros ao querer fazer tudo“.

A história deve ser analisada conforme seu momento histórico“, dizia trecho do texto.

Pois bem, este momento histórico da vida de Taques, tentaremos analisa-los:

Ao findar o labor desta semana, o ex-governador; viu outro sonho ser desmanchado. A Corte Eleitoral não flexibilizou o prazo mínimo de filiação partidária de candidatos a fim de disputar a eleição suplementar ao Senado da Republica, nem queira entender, em 2010 foi eleito Senador pelo Estado de Mato Grosso, porém deixou em 2014 para assumir o Governo.

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Tá bom…, o mandado de Senador acabaria em 2018, mas….o outrora dono do poder e de influência, nesta primeira semana que passou, aprendeu que partido político, não costuma ouvir quem está por baixo.

Entretanto, já que falam tanto de persistência…, o ex-governador que não foi ouvido pelo PSDB (deu com os ombros) e escolheu Nilson Leitão para disputar o Senado pela sigla partidária, conseguiu o que queria desde 2017, num meio de semana, que deu certo movimento, o agora advogado conversava, quando sentiu-lhe tocarem por trás os ombros: o Ministério Publico Estadual (MPE) e naquela tarde não ventava.

E após pelo menos 15 petições no âmbito da Grampolândia Pantaneirae 1007 dias, o Ministério Público Estadual foi todo ouvido com ele: escutou durante quatro horas, sobre a Grampolândia pelo promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira. Um esquema de grampos ilegais foi descoberto na gestão do tucano.

Aliás, José Pedro Gonçalves Taques fez questão de falar sobre o Ministério Publico Estadual no caso e depois foi encaminhado para o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco)…..

A Grampolândia Pantaneira, apelido carinhoso dado para o caso dos grampos telefônicos ilegais veiculados na mídia, ainda tem tirado o sono de muita gente e, ao mesmo tempo, se mostra cada vez mais enraizado na máquina pública estadual.

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Em breve síntese, os grampos atingiram pessoas ligadas aos círculos político, empresarial e pessoal, de alguns agentes públicos deste Estado e tal ato de irresponsabilidade esta custando caro para as próximas gerações e também eleições.

Bom…, o Blog do Valdemir pergunta: qual a consequência prática deste ato arbitrário? Outra pergunta é:Porque deixaram os vampiros ficarem cuidando do banco de sangue sozinhos!.

Lição do sonho de Pedro

A política, de maneira como é convencionalmente entendida, não é uma maneira efetiva de mudar o mundo. Suas eventuais vitórias serão insignificantes, caso não sejam precedidas de uma profunda mudança ideológica na população.

Na melhor de hipótese, de pouco adiantaria a ascensão ao poder de um Governo comprometido com o liberalismo de a população não estiver ideologicamente preparada para isso. Na primeira tentativa de reforma ou mudança, a pressão contrária será enorme. E, sem apoio popular, nada dura.

Já na mais realista das hipóteses, a política é extenuante. Pode esgotar todos os seus ideais, acabar com suas esperanças e até mesmo lhe corromper moralmente.

PS: político sem mandato nem o vento bate nas costas.

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Ação Judicial de R$ 110 milhões contra Energia redefine parâmetros de litígio climático no Brasil

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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma detalhada ação civil pública contra a Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A., com o objetivo de responsabilizar juridicamente a concessionária pelo incêndio de grandes proporções que devastou a Estação Ecológica Serra das Araras. O órgão ministerial requer a condenação da empresa ao pagamento de indenizações que perfazem o montante expressivo de R$ 109,8 milhões, além do cumprimento imediato de obrigações de fazer. A petição inicial fundamenta-se na responsabilidade civil objetiva por danos ambientais, na qual a degradação sistêmica do ecossistema impõe o dever de reparação integral, independentemente da demonstração de dolo corporativo.

O grave desastre socioambiental ocorreu em agosto de 2024, período caracterizado por severa estiagem e condições climáticas propícias para o alastramento célere de focos de calor na região Centro-Oeste. A deflagração das chamas coincidiu com o ápice da estação seca, momento em que a vulnerabilidade dos biomas locais exige vigilância redobrada e manutenção preventiva rigorosa das infraestruturas circundantes. A documentação técnica anexada aos autos demonstra que o impacto inicial coincidiu com o agravamento da crise climática regional, potencializando os efeitos destrutivos do fogo sobre a cobertura vegetal nativa e sobre a fauna silvestre protegida.

O cenário geográfico da devastação ambiental concentra-se na Estação Ecológica Serra das Araras, uma unidade de conservação de proteção integral situada no Estado de Mato Grosso, além de abranger diversas propriedades rurais vizinhas afetadas. A área protegida constitui um relevante refúgio biológico e zona de transição ecológica, cuja integridade sofreu severo comprometimento devido à dispersão descontrolada do incêndio florestal. A delimitação territorial do dano técnico estende-se por uma região de difícil acesso, fator que impôs obstáculos adicionais às operações de combate executadas pelas brigadas de incêndio e pelas Forças de Segurança Pública.

Aproximadamente 4.500 hectares de vegetação nativa foram completamente consumidos pelas chamas, resultando em uma perda imensurável de biodiversidade e na destruição de habitats de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Além da supressão direta da flora, o evento provocou a emissão massiva de gases de efeito estufa na atmosfera, comprometendo significativamente os sumidouros naturais de carbono da região.

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O dano ecológico mensurado pela perícia técnica reflete-se na degradação profunda das funções ecossistêmicas locais, cujos efeitos deletérios na regulação hidrológica e na estabilidade do solo perdurarão por décadas.

Laudos periciais detalhados, elaborados por especialistas da Polícia Federal, identificaram de forma inequívoca que um dos pontos primários de ignição do incêndio florestal localizava-se exatamente na faixa de servidão da rede de média tensão. A infraestrutura elétrica sob concessão e responsabilidade técnica direta da Energisa Mato Grosso funcionou como o vetor inicial do sinistro, após a ocorrência de falhas operacionais específicas na linha de distribuição. A investigação oficial constatou que o contato direto da vegetação sem manutenção com os condutores energizados propiciou as faíscas necessárias para o início do desastre.

A causa determinante da tragédia ambiental residiu na omissão crônica e na negligência operacional da concessionária no tocante à manutenção preventiva de sua rede de distribuição elétrica. O exame minucioso das atividades da empresa revelou que, de 51 ordens de serviço emitidas para a localidade sul da Estação Ecológica, apenas uma referia-se a ações estritamente preventivas.

O descumprimento dos deveres legais de poda regular, limpeza adequada da faixa de domínio e criação de aceiros protetivos ao redor dos postes de madeira e concreto viabilizou o cenário de alto risco.

O Ministério Público Federal estruturou a demanda judicial com base em relatórios técnicos de auditoria, depoimentos de brigadistas e análises de imagens de satélite que mapearam a progressão cronológica do fogo. Sob a coordenação do Procurador da República, Gabriel Infante Magalhães Martins, o órgão coligiu evidências da conduta negligente da distribuidora, demonstrando o nexo de causalidade entre a ausência de fiscalização da linha e o dano consolidado. A iniciativa ministerial visa não apenas a punição pecuniária, mas o estabelecimento de um precedente pedagógico para o setor de utilidade pública.

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Para mitigar a iminência de novos episódios correlatos, a peça jurídica exige que a Justiça Federal determine à Energisa a apresentação e execução de um plano emergencial estruturado no prazo peremptório de 30 dias. A medida liminar pleiteada obriga a implementação de um cronograma contínuo de manejo da vegetação na faixa de servidão que intercepta a unidade de conservação pelos próximos cinco anos.

Os relatórios de conformidade técnica deverão ser submetidos anualmente ao escrutínio do Poder Judiciário, assegurando que a operação da infraestrutura não represente ameaça constante à segurança ambiental.

A vultosa indenização financeira de R$ 109,8 milhões foi meticulosamente segmentada em três categorias distintas de responsabilização civil, de modo a garantir o princípio da reparação integral do dano. O MPF estipulou R$ 53,6 milhões a título de danos materiais decorrentes da perda real da cobertura florestal e R$ 26,8 milhões por danos morais difusos sofridos pela coletividade. Complementarmente, foram fixados R$ 29,4 milhões destinados especificamente à compensação dos danos climáticos, mensurados a partir do impacto volumétrico de carbono liberado na atmosfera durante a queima.

O plano de destinação dos recursos financeiros assegura que as verbas arrecadadas revertam-se diretamente na recomposição do patrimônio público e no fomento à pesquisa científica regional. O modelo de partilha estabelece o repasse de 40% do montante ao ICMBio e 20% ao Ibama para o fortalecimento da fiscalização e gestão de unidades de conservação.

Outros 20% subsidiarão o Corpo de Bombeiros Militar no combate a incêndios florestais, enquanto os 20% remanescentes financiarão projetos acadêmicos da UFMT e da Unemat dedicados ao estudo dos impactos do fogo nos Biomas Cerrado e Pantanal.

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