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IMUNIZAÇÃO INFANTIL CONTRA O CORONAVÍRUS

“Nossa maior batalha é por garantir a imunização de toda à população”

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Desde o início da Pandemia, ao menos 2.500 crianças de zero a 19 anos, 300 destas entre cinco e 11 anos, morreram em decorrência da Covid-19 no Brasil. Pelo menos 1.400 crianças foram diagnosticadas com a Síndrome Inflamatória Multissistêmica associada ao SARS-CoV-2, e atualmente, são elas que correm mais risco diante de novas variantes altamente transmissíveis, como a Ômicron, por não estarem protegidas, segundo dados do Ministério da Saúde (MS).

Porém, tudo isso seria evitado se as crianças brasileiras tivessem sido vacinadas contra a Covid-19, como já acontece em diversos países do mundo. E um dos principais motivos para enfim iniciarmos a vacinação de crianças contra Covid-19 no Brasil é impedir casos graves e mortes nesse público e novas ondas de transmissões, sobretudo pelo surgimento de variantes.

Na Capital de todos os mato-grossenses, após uma semana da abertura da vacinação para crianças de 5 a 11 anos, 3.245 já foram vacinadas até a última quinta-feira (27) na campanha Vacina Cuiabá – Sua Vida em Primeiro Lugar.

A imunização infantil começou com crianças com comorbidades, crianças que moram com imunossuprimidos, quilombolas e crianças com 11 anos sem comorbidades. Nesta semana, a vacinação foi estendida a crianças de 8 a 11 anos sem comorbidades.

Apesar de termos vacinado pouco mais de 5% de nossa meta, que é de cerca de 60 mil crianças, estamos felizes com o andamento da campanha. Essa vacinação é muito peculiar, porque não pode ser feita junto com a vacinação dos adultos e nem com a vacinação de rotina, para que não haja risco de troca de vacinas. Por isso foi preciso destinar um polo inteiro para imunizar as crianças e algumas UBS também. Infelizmente não podemos disponibilizar muitas unidades básicas para aplicar estas vacinas porque estamos enfrentando uma alta nos casos de Covid e as UBS estão atendendo uma grande demanda destes pacientes. O movimento de pais trazendo seus filhos apesar de não ser alto, é constante. Vale ressaltar que é importantíssimo que as famílias tragam suas crianças para receberem o imunizante. A vacinação já faz parte da rotina dos pequenos e esta é apenas mais uma para garantir a proteção contra a Covid-19”, explicou Valéria de Oliveira, coordenadora da campanha.

A Prefeitura de Cuiabá trabalha em período integral para garantir o atendimento, a facilidade no acesso. Mantemos uma equipe engajada, apaixonada pelo trabalho e que está sempre atenta. Nossa maior batalha é por garantir a imunização de toda à população“, disse o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Na próxima segunda-feira (31), a capital começará a aplicar o imunizante Coronavac em crianças de 6 a 11 anos e adolescentes de 12 a 17 anos que ainda não se vacinaram.

No momento do registro os pais de crianças de 6 a 11 anos poderão optar entre a Pfizer pediátrica e a Coronavac, lembrando que crianças de 5 anos, imunossuprimidas ou com comorbidades não podem tomar a Coronavac, porque os estudos não foram realizados para estes grupos. No caso dos adolescentes de 12 a 17 anos, a opção fica entre a Pfizer para adultos e a Coronavac”, explicou Valéria.

A segunda dose da Pfizer pediátrica deve ser tomada após 60 dias da aplicação da primeira. Já da Coronavac, após 28 dias da primeira dose.

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Confira os locais de vacinação de crianças

Unic Beira Rio – 8h às 16h30 (segunda a sábado)
UBS Quilombo – 8h às 11h / 13h às 16h30 (segunda a sexta)
UBS Jd Vitória – 8h às 11h / 13h às 16h30 (segunda a sexta)
UBS Parque Cuiabá – 8h às 11h / 13h às 16h30 (segunda a sexta)
UBS Pedra 90 I e II – 8h às 11h / 13h às 16h30 (segunda a sexta)
UBS Guia – 8h às 11h / 13h às 16h30 (segunda a sexta)

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Destaques

Pesquisadores da UNEMAT divulgam nota técnica que defende a ampliação da Estação Ecológica Taiamã

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Em meio à tramitação do Projeto de Decreto Legislativo 171/2026 que pretende suspender os efeitos da ampliação da Estação Ecológica Taiamã, em Cáceres (MT), decretada pela Presidência da República em março deste ano, uma nota técnica reforça evidências científicas, dados oficiais e análises técnicas sobre a viabilidade da proposta. O documento é assinado por um grupo de professores e pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

A publicação “Ampliação da Estação Ecológica de Taiamã e Hidrovia Paraguai-Paraná: subsídios técnicos, econômicos e socioambientais para o debate público em Cáceres-MT”, está organizada em 14 pontos. Entre os temas analisados estão a base legal da ampliação da unidade de conservação; as justificativas científicas para a inclusão de novas áreas; a importância da diversidade de macrohabitats para a conservação dos peixes; dados do MapBiomas que evidenciam o processo de redução das áreas alagadas do Pantanal; a estimativa do estoque de carbono protegido; o impacto positivo na arrecadação municipal por meio do ICMS Ecológico; além de um comparativo entre os benefícios da conservação ambiental e da pecuária extensiva.

A ampliação da Estação Ecológica de Taiamã é uma decisão construída sobre evidências técnicas, processo participativo e demanda histórica de pesquisadores e comunidades. Seus benefícios são verificáveis e de ampla distribuição: proteção dos berçários de peixes essenciais para a pesca de Cáceres, manutenção do pulso de inundação pantaneiro, conservação de um estoque de carbono de 11 milhões de toneladas de CO₂eq, cujo valor climático é global e cuja destruição seria irreversível, além de incremento direto de R$ 1,5 a 4 milhões anuais no ICMS Ecológico da Prefeitura, e base para o ecoturismo regional, conclui a nota técnica.

Dos biomas brasileiros, o Pantanal é o que possui a menor área protegida, com cerca de 5%. Nos últimos anos, o território vem sofrendo com secas cada vez mais graves, incêndios, além do avanço do agronegócio e outras atividades econômicas exploratórias. Por esta razão, o anúncio da ampliação de 104 mil hectares este ano foi motivo de esperança para quem vive, estuda, respira e defende o Pantanal. A ampliação é fruto de anos de estudo e foi apresentada pelo ICMBio, entidade referência em Unidades de Conservação do país.

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Ao reunir informações científicas, jurídicas, econômicas e socioambientais em um único documento, a nota técnica da equipe da UNEMAT é um reforço nas mobilizações locais e nacionais contrárias ao PDL 171/2026. De autoria da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), o projeto teve o regime de urgência aprovado no plenário da Câmara e corre o risco de ser votado antes do recesso parlamentar.

A pressão da sociedade civil é para que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), interrompa a tramitação da pauta. Além de tentar derrubar a ampliação da Estação Taiamã, a deputada mato-grossense, que não possui histórico de propostas em defesa do meio ambiente, também quer vetar o aumento de áreas protegidas no Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, com o PDL 170/26.

A mobilização conta com a participação pública e pode ser feita das seguintes formas:

·Reenvio de cartas institucionais para a presidência da Câmara ([email protected]) e também [email protected] (com assinatura digital)

·Marcação do perfil @hugomottapb nas redes sociais: “não paute o PDL 171/2026. Não toque na ESEC Taiamã”.

·Entre no site da Câmara e vote contra o projeto: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2612908

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