CONSTRUÇÃO DE SOLUÇÕES PARA A TRAGÉDIA NO SHOPPING POPULAR
MTE propõe Mesa Setorial em busca de soluções para vítimas da tragédia do Shopping Popular
Após uma reunião entre a Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso, e a Associação dos Camelôs do Shopping Popular de Cuiabá, a criação de uma mesa setorial para discutir soluções para trabalhadores e empregadores vitimados pelo incêndio que destruiu o Shopping Popular na Capital.
Na madrugada do último dia 15 de julho, um incêndio de grandes proporções destruiu o Shopping Popular de Cuiabá, na capital de Mato Grosso. O prejuízo financeiro, no entanto, deve ser grande, conforme a administração do Shopping Popular. Cerca de 600 microempreendedores tinham lojas no local, gerando aproximadamente três mil empregos.
O fogo começou por volta das 2h20 da madrugada, mas os Bombeiros alegam que só foram acionados às 2h46. O atraso para a chegada do socorro tem sido apontado como um dos motivos para a proporção à qual o incêndio chegou.
O Shopping Popular de Cuiabá nasceu como um camelódromo e hoje cerca de 90% dos lojistas são regularizados, conforme informações do site da administração. O local passava por uma obra de ampliação e melhoria no espaço, como mostram postagens nas redes sociais oficiais.

Em busca de soluções para vítimas da tragédia do Shopping Popular
Participaram da reunião entre a Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso, e a Associação dos Camelôs do Shopping Popular de Cuiabá, o superintendente regional do Trabalho, Amarildo Borges; Altair Barcellos, chefe da Núcleo de fiscalização do Trabalho; Valdiney de Arruda, do setor de Relações de Trabalho; e Gerson Antônio Delgado, presidente da Delegacia do Sindicato dos Auditores-Fiscais do Trabalho de Mato Grosso (DS Sinait/MT).
Representando o Shopping Popular, participaram o presidente da Associação dos Camelôs, Misael Galvão; o assessor jurídico Paulo Nascimento e a responsável pelo Recursos Humanos da entidade, Edney Batista.
O objetivo, de acordo com Amarildo Borges, é o Ministério do Trabalho participar da construção de soluções para essa tragédia que ocorreu no Shopping Popular.
“Nós sabemos que envolve um grupo grande de empreendedores e também de trabalhadores e temos diversas situações que precisam ser vistas como soluções. Nesse sentido estamos propondo a criação de uma mesa setorial para discutirmos e construirmos alternativas para as vítimas do incêndio“, observou.
Misael Galvão entendeu como muito positiva a disposição do Ministério do Trabalho de colaborar com a situação, para além do papel de órgão fiscalizador.
“Nós estamos vivendo um luto e precisamos dessa parceria, dessa orientação e apoio para que todos nós, comerciantes do Shopping Popular, possamos adotar as medidas possíveis e corretas em relação aos trabalhadores“.
O Shopping Popular, localizado no bairro Dom Aquino, foi tomado por um incêndio por volta das 2h30 da madrugada do dia 15 de julho, uma segunda-feira, que destruiu todas as 600 bancas do complexo e todas as mercadorias.
Com a criação da Mesa Setorial será possível construir um diagnóstico de empregadores e empregados e traçar as possíveis soluções para minimizar os impactos da tragédia.
Destaques
Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande
A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.
Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.
As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.
Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.
O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.
A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.
Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.
Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.
Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.
A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.
Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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