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Mais uma derrota de “Habeas Corpus” negado, e Silval continua preso
O ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) através de seus advogados não conseguiram a liberdade e com isso teve mais uma derrota de Habeas Corpus negado pelo desembargador da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Rondon Bassil Dower Filho que decidiu que ele vai continuar preso no Centro de Custodia de Cuiabá (CCC).
Segundo o pedido que foi indeferido pelo desembargador, os advogados do ex-governador Ulisses Rabaneda, Valber Melo, Francisco Faiad e Antônio Carlos de Almeida Castro, alegam que ele vem sofrendo constrangimento ilegal por ser réu da ação que resultou na “Operação Sodoma” deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), criado por meio de decreto estadual do atual governador Pedro Taques (PSDB).
Em sua decisão, o desembargador Rondon acabou não aceitando o argumento da defesa do ex-governador, e em seu relatório diz que através de uma simples leitura do Decreto atacado, verifica-se que o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), não é um órgão público, como assevera o impetrante, mas, sim, uma força-tarefa, um método de trabalho e organização interinstitucional.
No processo que tramita na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça que foi deferido por Bassil, ele diz também que as investigações que foram realizadas pelos delegados de policia da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra Administração Púbica, e sendo que todas as regras legais atinentes ao Inquérito policial foram respeitadas, fundamentos que, a meu sentir, nesta fase processual, são suficientes para demonstrar a regularidade do procedimento investigatório.
Bassil indeferiu o pedido de liminar de Habeas Corpus e encaminhou a matéria à apreciação do colegiado que pode ser favorável à alegação da defesa do ex-governador, sobretudo, ao excesso de prazo.
E com isso, o ex-governador Silval Barbosa que está preso desde o dia 17 de setembro, dois dias depois de ter a prisão decretada pela juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, em 15 de setembro vai continuar preso no Centro de Custodia de Cuiabá (CCC).
E segundo a Juiza Selma, Silval é acusado de integrar um esquema milionário que acabou sendo descoberta após a deflagração da Operação Sodoma liderada pelo Ministério Público do Estado (MPE) que cobrava propina de empresários beneficiados com incentivos fiscais por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).
Acabaram sendo presos juntamente com o ex-governador na "Operação Sodoma" os ex-secretários Marcel de Cursi que já foi secretario de Fazenda e Pedro Nadaf (Indústria) que também tiveram pedidos de liberdade negados na última sexta-feira (22), o procurador aposentado do Estado, Francisco Andrade de Lima Filho, o Chico Lima, Sílvio Cézar Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa e Karla Cecília de Oliveira Cintra, ex-secretária de Nadaf na Fecomércio.
Silval Barbosa, Marcel de Curse e Pedro Nadaf estão presos no Centro de Custodia de Cuiabá (CCC) há quatro meses e terão que continuar em celas separadas.
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Governo prevê conclusão do “BRT Metropolitano” para dezembro de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA/MT), Marcelo Oliveira, juntamente com a equipe técnica da pasta, anunciou formalmente que as obras do sistema de trânsito rápido por ônibus (Bus Rapid Transit – BRT), no trecho que interliga a Avenida do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, serão integralmente concluídas até o fim de dezembro de 2026. A declaração solene ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), durante uma concorrida Audiência Pública realizada no auditório principal da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).
O pronunciamento governamental detalhou as profundas alterações estruturais planejadas para as 77 estações de passageiros, o cronograma atualizado de execução física das frentes de trabalho e as estratégias para a futura implantação do corredor viário da Avenida Fernando Corrêa da Costa. Diante de parlamentares, lideranças comunitárias e jornalistas, os gestores estaduais também expuseram o planejamento para a aquisição imediata da frota de ônibus elétricos, além de justificar as medidas administrativas severas adotadas pelo Poder Executivo após a rescisão unilateral do contrato com o consórcio construtor originalmente contratado para a execução do empreendimento metropolitano.
A consolidação financeira do novo modal de transporte coletivo urbano recebeu um importante incremento com a confirmação de que a venda dos antigos trens e o leilão dos trilhos e materiais remanescentes do extinto projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) reverterão mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado. Ao defender a viabilidade econômica da transição tecnológica, o secretário Marcelo Oliveira rebateu as críticas recorrentes acerca dos atrasos no cronograma e enfatizou que as equipes de engenharia enfrentaram um cenário complexo de expansão urbana e de adensamento populacional acelerado na Grande Cuiabá entre os anos de 2012 e 2024.

O principal fator que determinou a paralisação temporária das obras e a consequente dilação do prazo de entrega foi o reiterado descumprimento de cláusulas editalícias por parte da primeira concessionária licitada, situação que forçou o Estado a aplicar multas contratuais e a reformular integralmente o modelo operacional. O gestor da pasta de infraestrutura revelou ainda que a ingerência política e os entraves burocráticos criados pela administração municipal anterior de Várzea Grande prejudicaram sensivelmente o andamento dos serviços de pavimentação rígida na região limítrofe, prolongando o desgaste logístico sofrido pelos comerciantes e motoristas locais.
Paralelamente às intervenções em andamento no primeiro eixo de mobilidade, a implantação do corredor estrutural da Avenida Fernando Corrêa da Costa encontra-se em fase de planejamento, com o processo licitatório ainda pendente de publicação oficial no Diário Oficial do Estado. O secretário-adjunto de Obras da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Isac Nascimento, esclareceu que não há dotação orçamentária empenhada para este trecho específico no presente exercício financeiro, estimando o início efetivo das obras de terraplenagem e drenagem profunda apenas para o primeiro semestre do próximo ano.
O traçado completo do sistema de transporte rápido abrangerá uma extensão linear de 15 quilômetros no trecho principal que conecta as duas maiores cidades do estado, somando-se a outros sete quilômetros projetados para o futuro ramal da região sul de Cuiabá. Para garantir o atendimento eficiente de milhares de usuários diários que dependem do transporte público interestadual, a administração estadual confirmou a aquisição de uma frota inicial composta por 25 modernos ônibus elétricos de alta capacidade, cujos processos de compra direta encontram-se em fase de instrução documental e análise jurídica nos órgãos de controle interno da Sinfra.

As modificações técnicas implementadas no projeto básico das estações visam aumentar a durabilidade do patrimônio público e garantir o conforto térmico dos passageiros em uma região de clima caracteristicamente quente. Nascimento pontuou que o aprimoramento estrutural consistiu na substituição dos aparelhos de ar-condicionado domésticos por eficientes sistemas de climatização industrial, além da instalação de painéis de vidro temperado com tecnologia antivandalismo e de estruturas metálicas de alta resistência contra intempéries climáticas.
O planejamento logístico inicial concebido para o Lote 1, que compreende a ligação expressa entre os terminais de Várzea Grande e do CPA, previa originalmente uma execução célere de apenas seis meses, baseada na abertura simultânea de sete frentes de trabalho intensivo ao longo do leito viário. A estratégia de engenharia englobava intervenções complexas no subsolo e na superfície das principais vias expressas, concentrando o maquinário pesado no quadrante situado entre o Viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a histórica Ponte Júlio Müller.
No entanto, a viabilidade prática desse modelo de intervenção simultânea mostrou-se inviável logo após o início das primeiras escavações, quando o estrangulamento do fluxo de veículos gerou severos congestionamentos e forte descontentamento popular. A equipe técnica da Sinfra avaliou que a manutenção do cronograma agressivo original resultaria em um colapso completo da mobilidade urbana intermunicipal, forçando a adoção de um modelo operacional mais flexível e seguro para os cidadãos.
A execução das obras de engenharia civil passou a ocorrer de forma cadenciada e gradual, sob constante monitoramento e em estreito alinhamento operacional com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá. De acordo com o secretário-adjunto, essa sinergia administrativa permite o planejamento detalhado de desvios no tráfego e de interdições parciais de faixas de rolamento, mitigando os impactos cotidianos e harmonizando o avanço do BRT com as demais obras de saneamento básico conduzidas pelas concessionárias de serviços públicos na capital.
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