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GENERAIS E CORONÉIS PRONTOS PARA GUERRA

Linha de frente de Mendes; “não podemos liberar nenhum dos nossos generais para disputar pleito eleitoral”

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O governador mato-grossense do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, em contato com o Blog do Valdemir disse que o pleito eleitoral, marcado para o mês de novembro, guarda um cenário de incerteza. Segundo o chefe do Executivo Estadual Mauro Mendes, o conjunto de fatores como a econômica, política e sanitarista levará a população a um patamar elevado de irritação e, consequentemente, de maior descrença em relação ao pleito eleitoral.

A população estará irritada, mal humorada, estressada por uma doença, estressada por uma série de mortes, por uma crise econômica e desgastada por esse cenário, político cheio de confissões“, pontuou o líder Democrata Mauro Mendes.

E por falar em confissões, o plano do governador já estava pronto e foi coordenado por “generais e coronéis”, entre os quais o “general de divisão” o secretário Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, incluindo ainda o “general de brigada” o secretário do Estado de Saúde, Gilberto Gomes de Figueiredo, que ajudaram a coordenar a campanha para eleger o “General do Estado Maior”, o empresário e ex-prefeito de Cuiabá por quatro anos.

PS: nem durante o Governo Frederico Campos, em plena ditadura militar houve tantos “generais” no Executivo Estadual. Hoje, eles estão civil, é claro, pois passará para a “reserva” e, ocupam cargos na administração Mauro Mendes.

O incrível é que “os generais”, para ficar e não para disputar cargos eletivos até o próximo pleito que ocorrerá em 2022.

Apesar de que eles estão se revelando uma vocação irresistível para postos Executivos e Legislativos (vereadores, prefeitos, deputado estadual e federal, senador e até governador).

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Até aí, tudo bem. O problema era saber, quem iria para disputar a Prefeitura de Cuiabá?

Porém, eis que surge a “Pandemia” e os “generais”, que coincidentemente faz parte do núcleo duro do Governo do Estado, e estavam cotados para disputar o pleito eleitoral de 2020, recebem o seguinte recado do “General do Estado Maior”.

O DEM vai apresentar candidato, embora o Governo do Estado não priorize eleições. Tínhamos quatro secretários que poderiam ser candidatos, mas o Governo está no meio de uma “guerra”, não podemos liberar nenhum dos nossos generais, nossos coronéis, para disputar eleições“, afirmou Mauro Mendes.

Faltam poucos meses, poucas horas, poucos dias para o primeiro turno das eleições municipais de 2020, mas há nítida movimentação de pré-candidatos que pretendem disputar o cargo de prefeito. Em Cuiabá, troca de telefonemas e mensagens, formação de equipes e participação em reuniões variadas está a pleno vapor.

Na medida em que há 33 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é natural que todos busquem indicar candidatos para disputar eleições, embora haja a possibilidade de coligações entre eles que, entretanto, é agora vedado para as Câmaras Municipais, fato que deverá impor a muitas siglas o lançamento de candidaturas próprias.

É muito saudável que haja disposição para concorrer por parte de muitas pessoas. A democracia se fortalece com a pluralidade de posições e ideias, e os eleitores têm, assim, mais opções de escolha.

Bom…, então ficamos combinados, os generais no pleito eleitoral de 2020, serão como garoto propaganda dos candidatos da base aliada do governador Mauro Mendes. Os “generais” gravarão vídeos para os candidatos da sigla.

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Nota da redação

Hoje existe um distanciamento entre a polarização estadual da política e o que pensa o eleitor nos municípios para as eleições municipais. E para o cientista político, haverá muitas dificuldades para os prefeitos que buscam a reeleição ou indicar sucessores, por causa da situação financeira das prefeituras. E, quando o município entra em crise o eleitor, quando vai escolher um prefeito tem dificuldades de separar o esforço do prefeito da crise. O eleitor culpa os políticos, culpa os políticos locais, pelo quadro de piora na qualidade de vida que a população teve.

É bom ressaltar que, quando começou a reeleição para prefeitos, a taxa de reeleição teve seu pico em 2008, quando chegou a 67%. O menor índice foi na última eleição municipal de 2016, de 47%.

E para finalizar: políticos e líderes partidários acreditam que a “Pandemia” tende a fazer com que o eleitor, busque quem representa maior estabilidade.

E, nesta mesma linha minimiza a possibilidade de uma onda de neófitos ser eleito como ocorreu em 2018. A memória do passado de gestões para avaliar pode prevalecer. Por isso muitos partidos já começam a escalar ex-prefeitos bem avaliados, já que: as eleições de 2020 não são para aventuras. A população e o eleitor querem mais segurança, num sentido amplo e devem apostar em candidatos que deixam boas lembranças.

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Destaques

Povo Rikbaktsa se organiza para receber visitantes em seus territórios

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Desde 2024, o povo Rikbaktsa tem avançado na estruturação do turismo de base comunitária nas Terras Indígenas (TIs) Japuíra e Escondido. Entre os dias 13 e 17 de setembro, vão receber visitantes pela primeira vez. A visita-teste representa uma nova etapa desse processo, permitindo colocar em prática os roteiros, avaliar a experiência e orientar os próximos passos para a implementação da atividade nas modalidades de etnoturismo e observação de aves.

Mais do que preparar os espaços, essa é uma oportunidade para a comunidade experimentar, refletir e aprimorar coletivamente os processos internos para seguir recebendo visitantes em seus territórios sem afetar a dinâmica de vida das aldeias.

Os Rikbaktsa têm dado um passo de cada vez na construção do seu turismo de base comunitária, passando pelo levantamento dos potenciais turísticos; oficinas e capacitações; elaboração de roteiros e cardápios; definição de protocolos e regras para a visitação; e planejamento operacional.

A expectativa é que a atividade seja estruturada para promover encontros e trocas respeitosas entre visitantes e indígenas, valorizando saberes, culturas e modos de vida por meio de experiências conduzidas pela comunidade. Sob essa perspectiva, foram definidas trilhas de observação de aves em áreas estratégicas para apoiar o monitoramento territorial e as mulheres Rikbaktsa trocaram ingredientes e receitas da culinária tradicional para criar cardápios para os visitantes.

O objetivo da visita-teste é colocar em prática todo esse planejamento.

Para que tudo aconteça de uma maneira organizada e para o turismo dar certo dentro do território, a gente resolveu fazer um teste para ver se realmente a comunidade está pronta. É a primeira vez que a gente vai trabalhar com turismo aqui no território, então pra gente é uma ferramenta nova. Foram divididas as responsabilidades e agora estamos fazendo um mutirão“, comentou Rogederson Natsitsabui, jovem liderança da TI Japuíra.

Esse mutirão envolve diferentes frentes de trabalho. Estão sendo realizadas pequenas reformas em banheiros e cozinhas comunitárias, construção de algumas casas tradicionais para acomodar os visitantes e preparação de trilhas que integram os roteiros de visitação. Também foi definida uma equipe administrativa para cuidar da logística e do levantamento de custos, enquanto a coordenação organiza os mutirões nas aldeias e o trabalho de guias, cozinheiras, pescadores e demais pessoas envolvidas na atividade.

Estamos preparando um lugarzinho onde vamos contar as histórias. A gente está bem adiantado nessa questão de turismo, várias coisas a gente já se organizou. Eu, por exemplo, vou atender o pessoal na balsa e trazer até aqui na aldeia [Pé de Mutum]. E os outros vão estar fazendo outras coisas, cada um sabe das suas responsabilidades“, explicou Márcio Wauria Rikbakta, outra jovem liderança que acompanha desde o início o processo de estruturação da atividade.

O turismo de base comunitária, quando construído de forma coletiva e alinhado aos modos de vida dos povos indígenas, é um instrumento que contribui com a geração de renda, a governança, a valorização dos saberes tradicionais e a qualidade de vida, mas é importante que seja adaptado ao calendário tradicional Rikbaktsa, que inclui festas, rituais, afazeres cotidianos, caça, coleta, enfim, tudo que compõe seu modo de vida.

Turismo numa perspectiva de ferramenta de gestão territorial. Além da geração de renda sustentável, pode ser uma atividade que os leve a atingir outros resultados, como a valorização da cultura, o fortalecimento da língua, a aproximação dos jovens e uma perspectiva de futuro por meio da ancestralidade“, destacou Camila Barra, consultora para negócios comunitários e gestão territorial, que conduziu algumas formações e tem acompanhado de perto esse processo de estruturação.

A estruturação do turismo de base comunitária está prevista no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do povo Rikbaktsa e sua implementação é um dos eixos do projeto Berço das Águas, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) junto aos povos Rikbaktsa e Apiaká, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Esta é a quarta edição do projeto, que tem apoiado, desde 2011, a gestão territorial de diferentes povos na bacia do rio Juruena.

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Composto por pactuações e acordos internos, o PGTA é um documento elaborado pelo povo que pensa a gestão das terras indígenas em aspectos sociais e ambientais.

É um instrumento de luta política e autonomia que reúne as principais diretrizes no que diz respeito à história, organização social e política, cultura, educação, saúde, geração de renda, vigilância, monitoramento e soberania alimentar.

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