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Licitação da Secretaria de Saúde de R$ 4 milhões é vencida por 12 empresas nacionais em Várzea Grande
CREDIBILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO EM VÁRZEA GRANDE AMPLIOU O LEQUE DE PARTICIPANTES NAS LICITAÇÕES DA ÁREA DE SAÚDE PÚBLICA
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande finalizou processo licitatório para aquisição de material médico-hospitalar no valor de R$ 4,333 milhões que abastecerá a Rede Pública pelos próximos 12 meses.
Saíram vencedoras e foram habilitadas 12 empresas nacionais que terão 10 dias para o fornecimento dos pedidos, na medida em que os mesmos forem solicitados de acordo com a demanda de cada unidade.
Não esta descartada a possibilidade de as empresas entregarem os pedidos antes do prazo legal.
As duas principais unidades a serem atendidas são o Hospital e Pronto Socorro Municipal e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) IPASE, além das cinco policlínicas e as Unidades Básicas da Saúde (UBS).
"A participação de 12 empresas nacionais que estão entre as principais do país é uma demonstração da credibilidade da Prefeitura de Várzea Grande, mais precisamente da prefeita Lucimar Sacre de Campos e sinaliza que estamos no caminho certo na busca de soluções para atender a gigantesca demanda da Saúde Pública em Várzea Grande", disse o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes.
Entre os principais produtos que serão fornecidos estão seringas, agulhas, escalpes, compressa de gazes, algodão, luvas para médicos e enfermeiros, cateter, esparadrapo, atadura, abaixador de língua entre outros materiais que são essenciais para o funcionamento das unidades de saúde pública.
O secretário assinalou que na medida em que os fornecedores recuperaram a credibilidade imposta pela prefeita Lucimar Sacre de Campos, os processos licitatórios ganharam uma nova dinâmica e a participação se tornou mais efetiva.
"Existia uma questão de credibilidade arranhada decorrente do tratamento de gestões anteriores para com os fornecedores do Poder Público Municipal que ficou no passado, graças a pontualidade nos pagamentos, a transparência no processo licitatório e principalmente o fato de que a administração municipal trabalha em um único sentido, atender a demanda da população por uma saúde de qualidade em suas unidades que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS) e são portas abertas, atendem a todos", disse Diógenes Marcondes.
O titular da pasta de Saúde Pública de Várzea Grande lembrou ainda que a demanda por material médico-hospitalar é sempre crescente, até mesmo porque as unidades médicas no município dobraram sua capacidade de atendimento.
"O Hospital de Pronto Socorro e a UPA IPASE já atenderam mais de 200 mil pessoas que fizeram cerca de 350 mil procedimentos médicos, lembrando que a mesma pessoa invariavelmente faz mais de três procedimentos, sendo uma consulta, um exame, uma vacina, um curativo, um raio-x ou qualquer outro", apontou o secretário de Saúde de Várzea Grande sinalizando que se somar as demais unidades se terá valores referentes a saúde básica ainda maiores.
Diógenes Marcondes acrescentou ainda que conforme o sistema informatizado da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande for apontando as demandas vai se preparando um novo processo licitatório para que não haja mais a necessidade de compras emergenciais.
"Como atualmente temos em execução um planejamento estratégico, fica mais fácil dimensionar as necessidades e providenciar para que não faltem materiais hospitalares na área da saúde pública em Várzea Grande", frisou o titular, sinalizando que toda a saúde pública local tem recebido atenção especial e se utilizado do que existe de mais moderno como sistemas informatizados e de controle de estoque que verificam quantidade e prazo de validade de todos os produtos para evitar perdas e prejuízos.
Destaques
Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento
Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.
O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.
O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.
O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.
A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).
A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.
A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.
A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.
O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.
Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.
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