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UM TIRO NO ESCURO

Duelo inesperado entre Mauro e Márcia; eitaaa…, MDB, só você

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Enfim um pouco de novidade no cenário político mato-grossense. Quando a primeira dama entrou no jogo eleitoral em Mato Grosso, jamais imaginaram que confirmaria nas convenções sua candidatura do Palácio Paiaguas, mesmo com uma alternativa ao Senado Federal mais atrativo.

Nem os mais otimistas dos frequentadores do Boteco da Alameda, apostavam numa candidatura da primeira dama, bom…, apesar que até o momento não foi registrada a chapa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A não ser que ocorra uma reviravolta e o presidente estadual do Partido Verde (PV), Aluízio Leite, mude completamente de ideia e de a bênção para uma “dobradinha” com o deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller e candidato ao Senado da República.

No entanto, é resistente e não vai mudar a posição e diz, que Márcia Pinheiro, candidata escolhida até o momento será o contraponto nesta eleição de 2 de outubro.

Dependendo do que ocorrer até dia 15 de agosto, a primeira dama de Cuiabá, Marcia Pinheiro, seguirá firme com sua candidatura. E uma novidade, o grupo está tentando uma contratação do experiente em campanha, o marqueteiro Carlos Rayel.

Contudo, porém, entretanto, se a “Federação Brasil Esperança” não tivesse alimentado as esperanças de que poderia ter candidato ao Governo do Estado, Márcia Pinheiro poderia até avaliar uma candidatura ao Senado Federal, com a votação expressiva ajudaria a “oposição” eleger seus pré-candidatos. Isso está fora de cogitação.

Além de ser um “tiro no escuro” é uma experimentação arriscada e a biografia da primeira dama estaria em jogo. Não há espaços para erros. E o caminho é mesmo para o Palácio Paiaguas.

O que muda

Não podemos negar que a eleição mudou o cenário. A disputa caminhava para o W.O., o menino da Rua Joaquim Murtinho, o prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro, caminhava para o ostracismo ao fim do mandado em 2024, no final do dia 5 de agosto, voltou a ser o “cara da oposição” para manter acesa a chama da discórdia com Mauro Mendes.

Agora vamos esperar o que vem do Palácio Alencastro. Se vier com discurso de humanizar a gestão, cai nos braços do povo, porque em 2022 o discurso social dará a tônica do pleito eleitoral. Márcia Pinheiro vai concentrar sua campanha em apontar o “continuísmo”.

Segundo o meu amigo de Vadjú, Márcia Pinheiro será a “adversária mais desconfortável” para Mauro Mendes. Cenário semelhante ao de quatro anos atrás quando Mauro enfrentou a rejeição e o medo de Zé Pedro Gonçalves Taques e venceu a eleição no primeiro turno.

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Para os frequentadores do Boteco da Alameda, o governador mato-grossense do União Brasil (UB), Mauro Mendes Ferreira, terá que modificar o seu discurso para alcançar um apelo mais amplo.

Duelo inesperado

O aparecimento de uma candidatura da “oposição” no cenário eleitoral, Márcia Pinheiro, faz com que o pleito eleitoral em Mato Grosso saia da mesmice, apesar de que o candidato do União Brasil (UB), Mauro Mendes ainda é o favorito segundo as pesquisas internas e de opinião pública.

Entretanto, nas redes sociais, onde é mais ativo, o menino da Rua Joaquim Murtinho, o emedebista Emanuel Pinheiro, comemora que “perderam os que acreditaram que seriam W.O.”. Agora, a campanha da primeira dama e candidata do Partido Verde (PV), Márcia Pinheiro tentará obter uma boa votação.

Enquanto isso, o governador Mauro Mendes articula uma ampla aliança para garantir a reeleição ainda no primeiro turno. A “Federação Partidária” aposta todas as fichas na primeira dama de Cuiabá Márcia Pinheiro, que recebeu a bênção do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

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MDB

Eitaaa…, MDB só você… a sigla emedebista deixou em ata na convenção no dia 4 de agosto, que a coligação aprovada foi a de governador, mas que para o Senado Federal, o partido decidiu não apoiar formalmente ninguém.

Porém, é importante ressaltar que a aliança firmada pelo governador Mauro Mendes, além do MDB, conta com Republicanos, PSDB, PSB, Cidadania, Prós, Podemos e PL.

Assim sendo, o MDB, estaria dentro da coligação completa, ou seja, apoiando o governador Mauro Mendes do União Brasil (UB), o vice Otaviano Olavo Pivetta e o candidato a reeleição para o Senado Federal, Wellton Antônio Fagundes, do Partido Liberal (PL).

Após está lambança, o presidente do Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso, o cacique Carlos Gomes Bezerra, disse que se a Justiça Eleitoral incluir o partido na coligação ao Senado, o MDB vai recorrer. A preocupação de Bezerra é devido ao acordo que fez com o progressista Neri Geller, para que o PP não lançasse candidatura a Câmara Federal.

Nos bastidores da política Mato-grossense o “bicho” tá pegando e Neri já mandou o recado que não aceita o MDB coligado com Wellton.

PS: Mauro Mendes e nem Márcia Pinheiro registraram as suas candidaturas. Wellton também não registraram as candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Até o fechamento desta matéria, apenas o progressista Neri Geller registrou sua candidatura no TRE.

Ficaremos de olho, mudanças estarão acontecendo a qualquer momento.

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Política

O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”

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O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.

A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.

Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.

A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.

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O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.

O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.

A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.

Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.

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O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.

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