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CUIABÁ É REFERÊNCIA NACIONAL

Cuiabá reduz em 60% Índice de homicídios

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Queda nos principais indicadores de segurança, melhoria na relação com Estados e Municípios, articulação para a contenção de crimes contra mulheres e crianças, redução do desmatamento na Amazônia, e a aposta na política de tirar de circulação armamentos ilegais.

De acordo com o balanço do Atlas da Violência, o Brasil fechou o ano de 2023 com o menor registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) desde 2010. Em 2023, foram registrados 40.429 CVLIs. No comparativo com 2022, que registrou 42.190 CVLIs, a redução é de 4,17%, o que representa quase 2 mil vidas de brasileiros e brasileiras salvos.

A cada 10 vítimas de homicídio no Brasil, sete são pessoas negras. Os dados integram o Atlas da Violência 2024, divulgado nesta semana (18), com base em dados de 2022.

O que aconteceu

Em 2022, 76,5% dos homicídios do Brasil foram contra negros. O percentual representa 35.531 negros mortos intencionalmente no país. As mortes de pessoas não negras são 19,4% do total de mortes com registro racial.

Para cada pessoa não negra morta por homicídio, três negros morrem por assassinato. Ainda segundo o Atlas da Violência, a taxa de mortes intencionais para população negra é de 29,7 a cada 100 mil habitantes do grupo, frente a 10,8 de taxa para pessoas de outros recortes raciais.

De acordo com o levantamento, 10.209 (19,4%) pessoas de outras raças e etnias foram assassinadas em 2022. O número corresponde a mortes de pessoas brancas, indígenas e amarelas.

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Número de negros assassinados teve pequena queda em relação ao último levantamento. No Atlas da Violência divulgado em 2023, com dados de 2021, o número de mortes de negros por homicídio atingiu a maior marca em 11 anos, com 35.616 homicídios. No início da série histórica, em 2012, a taxa era de 37 mortes a cada 100 mil negros.

Cuiabá comemora queda na taxa de homicídios

A taxa de homicídios estimados em Cuiabá reduziu 59,9% em dez anos, conforme o Atlas da Violência, divulgado nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O diretor metropolitano da Polícia Judiciária Civil, delegado Wagner Bassi Junior, avalia que o desempenho da segurança pública na Capital é resultado de ações integradas do Governo de Mato Grosso, que tem realizado investimentos expressivos na Segurança Pública desde o início da gestão.

A Capital apresentou uma redução na taxa de homicídios de 59,9% nos últimos 10 anos, o que demonstra uma a eficiência do sistema que tem sido adotado, com altos investimentos em tecnologia, em capacitação dos servidores, treinamento e estrutura da unidade que investiga os homicídios, destaca o delegado.

De acordo com o levantamento, Cuiabá é uma das três capitais mais seguras do país, tendo registrado, em 2022, a taxa de homicídio de 15,2% por 100 mil habitantes. A capital mato-grossense fica atrás apenas de Florianópolis (8,9%) e Brasília (13%).

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Desde o início da gestão, em 2019, a redução acumulada no número de homicídios estimados foi de 14,6%. Para Wagner Bassi Junior, os indicadores refletem a sensação de segurança e normalidade junto à população.

O delegado ainda ressalta que os indicadores acompanham a forte atuação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, que apresenta uma taxa de resolução de inquéritos de 68%. Já o índice de localização de pessoas desaparecidas é de 98%.

A DHPP de Cuiabá é reconhecida nacionalmente como referência nas investigações de crimes de homicídio e desaparecimento de pessoas, o que resulta em um índice extremamente alto de esclarecimento de homicídios, que atinge padrões internacionais. Isso faz com que o cidadão tenha uma sensação de segurança maior e a gente nota uma redução clara dos índices de homicídios ocorridos no município, afirma.

O Atlas da Violência 2024 é um documento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) junto ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O levantamento é divulgado com dados obtidos junto ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

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Destaques

Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande

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A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.

Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.

As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.

Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.

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O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.

A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.

Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.

Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.

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Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.

A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.

Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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