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“Covid-19”: Mato Grosso está preparado para a flexibilização do isolamento social?

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Algumas cidades do Estado de Mato Grosso vem retomando gradativamente as suas atividades econômicas e, o que vem preocupando é a situação do comércio, que é, formada na sua maioria de micros e pequenas empresas. A suspensão destas atividades é dramática.

O que se observa é que os supermercados abertos, mas as pessoas não tem dinheiro para comprar alimentos.

Como a Covid-19 não veio com manual de procedimentos, e o manejo e controle do vírus ainda é desconhecido para todos, a necessária flexibilização do Isolamento social, que a entidades empresariais vêm solicitando do Governo do Estado, deve começar possivelmente a partir do início de Maio, considerando que o varejo e os setores de serviços, alegam prejuízos econômicos expressivos.

Em relação a queda da economia mato-grossense é difícil de prever, já que o Estado tem forte Agronegócio e estão em todo vapor trabalhando.

Entretanto os negócios menores são os mais infectados pelos efeitos do Coronavirus. Os setores mais afetados são: varejo tradicional, construção civil, alimentos fora do lar e beleza.

Sendo que a maior preocupação das empresas é com a falta de dinheiro para pagar as contas que estão vencendo, de salários, aluguéis e outras.

Na realidade todos os setores estão com problemas. Cabe aos gestores injetar recursos, como o pagamento de salários dos servidores públicos.

Alguns prefeitos nos últimos dias, estão estudando o impacto nestes setores, vem dando o primeiro passo para enfrentar a crise. Entretanto é bom adotar algumas medidas antes de flexibilizar o isolamento social.

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É importante ressaltar que a Organização Mundial de Saúde (OMS), listou critérios a serem preenchidos antes de afrouxar o distanciamento social. Se a eficácia dessas estratégias é inegável, restam dúvidas sobre qual o momento ideal de flexibiliza-las. Dai porque a Organização Mundial de Saúde listou 6 critérios que devem ser preenchidos antes de começar a afrouxar paulatinamente o controle de movimentação da população.

Ressaltando que estes itens foram criados, pensando mais em países da Ásia e da Europa, onde a “Pandemia” se disseminou antes do que em Mato Grosso.

E que, um relaxamento prematuro das políticas de isolamento social culminaria em um crescimento rápido de óbitos pelo Covid-19 e, desperdiçaria parte do esforço conjunto de antes.

Então senhores prefeitos e população mato-grossense, é, preciso seguir nesse caminho de participação ativa e engajamento nos assuntos da prevenção. É bom estar ciente que a retomada do desenvolvimento só acontecerá com um ambiente favorável.

A grande questão é: Mato Grosso está preparado para a flexibilização do isolamento?

Nós do Blog do Valdemir, separamos abaixo, os pontos propostos pela Organização Mundial de Saúde, que devem ser cumpridas, antes de começar diminuir as medidas do isolamento social.

E trouxemos informações breves, sobre onde Mato Grosso se encontra em cada um.

1- Transmissão do vírus controlada: em Mato Grosso o número de infectados e óbitos estão ainda no controle. Porém o Governo reconhece que há transmissão comunitária em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.

2- Sistema de saúde com capacidade de detectar, testes, isolar e tratar todas as pessoas com “Coronavirus” e os seus contatos mais próximos: Mato Grosso adquiriu mais de 10 mil testes para detecções da “Covid-19”, por meio de análise de “RT-PCR”, com os novos testes, o Laboratório de Análise do Estado de Mato Grosso (Lacem-MT), vai ampliar a realização que diagnostica ou descarta a infecção pelo novo “Coronavirus”.

3- Controle de surtos em locais especiais como instalações hospitalares: boletins epidemiológicos da SES demonstra preocupação com a incidência de infecções nos profissionais da saúde, além de admitir que pode haver falta de equipamentos de proteção individual, como máscaras para os profissionais.

4- Medidas preventivas de controle em ambientes de trabalho; escolas e outros lugares, onde as pessoas precisam ir: houve uma ampla discussão sobre o assunto em Mato Grosso.

5- Manejo adequado de possíveis novos casos importados: as fronteiras mato-grossense, estão cheias de restrições. Mas, sem capacidade de testagem rápida, fica difícil frear efetivamente pessoas infectadas vindas de fora.

6- Comunidade informada e engajada com as medidas de higiene e as novas normas: há registros em cidades de pessoas, se manifestando contra as medidas sociais, além de aglomerações desnecessárias. Isso sugere que ainda há bastante gente negligenciando a pandemia de “Coronavirus”.

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Destaques

“Tem deputado que xinga o Agro mas o dinheiro do Agronegócio banca sua família e suas amantes”

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Em pronunciamento marcado pela defesa veemente dos repasses financeiros ao Agronegócio, chefe do Executivo Municipal, Abilio Jaques Brunini (PL), confronta opositores e vincula arrecadação rural à sustentação direta dos serviços públicos estruturais.

A tradicional Exposição Industrial, Comercial e Agropecuária (Expoagro) consolidou, em sua 58a edição nacional, o estatuto de principal circuito de feiras integradas de desenvolvimento rural e entretenimento de massa do território brasileiro. O evento projeta-se como uma vitrine estratégica de fomento econômico e transferência tecnológica para o setor produtivo primário nacional.

O Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), assumiu o protagonismo central do ato solene de inauguração ao proferir um pronunciamento incisivo voltado à defesa das matrizes orçamentárias públicas destinadas ao Agronegócio. A manifestação institucional do chefe do Poder Executivo Municipal alinhou-se formalmente aos interesses das lideranças corporativas rurais de Mato Grosso.

A solenidade oficial e as atividades correlatas ocorrem rigorosamente entre os dias 10 e 19 de julho de 2026, período em que a capital mato-grossense centraliza os debates políticos e as transações mercantis do Complexo Agroindustrial. O cronograma temporal foi estruturado de forma a otimizar o fluxo de investimentos previstos para o segundo semestre do ano fiscal.

O Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro, localizado em área estratégica da capital, sedia a integralidade da feira setorial, transformando-se no epicentro das exibições de insumos e maquinários. A escolha do espaço reflete a necessidade de infraestrutura robusta para comportar a logística complexa e o expressivo contingente de expositores nacionais e internacionais.

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A viabilização do acesso ao recinto transcorre por meio de uma política de portões abertos, garantindo a gratuidade integral da entrada para a população civil durante os dez dias de programação. Essa modalidade de gestão pública visa democratizar o fluxo de visitantes, aproximando o ambiente técnico do agronegócio da comunidade urbana cuiabana.

A justificativa para o direcionamento de volumosos aportes financeiros governamentais ao evento fundamenta-se na premissa técnica de que o Agronegócio constitui a viga mestra da economia estadual. Sob a ótica da gestão municipal, o estímulo ao setor primário induz o fortalecimento direto da arrecadação tributária, retroalimentando as contas do erário.

O objetivo precípuo da expressiva subvenção econômica reside na ampliação e dinamização dos canais de captação de receitas fiscais que viabilizam o financiamento perene das macro políticas sociais. A articulação visa chancelar o retorno prático dos investimentos em forma de melhorias estruturais de Saúde, Segurança e Educação Pública Regional.

O ambiente de cooperação mútua materializa-se por intermédio da inclusão de uma agenda cultural descentralizada, coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura, que inseriu artistas locais em dois momentos distintos da feira. Essa medida técnico-institucional amplia de forma inédita o espaço de difusão da identidade artística de Cuiabá em uma vitrine originalmente voltada ao comércio rural.

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A conjuntura política da abertura, contudo, foi marcada por forte tensionamento ideológico decorrente das duras críticas desferidas pelo prefeito a parlamentares estaduais e a profissionais da Educação.

O governante municipal censurou enfaticamente a postura de opositores que, segundo sua leitura, atacam as bases produtivas do campo ao mesmo tempo em que usufruem dos dividendos fiscais por elas gerados:

Tem deputado na Assembleia Legislativa sendo sustentado com dinheiro do agronegócio, está sendo bancado pelo agronegócio, e ainda é capaz de xingar o agronegócio, que sustenta ele, sua família e as suas amantes com dinheiro do agronegócio. É brincadeira um negócio desse? E ainda tem professora na sala de aula dizendo que o agro é ruim, que o agro mata“.

Como decorrência imediata das discussões travadas no fórum agropecuário, projeta-se o acirramento do debate sobre a destinação constitucional das receitas, cujos percentuais orçamentários como os 25% vinculados à Educação e os 26,5% à Saúde, encontram-se intrinsecamente atrelados à produtividade rural.

A estabilidade futura dos investimentos em Infraestrutura e Saneamento Básico permanecerá, portanto, dependente do dinamismo econômico demonstrado pelas cadeias produtivas do campo.

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