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SERTANEJO RAIZ

20ª edição do Encontro Nacional de Violeiros de Poxoréu

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Neste final de semana (30/05 e 01/06), o público de Poxoréu e região participam do maior evento da viola caipira, que é tradição entre o povo interiorano de Mato Grosso. O Encontro Nacional de Violeiros chega em sua 20ª edição com o intuito de reforçar tais raízes e propagar uma cultura tão rica como essa. Promovido pela Secretaria de Turismo e Cultura de Poxoréu e Sistema Comércio-MT, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), o evento reúne grandes nomes da música caipira, proporcionando um encontro de gerações.

O Parque de Exposições da cidade mato-grossense será o palco das apresentações do sertanejo raiz, com Pâmella Viola e Karoline, Bruna Viola e Mayck e Lyan no palco principal, além dos nomes como Zé Mulato & Cassiano, Vinícius & Venâncio, Divino & Donizetti, Orquestra de Viola de Poxoréu e outros, que ao todo somam 20 violeiros na Concha Acústica.

O público ainda é convidado a participar do projeto Sesc Mesa Brasil, por meio da doação de um quilo de alimento não perecível (exceto sal) na entrada do evento. Os itens são destinados a instituições sociais que auxiliam famílias em situação de vulnerabilidade.

O presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, José Wenceslau de Souza Júnior, comemora os 20 anos da edição.

O Encontro é uma tradição, assim como a cultura que estamos valorizando com a produção do evento. É extremamente importante reunirmos músicos que são de diferentes gerações, pois isso demonstra como a música raiz tem o poder de seguir forte com o passar do tempo“, enfatiza.

O diretor regional do Sesc-MT, Allan Serotini, destaca a importância do Encontro de Violeiros para a popularização do conhecimento da viola caipira.

Se trata de um espetáculo singular, que traz nomes que são de grande importância para a cultura e história da viola caipira. É uma enorme honra apoiar essa iniciativa que fomenta a cultura em nosso estado“, completa.

Atrações de peso

Com apoio da Avicpox (Associação de Promoção da Viola Caipira de Poxoréu), Sindicato Rural De Poxoréu e Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secel (Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer), o evento tem início às 17h30 do dia 30 de maio, na Concha Acústica, com apresentação do grupo Os Altaneiros, Os Dois Mineiros, Juliana Andrade, Batô e Cleber e Os Diamantes do Catira.

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A abertura dos shows no palco principal fica por conta de Pâmella Viola e Karoline. A dupla é da cidade de Poxoréu e sua primeira apresentação foi no próprio Encontro de Violeiros, há 8 anos. Sua união foi marcada pela música, iniciada em uma roda de viola, evidenciando suas raízes culturais e a paixão compartilhada pela música sertaneja.

A dupla é responsável por abrir o show da artista Bruna Viola, que teve seu primeiro contato com o instrumento aos 10 anos de idade. Aos 15, já estava com equipe formada. Influenciada pelo avô, que era fã de Tião Carreiro e Zico e Zeca.

Meus avós maternos eram músicos, então, é algo que corre no meu sangue, não tinha como assumir outro caminho“, comenta a cantora e instrumentista.

Sua dedicação à música sertaneja raiz foi reconhecida em 2017, quando ganhou a 18ª edição do Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras com a obra “Melodias do Sertão“. A jovem mantém o sertanejo raiz vivo, contribuindo significativamente para a preservação e promoção desse gênero musical no Brasil. Em 2011 recebeu o Prêmio Rozine de Excelência da Viola Caipira e já foi indicada ao Prêmio Prata da Casa pelo Sesc Pompéia-SP.

Já no segundo dia, 1º de junho, o palco principal recebe a dupla sertaneja Mayck e Lyan. Fãs de Tião Carreiro, Pardinho e Ronaldo Viola, a dupla se destacou entre os 20 artistas que mais venderam discos no Brasil segundo a ABPD em 2006.

Em 2023, a música “Chuva no Pantanal” foi escolhida para a trilha sonora da novela “Pantanal“, da Rede Globo, o que representou um grande impulso na carreira da dupla, sendo eles convidados para participações com grandes artistas.

Sobre o Sesc-MT

O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso. Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e quatro unidades móveis que circulam pelos municípios do interior.

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O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

PROGRAMAÇÃO DO ’20º Encontro Nacional de Violeiros de Poxoréu’

30 de maio

Vinícius e Venâncio – 17h30 | Concha Acústica
Os Altaneiros – 18h30 | Concha Acústica
Os dois Mineiros – 19h25 | Concha Acústica
Juliana Andrade – 19h43 | Concha Acústica
Batô e Cleber – 20h33 | Concha Acústica
Os Diamantes do Catira – 21h20 | Concha Acústica
Abertura – 21h50 | Concha Acústica
Peão Carreiro e Praiano – 21h50 | Concha Acústica
Goiano e Paraense – 22h20 | Concha Acústica
Divino e Donizetti – 23h35 | Concha Acústica
Pâmella Viola e Karoline – 00h30 | Palco principal
Bruna Viola – 01h15 | Palco principal

1° de junho

Concurso de Violeiros Amador e Mirim – 8h | Concha Acústica
Ferreirinha e Joari – 14h | Concha Acústica
Marco Aurélio e Montenegro – 15h | Concha Acústica
Aurélio Miranda – 16h | Concha Acústica
Fernando e Osmair – 16h30 | Concha Acústica
Pâmella Viola e Karoline – 17h40| Concha Acústica
Trio Viola Raiz (Catira) – 18h20 | Concha Acústica
Zé Mulato e Cassiano – 19h40 | Concha Acústica
Orquestra de Viola do Sesc Poxoréu – 20h40
Orquestra de Viola do Sesc Minas Gerais – 21h00
Mococa e Paraíso – 21h30 | Concha Acústica
Pedro Paulo e Paulo Vitor – 22h45 | Concha Acústica
Pâmella Viola e Karoline – 00h00 | Palco Principal
Mayck e Lyan – 01h15 | Palco Principal

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Destaques

Avanço da Meningite em Mato Grosso mobiliza autoridades e alerta população

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) apresentou, nesta quinta-feira, dia 7, um balanço epidemiológico que eleva o estado de alerta das autoridades sanitárias em virtude do rápido avanço da meningite no território mato-grossense. O monitoramento contínuo das notificações revela um cenário de preocupante crescimento na incidência da patologia, que se caracteriza pela inflamação severa das meninges, as membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal.

O aumento súbito de casos e a velocidade da transmissão indicam uma pressão crescente sobre o sistema de vigilância epidemiológica e exigem uma resposta articulada entre as esferas estadual e municipal de gestão pública.

O panorama estatístico atual é marcado pela confirmação de 33 casos da doença e pelo registro de 8 óbitos ocorridos apenas no decorrer do presente ano, evidenciando uma taxa de letalidade considerável que desafia os protocolos locais de assistência médica. A rapidez com que o quadro clínico dos pacientes evolui tem sido um dos principais obstáculos para o controle da mortalidade, uma vez que a meningite exige intervenção terapêutica imediata para evitar sequelas neurológicas permanentes ou o desenlace fatal.

A divulgação desses dados visa não apenas informar, mas também compelir a sociedade civil a adotar medidas preventivas rigorosas diante de uma enfermidade que demonstra alta virulência neste semestre.

A capital do estado, Cuiabá, concentra o maior volume absoluto de contaminações até o momento, contabilizando 7 diagnósticos positivos que a posicionam no ápice do ranking de contágio regional. Logo após, Várzea Grande, o segundo maior colégio eleitoral do estado, registra 5 casos, demonstrando que a região metropolitana é o principal polo de disseminação da bactéria ou do vírus causador da inflamação.

A densidade demográfica dessas localidades facilita a propagação de patógenos por vias respiratórias, o que justifica a concentração das ocorrências em áreas urbanas de maior circulação de pessoas, onde o monitoramento deve ser intensificado para conter novos surtos isolados.

No interior do estado, os municípios de Rondonópolis e Sinop apresentam estatísticas que preocupam os gestores de saúde, com 3 ocorrências confirmadas em cada uma dessas jurisdições. Entretanto, a situação em Sinop reveste-se de particular gravidade, pois a cidade detém o maior índice de letalidade do estado em 2026, com 3 mortes ratificadas oficialmente. Esse dado aponta para uma concentração atípica de gravidade nos casos registrados naquela localidade, o que demanda uma investigação técnica por parte da SES-MT para identificar se há uma cepa específica em circulação ou se existem gargalos no fluxo de atendimento e diagnóstico precoce na região norte.

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Os óbitos remanescentes encontram-se distribuídos por diferentes regiões do estado, com Cuiabá registrando 2 mortes, enquanto as cidades de Juscimeira, Sorriso e Vila Bela da Santíssima Trindade contabilizam uma vítima fatal cada. A dispersão geográfica das mortes indica que o risco biológico não está restrito a um único cinturão sanitário, mas permeia diversas zonas do território mato-grossense, afetando municípios de pequeno e médio portes.

Essa interiorização da gravidade clínica da meningite impõe aos centros de saúde municipais o desafio de manter as equipes de pronto atendimento treinadas para o reconhecimento imediato dos sintomas característicos da doença.

A análise demográfica das vítimas revela que a enfermidade castiga com severidade ímpar o grupo de lactentes, sendo que bebês com menos de um ano de idade somam 8 dos registros oficiais de contágio. A vulnerabilidade imunológica inerente a essa faixa etária torna a proteção desses indivíduos uma prioridade absoluta nas políticas de prevenção e assistência. A exposição precoce a agentes patogênicos agressivos sublinha a necessidade de um acompanhamento pediátrico rigoroso, uma vez que o organismo em desenvolvimento possui menor capacidade de resposta às complicações inflamatórias agudas provocadas pela infecção das membranas cerebrais.

No tocante à mortalidade, os dados estratificados por faixa etária indicam que a maior concentração de óbitos reside no grupo de crianças entre 5 e 9 anos de idade, demonstrando que a letalidade não poupa os jovens em idade escolar. Paralelamente, as autoridades de saúde detectaram um fenômeno relevante entre os adultos, especificamente na faixa etária que compreende os indivíduos de 50 a 64 anos, com 7 casos confirmados.

Essa bimodalidade na distribuição etária sugere que, embora a infância permaneça como o foco de maior risco de morte, a população adulta também deve estar atenta à sintomatologia e ao status vacinal pessoal.

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A principal causa do agravamento da crise epidemiológica reside na insuficiente cobertura vacinal e na rapidez intrínseca com que a meningite desestabiliza o equilíbrio orgânico do paciente. As autoridades sanitárias reforçam que a vacinação é, incontestavelmente, a única defesa eficaz contra as diversas cepas da doença que circulam livremente no ambiente. A negligência com o calendário de imunização, por vezes influenciada por desinformação, cria bolsões de suscetibilidade que permitem a reemergência de casos graves em proporções que poderiam ser evitadas mediante a manutenção de altos índices de proteção imunológica coletiva.

Como resposta imediata a esse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde intensificou as campanhas de conscientização e a oferta de imunizantes por intermédio das unidades básicas do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação oficial é que pais e responsáveis compareçam aos postos de vacinação para atualizar os cartões de vacina das crianças, garantindo que todas as doses previstas no Plano Nacional de Imunização sejam devidamente administradas.

Além da imunização, recomenda-se a manutenção de ambientes arejados e a higiene frequente das mãos como medidas complementares para mitigar a transmissão de gotículas respiratórias que transportam os agentes infecciosos.

Em conclusão, a evolução da meningite em Mato Grosso em 2026 configura um desafio de Saúde Pública que requer vigilância constante e responsabilidade compartilhada entre governo e população. A gravidade da doença, evidenciada pelas mortes em cidades como Sinop e Cuiabá, serve como um lembrete austero da importância da medicina preventiva e da prontidão hospitalar.

Somente por meio da vacinação em massa e do diagnóstico ágil será possível reverter a tendência de crescimento dos casos e proteger as futuras gerações dos danos irreversíveis que essa patologia pode infligir à integridade neurológica e à vida dos cidadãos.

CONFIRA OS NÚMEROS POR MUNICÍPIO:

Cuiabá: 7 casos (2 mortes)
Várzea Grande: 5 casos.
Sinop: 3 casos (3 mortes)
Rondonópolis: 3 casos.
Juscimeira: 2 casos (1 morte)
Sorriso: 2 casos (1 morte)
Vila Bela da Santíssima Trindade: 2 casos (1 morte)
Cáceres: 2 casos.
Outras cidades (Barra do Garças, Colíder, Canarana, etc.): 1 caso cada.

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