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Um novo homem

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Autor: Francisney Liberato*

Ele apenas aceitou e O seguiu.

O nome André, que do grego, Andreas, significa “viril ou varonil”, foi um dos doze discípulos de Jesus, (Mateus 10:2 e Lucas 6:14). Irmão de Simão Pedro, ele era de Betsaida (João 1:44), do norte do mar da Galileia, e trabalhava como pescador, igual ao seu irmão (Mateus 4:18). Pedro e André moravam juntos na cidade de Cafarnaum (Marcos 1:29).

O livro “Manual de arqueologia bíblica Thomas Nelson”, de Randall Price e H. Wayne House, fala sobre essa cidade:

A cidade de Betsaida (lit. “casa da pesca”) é mencionada várias vezes nos Evangelhos. De fato, a área entre Betsaida e Cafarnaum é onde acontecia a maioria das atividades de Jesus na Galileia. Aqui no relato de João, diz-se que Betsaida era a cidade natal de Filipe, André e Pedro (embora seja possível que Pedro tenha se mudado para Cafarnaum em algum momento)”.

É provável que, desde a infância, Pedro e André tivessem amizade com outros dois pescadores, também irmãos e nascidos em Cafarnaum, Tiago e João, filhos de Zebedeu.

André viu João Batista apresentar Jesus como o “Cordeiro de Deus” que tira o pecado, (João 1:38-41):

Então Jesus olhou para trás, viu que eles o seguiam e perguntou: — O que é que vocês estão procurando? Eles perguntaram: — Rabi, onde é que o senhor mora? (“Rabi” quer dizer “mestre”). — Venham ver! — disse Jesus. Então eles foram, viram onde Jesus estava morando e ficaram com ele o resto daquele dia. Isso aconteceu mais ou menos às quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois homens que tinham ouvido João falar a respeito de Jesus e por isso o haviam seguido. A primeira coisa que André fez foi procurar o seu irmão Simão e dizer a ele: — Achamos o Messias. (Messias quer dizer Cristo)”.

André e João tornaram-se os primeiros discípulos de Cristo não oficialmente, devido à influência de João Batista.

Ele havia aceitado Jesus como o Messias, e sua felicidade era tão grande que naquele momento exerceu o seu mister, antes mesmo de ser chamado oficialmente para ser um dos doze discípulos, pois saiu para contar a notícia para o seu irmão.

No livro “O desejado de todas as nações”, de Ellen G. White, assim explica:

Houvesse João e André possuído o incrédulo espírito dos sacerdotes e principais, e não se teriam encontrado como discípulos aos pés de Jesus. Teriam dEle se aproximado como críticos, para Lhe julgar as palavras. Muitos cerram assim a porta às mais preciosas oportunidades. Assim não fizeram esses primeiros discípulos. Haviam atendido ao chamado do Espírito Santo na pregação de João Batista. Então reconheceram a voz do Mestre celestial. As palavras de Jesus foram para eles cheias de novidade, verdade e beleza. Divina luz foi projetada sobre o ensino das Escrituras do Antigo Testamento. Os complexos temas da verdade apareceram sob nova luz”.

Esse discípulo teve a sensibilidade para reconhecer o Messias. E nós, temos essa mesma sensibilidade para reconhecer, aceitar e seguir os ensinamentos e o modo de vida de Cristo? Como você vê Jesus na sua vida? O que Ele significa para você? O que você tem feito para levar a mensagem de forma natural e objetiva para outros que ainda não o aceitaram?

Ele fazia parte do grupo de discípulos que tinha mais intimidade com Jesus. André foi seguidor de João Batista.

Seu maior prazer era levar as pessoas para Jesus: levou o seu irmão Pedro (João 1:41), levou o rapaz com o lanche (João 6:8-10) e levou os gregos na Páscoa (João 12:21). Os “Andrés” não converteram milhares de pessoas em um sermão, como o seu irmão, porém, levou os “Pedros” para fazer essa missão.

Esse discípulo acompanhou Jesus até a cidade de Caná, onde presenciaram seu milagre em um casamento. Assim como o seu irmão, André também era um dos discípulos que dedicava tempo integral para seguir o Messias.

Meses depois, com grupo maior de seguidores, ele foi selecionado como apóstolo de Jesus, (Lucas 6:13):

Quando amanheceu, chamou os seus discípulos e escolheu doze deles. E deu o nome de apóstolos a estes doze”.

Tempos depois, eles partiram para missão, a qual Jesus ordenou, em duplas (Mateus 10:5-7):

Jesus enviou esses doze homens, dando-lhes a seguinte ordem: — Não vão aos lugares onde vivem os não judeus, nem entrem nas cidades dos samaritanos. Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem isto: ‘O Reino do Céu está perto”.

André, também, estava entre os discípulos a qual Jesus apresentou os sinais da Sua vinda no monte das Oliveiras (João 12:20-22).

Após a ressurreição ele se uniu aos demais discípulos em Jerusalém, (Atos 1:13-14):

Quando chegaram à cidade, eles foram até a sala onde estavam hospedados, a qual ficava no andar de cima da casa. Os apóstolos eram estes: Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o nacionalista, e Judas, filho de Tiago. Eles sempre se reuniam todos juntos para orar com as mulheres, a mãe de Jesus e os irmãos dele”.

Algumas características de André: força física, hombridade, ousado, decidido, ponderado, tinha paixão pela verdade, agradável, fácil de se relacionar, ele não desejava holofote, e ele pregava de forma pessoal e individual.

Após isso, nada se sabe com certeza sobre o mistério do apóstolo André, contudo, ele viu e presenciou muitos milagres e ensinamentos do Mestre e a sua missão foi concreta desde o primeiro contato com a mensagem, crendo e anunciando o Mestre.

Há poucos relatos bíblicos sobre André. Ele viveu na sombra do seu irmão Pedro, que era conhecido. Ele possuía a atitude certa para exercer um ministério nos bastidores, uma vez que não procurava ser o centro das atenções. Ele ministrava o evangelho de forma individual e não para multidões, como o seu irmão.

Ele nunca escreveu uma epístola. Não é mencionado no livro de Atos nem em qualquer uma das epístolas.

Isso é importante para entendermos que todo ministério é importante para obra de Deus. Não importa se o seu cargo dentro de uma comunidade religiosa é relevante ou não. O melhor é estar disposto a segui-Lo.

Que possamos aceitar esta missão, como o coração de André que O aceitou livre de receios e aberto para a esperança que existe em Cristo Jesus.

O livro “Conselhos sobre mordomia” conclui assim:

A Mateus em sua abastança, como a André e Pedro em sua pobreza, a mesma prova foi apresentada; a mesma consagração foi feita por cada um. No momento do êxito, quando as redes estavam cheias de peixe, e mais fortes eram os impulsos do viver anterior, Jesus pediu aos discípulos junto ao mar que abandonassem tudo pela obra do evangelho. Assim toda alma é provada quanto a seu mais forte desejo — se bens temporais, se a companhia de Cristo”.

*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 23 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.

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Dia das Mães: cuidar da saúde da mulher é cuidar de toda a família

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Autora: Mariana Ramos*

O Dia das Mães costuma ser marcado por homenagens, encontros e demonstrações de carinho. Mas, em meio à rotina intensa de cuidar da família, administrar a casa, trabalhar e dar conta de tantas responsabilidades, muitas mulheres acabam deixando a própria saúde em segundo plano.

A verdade é que cuidar da saúde da mulher é também cuidar de toda a família. Quando uma mãe adoece, toda a dinâmica familiar sente os impactos — físicos, emocionais e até sociais. Por isso, o autocuidado precisa deixar de ser visto como um luxo e passar a ser encarado como uma necessidade.

Na endocrinologia, é muito comum atender mulheres que convivem por anos com sintomas silenciosos, acreditando que o cansaço constante, a irritabilidade, a dificuldade para emagrecer, a queda de cabelo, as alterações no sono ou a falta de energia são apenas consequências naturais da rotina. No entanto, esses sinais podem indicar desequilíbrios hormonais importantes.

Problemas na tireoide, resistência à insulina, diabetes, alterações hormonais relacionadas à menopausa, obesidade e deficiência de vitaminas estão entre as condições mais frequentes e que impactam diretamente a qualidade de vida feminina. Muitas dessas doenças evoluem de forma silenciosa e, quando não acompanhadas adequadamente, podem comprometer não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional da mulher.

Outro ponto importante é que a sobrecarga feminina também se reflete no organismo. O estresse crônico, a privação de sono e a exaustão física influenciam o metabolismo e favorecem o ganho de peso e desequilíbrios hormonais.

Por isso, o acompanhamento médico regular é fundamental. A prevenção continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para garantir qualidade de vida, longevidade e bem-estar. Realizar exames periódicos, investigar sintomas precocemente e manter hábitos saudáveis faz diferença em todas as fases da vida da mulher.

Neste Dia das Mães, além das homenagens, fica também um convite à reflexão: quem cuida de todos também precisa ser cuidado. Priorizar a própria saúde não é egoísmo — é um ato de responsabilidade consigo mesma e com aqueles que ama.

Porque uma mulher saudável vive com mais disposição, equilíbrio e qualidade de vida — e isso reflete diretamente em toda a família.

*Dra. Mariana Ramos é endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá-MT.

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