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Rodrigo Gargantini Silva: – Fiscais mantêm ações preventivas da mosca da carambola em todo o Estado

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Fiscais mantêm ações preventivas da mosca da carambola em todo o Estado

Autor: Rodrigo Gargantini Silva

Nativa da Ásia e detectada no Brasil pela primeira vez em 1996 no estado do Amapá, a Mosca da Carambola é considerada uma praga de grandes impactos econômicos a fruticultura nacional devido ao descarte de frutas improprias pra consumo, incremento no uso de agrotóxicos e até mesmo na proibição de exportações já estabelecidas.

Mesmo diante da pandemia mundial de COVID19, os Fiscais Estaduais Defesa Agropecuária, – Engenheiros Agrônomos e Florestais, mantém suas ações essenciais a campo no intuito de prevenir a entrada desta praga quarentenária (exótica) no território mato-grossense e evitar seus danos, principalmente aos pomares de carambola, goiaba, acerola, manga, laranja, tangerina, caju e pitanga e aos comércios de polpas congeladas para sucos, sorvetes, geleias, etc.

Estas ações baseiam-se no monitoramento de armadilhas, estrategicamente instaladas, próximas a rodoviárias, aeroportos, feiras fixas e centrais de abastecimento considerados como pontos de risco a introdução e dispersão dessa praga pelo trânsito ilegal de frutas infestadas ou que não passaram por adequada inspeção fitossanitária.

Rodrigo Gargantini Silva é Engenheiro Agrônomo, servidor público a 8 anos, atuando como Fiscal Estadual de Defesa Agropecuária e Florestal desde 2012

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Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?

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Autor: Luis Carlos Marques Fonseca*

A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.

A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.

Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.

Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.

As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.

Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.

*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).

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