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Relacionamento abusivo: vítimas de um narcisista perverso

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Autora: Ana Lúcia Ricarte –

A violência contra a mulher no Brasil é um problema social que destrói vidas, sonhos e famílias, que causa medo, atraso e revolta. Conforme já divulgado em estudos sobre o tema, a cada 7,2 segundos uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil, portanto, hoje, 12 mil mulheres serão agredidas.

Os relatos são frequentemente publicitados e a perversidade dos atos praticados assustam, principalmente na pandemia em que o isolamento aumentou o índice de abuso emocional.

Embora o tema da violência doméstica seja tratado como resultado de uma cultura machista, é imperioso informar que estes atos também são causados por mulheres doentes, estando o(a) doente acometidos pelo “Transtorno de Personalidade Narcisista Perverso”.

Este tipo de transtorno ainda é pouco divulgado e também pouco debatido, trata-se de uma doença, causada pela hereditariedade ou desenvolvida ao longo da vida.

Segundo a Psicóloga Silvia Malamud, “…a consequência deste estado patológico do psiquismo nas pessoas desavisadas pode ser um relacionamento violento e altamente destrutivo, na medida em que a vítima é desacreditada em suas percepções enquanto está sendo abusada emocionalmente. Se a pessoa não despertar a tempo, passará por um inferno solitário e não poucas vezes, ainda quando lúcida, poderá ser desacreditada diante dos outros. O discurso perverso é hábil em inverter verdades, jogando para a vítima toda a culpa, a vergonha, a confusão e a loucura.

O narcisista, para os psicólogos da área, pode ser identificado pela ausência das melhores qualidades humanas: ternura, compaixão, solidariedade. Existe algo de loucura num padrão de comportamento que coloca o desejo de sucesso acima da necessidade de amar e ser amado, fica agarrado à própria imagem. Com efeito, é incapaz de distinguir como imagina ser da imagem do que realmente é.

Em um relacionamento conjugal, o perverso narcisista não quer apenas atenção, mas a admiração profunda e total entrega da vítima. O(A) narcisista irá convencer sua presa que ela é inferior e terá comportamento sádico, intimidador, agressivo e dissimulado.

O(A) narcisista, que se trata de uma pessoa doente (psicopatia) quase sempre fala muito bem, e procura lidar com todos de acordo com a personalidade de cada um. Assim, sabe exatamente como atrair a sua presa e levá-la aonde ele quer.

Por ser manipulador(a) e apresentar-se como um perfeito par ou um par perfeito, ele(a) constrói a imagem de um príncipe ou uma princesa. Sim, ele(a) se reveste de um ”capa” e faz com que os amigos e parentes da vítima o vejam como uma pessoa ideal para o relacionamento do familiar.

Quando sua vítima tenta explicar os abusos que acontecem, ninguém a compreende. E, pelo fato do Narcisista Perverso ser extremamente convincente e falso, a vítima fica desacreditada.

Na intimidade é extremamente autoritário e inescrupuloso, não faz amor, pois, não conhece tal sentimento.

Por esse motivo, a ABA Mato Grosso por via das suas comissões de Família e Mulher produziu um e-book para alertar toda a sociedade, com uma coletânea de artigos e a colaboração da Dra. Psicóloga referência nacional no estudo e tratamento de vitimas de Narcisistas Perversos.

O e-book está disponível no Instagram @abamt e @anaricarteadvogada ou através do site www.ricarte.adv.br.

  • Ana Lúcia Ricarte (@anaricarteadvogada), advogada, gestora de escritório, mentora e palestrante, diretora da ABA Mato Grosso.
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A primeira consulta ao ginecologista

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Autora: Giovana Fortunato –

Ir ao ginecologista regularmente é um dos cuidados essenciais para a saúde de mulheres de praticamente todas as idades, pois ajuda a detectar doenças e evitar problemas futuros. Mas você sabe com que idade uma menina deve ir na primeira consulta ao ginecologista?

O ideal é que a partir dos 9 aos 12 anos a menina já tenha uma consulta com o ginecologista ou com a ginecologista da mãe. Por quê? Porque logo ela vai menstruar. Então essa consulta serve como uma orientação sobre esse período que está para chegar com sua primeira menstruação.

A partir deste momento a menina se torna fértil, ou seja, torna-se capaz de engravidar e ter um bebê. Por isso deve aprender sobre o funcionamento de seu corpo, como é a ovulação, como são as cólicas menstruais, como se prevenir de uma gravidez indesejada e como se cuidar para não contrair doenças sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV, HIV entre outras.

A ideia de que uma menina vá começar, em algum momento de sua história, a ter vida sexual ativa é algo que assusta muitos pais. Por isso, adiam a primeira visita ao ginecologista. Porém, mesmo sem uma vida sexual ativa, a menina deve ter um acompanhamento especializado com um médico ginecologista. É normal a adolescente sentir vergonha e pedir para ir ao especialista apenas quando está prestes a ter relações sexuais, mas o ideal é que a visita aconteça após a primeira menstruação.

Vale ressaltar que é muito importante que seja um médico de confiança. Sua filha precisa se sentir segura e confortável com o ginecologista.

A primeira consulta muitas vezes é apenas uma conversa para saber um pouco mais sobre a paciente: hábitos da rotina, problemas de saúde da infância, ciclo menstrual, se há histórico de doenças como câncer de mama na família, entre outras.

O exame preventivo ginecológico no primeiro encontro com o ginecologista é bem simples e vai depender do histórico de cada menina.

Quando a menina iniciou a sua vida sexual é importante que ela vá pelo menos uma vez ao ano ao seu ginecologista para fazer um exame preventivo, para ver como está sua saúde em geral.

O principal deles é o Papanicolau, que é um rastreamento de câncer de colo, além do exame das mamas. Também é importante avaliar fazer um ultrassom transvaginal, ou ultrassom pélvico para ver como é que está o útero, o ovário. Ou seja, para fazer um check-up ginecológico.

Endometriose

Quando surge na adolescência, a endometriose é de difícil diagnóstico, pois muitos dos sintomas como as cólicas frequentes, podem ser confundidos com problemas intestinais ou serem considerados normais da fase de vida da adolescente.

Muitas meninas que tem endometriose ainda não entraram na idade reprodutiva e não iniciaram sua vida sexual, portanto, não apresentam sintomas da doença que se manifestam nessa fase como dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar, o que pode dificultar ainda mais o diagnóstico. Estudos comprovam que é importante realizar uma investigação adequada, já que entre o início dos sintomas e a confirmação da doença em adolescentes pode decorrer até 12 anos, tempo suficiente para comprometer a fertilidade da paciente.

Se a sua filha está na puberdade ou menstruou recentemente, marque uma consulta com o ginecologista, especialista indicado para orientar as adolescentes nessa fase de mudanças no copo e muitas dúvidas sobre a saúde da mulher.

  • Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, professora da UFMT, coordenadora de Residência no HUJM.
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