Artigos

Paulo Bellincanta: – Consequências do “Coronavírus” na economia

Publicados

em

 

        Consequências do “Coronavírus” na economia

Autor: Paulo Bellincanta

Se por um lado, não pode ser hiper dimensionada, por outro não pode ser relegada a segundo plano, a epidemia do “Coronavírus”.

Quando a maior economia do mundo se mobiliza não é por acaso.

Em plena era da globalização as consequências com efeito dominó serão irreversíveis. Os danos serão maiores, quanto maior for o descaso feito a esta pandemia.

Devemos nos preparar para enfrentá-la no campo da saúde pública, porém não podemos negar seus impactos na economia.

Uma redução considerável do consumo trará desequilíbrio nos processos produtivos.

A meta neste momento deve ser encontrar um equilíbrio na condução dos negócios com a dimensão exata do mercado. Em um mercado de consumo menor, não se pode esperar expansão de preços, ao contrário, se espere uma redução.

A rapidez de adequação ao novo tamanho da demanda fará toda diferença entre uma e outra empresa. Os preços tendem a desabar em um curto espaço de tempo, independente de qual seja o custo de produção, e aí reside o grande e insolúvel problema. As incertezas que se avizinham não são frutos produzidos por este ou aquele segmento econômico. São consequências de fatores externos aos segmentos que serão impostos por contingências que extrapolam vontades.

O Sindifrigo preocupado com a saúde financeira da indústria, assim como do produtor rural, quer alertar para a necessidade de serenidade que será necessária para atravessarmos este momento. Certos estamos que tudo não passará de uma pausa em nosso crescimento e que a “carne” será o grande negócio na área do agro neste ano de 2020.

A abertura do mercado americano e a demanda reprimida da China nos mostra um horizonte promissor a médio e longo prazo.

Tudo que precisamos é a devida cautela de esperarmos o momento apropriado para acelerarmos.

Paulo Belincanta é presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT). Email: [email protected]

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Stéphano do Carmo: - Luzes para o futuro

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Artigos

Eduardo Chiletto: – Dia Mundial da Energia e as oportunidades de Mato Grosso

Publicados

em

 

Dia Mundial da Energia e as oportunidades de Mato Grosso

Autor: Eduardo Chiletto

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 1,4 bilhão de pessoas ainda vive sem energia elétrica. As fontes de combustivo fósseis geram degradação e grande impacto ambiental. Enquanto as fontes de energias limpas auxiliam a preservar os recursos naturais, porém uma das grandes dificuldades para a expansão da infraestrutura de energia limpa ainda é o custo elevado.

O Estado de Mato Grosso apresenta elevado potencial energético para fontes renováveis de energia, dentre elas, podemos destacar a energia solar fotovoltaica e a energia baseada em biomassa de resíduos florestais. Entretanto, cerca de 36,6% da energia primária consumida vêm da hidráulica, principalmente através das usinas hidroelétricas.

Segundos estudos realizados pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético – NIEPE, coordenado pelo Engenheiro Ivo Dorileo, para o PNUMA (ONU) Meio Ambiente via PAGEPartnership for Action on Green Economy:

Um grande avanço na matriz energética estadual vem sendo conseguido através das inúmeras oportunidades existentes no território mato-grossense em termos de potencial energético e que, se explorado conscientemente e com um bom planejamento, pode trazer maiores benefícios e equilíbrio à matriz quais sejam: o potencial energético da biomassa – principalmente os resíduos da atividade florestal e agropecuária, e o recurso solar para uso fotovoltaico e de baixa temperatura, cuja radiação é da ordem de duas vezes maior que a intensidade média da Europa“.

É importante lembrar que entre os principais eixos de compromissos de governo do Estado de Mato Grosso na COP 21Paris/França – para o desenvolvimento sustentável, a energia renovável é a que se destacou. Importante salientar que poucos estados no Brasil são capazes de ser autossuficiente em energia. No Brasil, quase a metade da energia que consumimos ainda vem do petróleo. Contudo, em Mato Grosso este percentual é cerca de 79%, sendo liderado pelo óleo Diesel, no qual permanecemos dependentes.

Apesar de até então as iniciativas do governo terem sido insuficientes, o estado caminha atualmente a passos largos, a partir da parceria com a PAGE, para implantar um processo de transformação da política pública no setor através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a iniciativa privada, para o desenvolvimento equilibrado de um mercado de energia renovável no Estado.

Ainda segundo o NIEPE: As estimativas do potencial técnico para aproveitamento fotovoltaico apontaram para valores significativos nas faixas de irradiação entre 4.750 Wh/m²/dia e 5.570 Wh/m²/dia em todo o território estadual. O potencial econômico de mercado atingível pode chegar a 5,6 GW…“.

…O potencial da biomassa de resíduos florestais (…) que pode substituir a geração a diesel (…) pode ser produzida pelos resíduos da industrialização de madeira em tora proveniente de florestas plantadas, sem risco de aumentar o desmatamento. Para o primeiro são estimados 539 GWh ano – dez vezes a geração a diesel atual“.

Contudo, para atingir este potencial apontado pelo estudo é imperativo um planejamento estratégico, um plano diretor integrado dos recursos energéticos – Governo de Estado/iniciativa privada – que garanta um adequado desenvolvimento das fontes renováveis de energia – energia limpa.

Como resultado da inserção dessas fontes renováveis na matriz energética para nosso Estado, podemos citar como importante contribuição a médio e longo prazos, nesses tempos pós pandemia, o aumento significativo do número de postos de trabalho, o que denominamos de “empregos verdes, que resultará em melhoria para o bem-estar humano e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduzirá significativamente os riscos ambientais e os desequilíbrios ecológicos.

Eduardo Chiletto, arquiteto e urbanista, presidente da AAU-MT, [email protected], https://www.instagram.com/academiaarqurb/_

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Antonio Roque Dechen: - Agricultura e o "Coronavírus"
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA