Artigos
Emanuel Pinheiro: Sinal aberto para o VLT
Sinal aberto para o VLT
Por Emanuel Pinheiro
Nós, políticos, representantes do povo, devemos cumprir uma agenda a favor do bem-estar e perspectivas que possam proporcionar à sociedade melhores condições de vida. Pensando nisso, lançamos recentemente a Frente Parlamentar em Prol da Retomada e Conclusão das Obras do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande.
O movimento nasce com propostas concretas para a implantação do modal na Região Metropolitana de Cuiabá. Já manifestei diversas vezes que o modal é um caminho sem volta. Ora, o esforço do Governo é salutar na tentativa de fazer as obras acontecerem. Não podemos desprezar o que já foi investido até hoje, mas está na hora de entendermos que a luta é nossa, da classe política, da sociedade, enfim, de todos nós.
A Frente Parlamentar é uma associação de caráter suprapartidário, destinada a promover, em conjunto com representantes da sociedade civil e de órgãos públicos afins, a discussão e o aprimoramento da legislação e de políticas públicas referentes a um determinado setor. Neste caso, o transporte público que há décadas carece de investimentos.
Trata-se de um mecanismo político e social que irá auxiliar o Governo do Estado. Além disso, dará oportunidade da sociedade participar do processo. A população precisa se inteirar melhor do assunto, expor suas ideias e participar do debate. Afinal, para decidir o futuro do VLT temos que ouvir as pessoas que utilizam o transporte público. Os usuários têm direito de se manifestar.
Já foram gastos mais de R$ 1 bilhão de dinheiro público. A nossa proposta é que esse montante seja absorvido pelo Tesouro como contrapartida do Estado. O restante a ser investido, defendemos que seja firmada uma Parceria Público Privada (PPP) para conclusão e operação do sistema. Com isso, a parte absorvida pela máquina pública garantirá o subsídio na tarifa.
Lutamos por ações que vão melhorar a vida das pessoas. Se houve algo de errado, se houve fraude, irregularidade, temos órgãos de controle interno e externo, o Ministério Público, o Poder Judiciário para tomar as medidas cabíveis e responsabilizar os culpados e fazer com que eles paguem no rigor da lei. A população é que não pode pagar o pato por eventuais erros do passado.
A máquina pública não tem condições de investir mais um centavo nas obras do VLT, mas o Governo do Estado tem o dever de concluir o VLT. O sistema irá proporcionar um salto na qualidade de vida dos usuários, proporcionando, inclusive, uma mudança para a nossa economia ao longo desse trecho, gerando emprego e renda.
O VLT é a verdadeira transformação no transporte público e a nossa população merece o que há de melhor em termos de qualidade, modernidade e eficiência. É hora de dar um basta nessa situação e trabalhar para que possamos retomar imediatamente as obras do VLT e partir para sua conclusão.
Emanuel Pinheiro é deputado estadual pelo Partido da República em Mato Grosso
Artigos
Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?
Autor: Luis Carlos Marques Fonseca* –
A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.
A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.
Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.
Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.
As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.
Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.
*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).
-
Artigos5 dias atrásO momento de suplicar
-
Artigos2 dias atrásAo produtor rural, com respeito
-
Artigos1 dia atrásUm apelo ao STF
-
Política6 dias atrásAlianças fluídas e fragmentação partidária desenham o cenário eleitoral mais imprevisível em duas décadas
-
Artigos4 dias atrásO brincar diário de todos nós
-
Política3 dias atrásCorte de Contas rejeita denúncia contra Prefeito de Cuiabá por suposto uso de servidores em redes sociais
-
ESPORTES6 dias atrásBrasil cai diante da Noruega e registra a pior campanha em Copas desde 1990
-
Artigos6 dias atrásNova medicação não hormonal amplia opções para aliviar os fogachos da menopausa


Você precisa estar logado para postar um comentário Login