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Coragem

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Autor: Francisney Liberato*

A coragem é necessária para você se tornar um líder de sucesso.

Como conquistar algo maior na vida se não temos coragem? Dificilmente atravessaremos as barreiras do impossível se não tivermos coragem. A coragem é a mola propulsora para a implementação de novas melhorias.

Ter coragem não significa dizer que você não terá medo, pelo contrário, o medo ainda estará presente na sua vida, contudo, apesar dele, você como líder continua determinado a alcançar as suas metas e objetivos.

Qual é o seu medo? Você já lidera alguma equipe de trabalho? Você tem medo de se comunicar com as pessoas? Ou você é aquele indivíduo que em momentos de resolução de conflitos tem grandes dificuldades de solucioná-los? Como você lida com o seu medo? O que você precisa fazer para ter uma postura mais corajosa?

Todos os líderes têm medo, ou, em algum momento da sua vida, já sentiram o medo dominar o seu ser.

Ser líder não é uma tarefa tão fácil como se imagina, sobretudo no mundo moderno, pois uma coisa é ter uma equipe empenhada, que dá o melhor de si para atingir os objetivos, e outra, bem diferente, é quando os membros da equipe têm dificuldades de lidar um com o outro, não atingem metas, não se dedicam, não estudam etc.

Em meio ao segundo o cenário, o líder terá grandes dificuldades para conduzir a sua equipe a trilhar o melhor caminho. Por isso, às vezes, ele deverá chamar a atenção dos membros da equipe, ter uma aproximação maior com cada liderado, exigir mais dedicação e empenho, e, em último caso, demitir o colaborador. É necessário ter muita coragem e um bom preparo mental e emocional para tal atitude.

Não tenho dúvida que a coragem é condição básica para ser um líder. Tenho convicção de que, com coragem, o líder conseguirá transformar a realidade da organização em que trabalha para melhor. É provável que ele obterá grandes resultados para a empresa. Tenha coragem! Pois ela expandirá os horizontes da empresa.

Sua coragem como líder contagia os seus colaboradores. O líder medroso e covarde jamais alcançará grandes conquistas dentro de uma organização.

A coragem se inicia de forma positiva e no íntimo de cada líder. A luta é interna primeiramente. Os problemas e dilemas que os líderes enfrentam na organização merecem muita reflexão e estudos para que eles possam tomar decisões assertivas.

O líder deve iniciar os seus pensamentos se isolando das circunstâncias da empresa, a fim de tomar decisões objetivas, imparciais, justas e corretas. Martin Luther King Jr. declarou: A capacidade máxima de um homem não se mede nos momentos de conforto e conveniência, mas nos tempos de desafio e controvérsia. É necessário ter muita coragem para enfrentar as adversidades da instituição.

Não tenha medo, aja! Desafie a sua equipe se necessário. Faça as correções devidas com os liderados. Exija mais. Não aceite o normal e comum. Busque a melhoria constante e crescente. Assegure que as metas serão cumpridas, enfim.

Caro líder, corra riscos, se desafie, se reinvente, pois, independentemente se você tem coragem ou não, saiba que o medo estará em sua vida, portanto, é preferível ter coragem e conquistar grandes resultados para a organização do que ficar na inércia e travado.

Tenha uma coragem equilibrada!

*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 23 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.

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Artigos

Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?

Publicados

em

Autor: Luis Carlos Marques Fonseca*

A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.

A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.

Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.

Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.

As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.

Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.

*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).

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