ARTIGO
Fábio Garcia: – Cuiabá de todos nós
Cuiabá de todos nós
Autor: Fábio Garcia –
No último dia 8 de abril a nossa querida Cuiabá completou 301 anos. Jamais imaginei que a cidade mais alegre deste país, do seu concorrido Mercado do Porto, de seus bares cheios e animados, do seu comércio lotado, dos seus parques movimentados, aniversariasse desta forma, silenciosa, apreensiva e pensativa. Tudo parece muito diferente…
Na cidade mais acolhedora do Brasil, o aperto de mão e o abraço caloroso foram substituídos por um aceno, por um sorriso, por um olhar. O dia de trabalho intenso, dinâmico foi substituído por uma inevitável paralisia. A conversa boa do fim de tarde na beira da calçada ou no boteco da esquina foi substituída pela tecnologia. Tudo parece muito diferente, mas tudo passará.
Cuiabá, a cidade mais acolhedora, deixará mais uma marca nos seus 301, a cidade mais solidária do Brasil. É tempo de fé, de união e de solidariedade, de ajudarmos uns aos outros e de cuidarmos uns dos outros. E tudo passará!
Tenho a certeza que voltaremos a ser uma cidade pujante, dinâmica, a terra das oportunidades, da melhor cultura, da melhor comida e da melhor gente. A capital do Pantanal e do Agronegócio. A capital de todos nós!
Os tempos são difíceis, mas passageiros e venceremos. Em pouco tempo estaremos todos nós de novo, nos encontrando, nos abraçando e celebrando a vida. Estaremos unidos para recuperarmos o tempo perdido e construirmos juntos um futuro muito melhor para todos nós cuiabanos.
Parabéns Cuiabá pelos seus 301 anos e que Deus proteja a todos nós!
Fábio Garcia – Suplente de senador
Artigos
Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?
Autor: Luis Carlos Marques Fonseca* –
A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.
A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.
Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.
Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.
As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.
Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.
*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).
-
Artigos5 dias atrásO momento de suplicar
-
Artigos2 dias atrásAo produtor rural, com respeito
-
Artigos1 dia atrásUm apelo ao STF
-
Política6 dias atrásAlianças fluídas e fragmentação partidária desenham o cenário eleitoral mais imprevisível em duas décadas
-
Artigos4 dias atrásO brincar diário de todos nós
-
Política3 dias atrásCorte de Contas rejeita denúncia contra Prefeito de Cuiabá por suposto uso de servidores em redes sociais
-
ESPORTES6 dias atrásBrasil cai diante da Noruega e registra a pior campanha em Copas desde 1990
-
Artigos6 dias atrásNova medicação não hormonal amplia opções para aliviar os fogachos da menopausa

