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Como a aromaterapia pode ajudar na saúde emocional e na construção de um novo ciclo

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Autora: Tabata Mazetto*

O início de um novo ano costuma trazer consigo uma mistura de esperança, promessas e, muitas vezes, frustração. Metas são traçadas, resoluções são feitas, mas poucas semanas depois muitas pessoas já se sentem cansadas, desmotivadas ou emocionalmente sobrecarregadas.

Isso não acontece por falta de força de vontade, mas por um fator frequentemente ignorado: o estado emocional e fisiológico que sustenta, ou sabota, qualquer mudança. Como psicóloga e aromaterapeuta, tenho acompanhado de perto um movimento crescente de pessoas que buscam não apenas resultados rápidos, mas mais equilíbrio emocional, clareza mental e constância para viver melhor. E é exatamente nesse ponto que a aromaterapia, aliada à psicologia, se torna uma ferramenta poderosa para o início de um novo ciclo.

É comum iniciar o ano querendo “ser uma nova pessoa”, quando, na verdade, o corpo e a mente ainda estão carregando o cansaço emocional do ano anterior. Estresse crônico, noites mal dormidas, ansiedade e excesso de estímulos fazem com que o sistema nervoso permaneça em estado de alerta constante. Nesse cenário, criar novos hábitos se torna um desafio quase impossível.

A ciência já nos mostra que o olfato é o único sentido que se conecta diretamente ao sistema límbico, região do cérebro responsável pelas emoções, memórias e comportamentos. Isso significa que aromas específicos têm a capacidade de modular estados emocionais de forma rápida e eficaz, auxiliando o corpo a sair do modo de sobrevivência e entrar em um estado mais propício à mudança.

É diante das pesquisas que ressalto: a aromaterapia não se resume a cheiros agradáveis. Quando utilizada de forma segura e baseada em evidências, ela atua como um recurso complementar para redução do estresse e da ansiedade, melhora da qualidade do sono, aumento do foco e da clareza mental, regulação emocional e criação de rotinas mais conscientes e sustentáveis.

Óleos essenciais como lavanda, bergamota, olíbano e hortelã-pimenta, por exemplo, têm sido amplamente estudados por seus efeitos no sistema nervoso e no comportamento emocional. Quando integrados à rotina diária, seja por meio da inalação, difusão ambiental ou rituais simples de autocuidado, eles ajudam o corpo a criar novas associações e respostas emocionais mais saudáveis.

Mais do que listas de metas, o início do ano pede rituais de reconexão. Pequenas práticas diárias, como respirar conscientemente um óleo essencial ao acordar, criar um momento de pausa antes de dormir ou associar aromas a intenções específicas, ajudam o cérebro a entender que um novo ciclo está começando. E estou falando não apenas no calendário, mas internamente. Quando o corpo se sente seguro, regulado e acolhido, a mente consegue planejar, executar e sustentar mudanças reais.

O convite para este novo ano não é fazer mais, e sim viver melhor. Cuidar da saúde emocional deixou de ser luxo e se tornou uma necessidade. A aromaterapia, integrada a uma abordagem psicológica e consciente, pode ser uma grande aliada para quem deseja atravessar o ano com mais equilíbrio, presença e qualidade de vida.

Que em 2026 possamos usar a natureza, a ciência e o autoconhecimento como aliados na construção de um novo tempo.

*Tabata MazettoPsicóloga e Aromaterapeuta especialista em óleos essenciais

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Como a redução da jornada e escala de trabalho pode pesar no bolso do cidadão

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Autor: Jorge Gonçalves Filho*

Enquanto os debates em torno da PEC 221/2019, que propõe a redução da jornada e escala de trabalho, concentram-se fortemente nas reações do varejo, da indústria e de suas grandes associações patronais, um impacto profundo e silencioso ameaça o cotidiano da população. Para além das grandes linhas de montagem, há uma vasta cadeia de prestação de serviços essenciais que sentirá o golpe de forma imediata, transferindo o custo diretamente para o bolso do cidadão comum.

O setor condominial é um dos termômetros mais claros desse cenário. De acordo com dados do mais recente Censo Condominial 2025/2026, o Brasil conta com cerca de 327 mil condomínios, que servem de lar para, aproximadamente, 39 milhões de moradores. Dentro dessa estrutura, a mão de obra, composta por vigilantes, porteiros, profissionais de limpeza e zeladores, representa a maior fatia das despesas ordinárias, alcançando cerca de 70% dos custos totais de manutenção.

Estudos setoriais indicam que a adaptação da escala de trabalho às novas exigências da PEC gerará um incremento de 20% a 23% no custo da mão de obra. O reflexo dessa conta é matemático e inevitável: estima-se um aumento médio de 14% na taxa de condomínio.

O impacto social da medida é que para uma parcela significativa dos 39 milhões de residentes, muitos dos quais já enfrentam o endividamento e a perda do poder de compra, esse reajuste pode ser o gatilho para a inadimplência, inviabilizando o pagamento dos boletos mensais de condomínio e desestabilizando a saúde financeira das comunidades.

O governo não poderá dizer que não haverá aumento do custo de vida, incluindo os serviços públicos, os quais, quem paga, são os contribuintes. O texto da proposta deixa explícito o seu alcance sobre os serviços públicos. Conforme estabelece o artigo 9º da PEC: nos contratos celebrados pela administração pública direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, vigentes na data de publicação desta Emenda Constitucional e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, as disposições relativas à redução da duração do trabalho normal serão aplicadas após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.

Na prática a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro significa uma única coisa: as empresas terceirizadas que prestam serviços públicos para condomínios, hospitais, escolas, segurança e órgãos públicos repassarão o custo do aumento da mão de obra. Quem pagará a conta?

Como o Estado não gera riqueza própria, o fechamento dessa conta se dará por duas vias conhecidas: a piora na qualidade dos serviços prestados ou o aumento da carga tributária. No fim, o contribuinte é quem pagará uma conta para a qual não foi consultado, evidenciando que a reforma, se aprovada sem amortecedores econômicos, cobrará um preço alto de toda a sociedade. E o povo precisa saber disto.

*Jorge Gonçalves FilhoPresidente do IDV – Instituto para Desenvolvimento do Varejo

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