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Antônio Wagner Oliveira: – REFORMA DA PREVIDÊNCIA. QUEM PAGA ESSA CONTA?

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA. QUEM PAGA ESSA CONTA?

Autor: Antônio Wagner Oliveira

Os dias atuais são baseados em meias verdades. Quando não em notícias falsas. Que hoje convencionou chamarem de fake News.

Talvez por que tenhamos importado esse modelo, de consultores “gringos” como esse sociopata do Steve bannon, mentor da “família Adans tupiniquin”.

Nos debates mais sérios, a tônica não muda. Para convencer a grande massa, manipulada por algorítimos que lhes dão o que consumir de “bandeja”, não faltam narrativas com meias verdades, que camuflam os argumentos que de fato importam para a verdade real. Meia verdade é a pior das mentiras.

O debate da Reforma da Previdência não é diferente. Um debate técnico, complexo, denso, com tanto a ser explicado acadêmica e numericamente, mas onde o que não faltam são simplificações grotescas por parte das “autoridades”, na ânsia de convencer a grande massa sobre sua “idéia”, sua solução mágica para todos os problemas da sociedade.

Para não fugir da regra, precisam de um “bode expiatório”, um culpado, sobre quem devem jogar toda culpa. Afinal, a classe política é expert em camuflar seus esqueletos e maletas no armário, não é verdade?!.

Acharam antes um motivo, um tal Défict nas contas da previdência. Um crime afinal, para quem como os políticos atuais, estão tão preocupados com a coisa pública. Concordam?.

Pois bem, por esse crime, alguém tem que pagar. Afinal, são tempos de justiceiros, não importa nem julgamento, precisamos trucidar alguém pra satisfazer nossa ânsia por justiça ou, melhor dizendo, por sangue.

Então, quem melhor para culpar que os servidores?. Afinal, são eles os “privilegiados”, eles que deveriam zelar pela coisa pública. E por causa deles tem esse “rombo na previdência de Mato Grosso”.

FAKE NEWS. Notícia falsa, sinto lhes informar.

Desde que se instituiu por lei a obrigatoriedade dos estados de cobrarem dos seus servidores um percentual sobre os salários para a previdência, hoje 11% do total da remuneração, independente da faixa salarial, diferente da iniciativa privada que se desconta sobre um “teto” de no máximo R$ 5.800 reais e, ao mesmo tempo, passou a se exigir que o empregador público também pagasse um percentual, como o é na iniciativa privada, os servidores têm descontado religiosamente esses valores de seus salários, diretamente em folha, não sendo possível sequer sonegar tais valores do “leão”. Uma parte da sua sobrevivência é descontada ali.

Quanto ao recolhimento da parte patronal, que sonegar na iniciativa privada é crime, no Estado de Mato Grosso, tem-se estudos que apontam que o Governo, em administrações anteriores, não cumpriu com sua obrigação e não recolheu o percentual devido, sendo um dos causadores do déficit, que ora se alega como justificativa para retirar direitos de mais de 100 mil pais e mães de família.

Desconto de previdência é um tributo, que garante com essa verba carimbada, a aposentadoria e/ou pensão de quem por mais de 30, 35 anos contribui para um determinado fundo, na vã esperança de um dia se aposentarem.

Com essa reforma proposta pelo Governo atual, mesmo que tenha a melhor das intenções de corrigir um déficit, primeiro há que se averiguar quem foi o responsável por tal “furo contábil”.

O que se tem como VERDADE REAL até o momento, é que os servidores não são os responsáveis por qualquer déficit na previdência do estado de Mato Grosso.

Nem mesmo por que algumas categorias como as da segurança pública e educação têm aposentadorias especiais e regras mais benéficas por conta da especialidade de suas funções, como se tem precedentes e regras similares na iniciativa privada.

O dinheiro dos servidores foi descontado por décadas, porém foi mal gerido e até roubado pelos gestores políticos que passaram e administraram o estado. Fazer com que pais e mães de família percam o direito de um dia se aposentarem, bem como se cobrar valores extorsivos e confiscatórios de seus proventos, quando mais precisam de salvaguarda econômica e social, com o falso argumento de cuidar da coisa pública, não é só uma ironia como uma meia verdade, pior que a pior das mentiras. Em linguagem popular, Fake News da “braba”!

Os servidores serão esclarecidos de cada regra e direito perdido caso a reforma seja aprovada como fora proposta. Ninguém deverá sair ileso politicamente de mais essa maldade cometida contra essa classe de pessoas tão importantes a economia do estado. Servidores não são algozes da sociedade. Ao contrário, são parte dela e dela protetores, sem que sequer a maioria se dê conta disso.

Como integrantes da sociedade pagam seus impostos. O desconto da previdência é só mais um deles, que somado ao Imposto de Renda, consome quase 40% da renda do trabalhador, público ou privado.

Quanto a quem paga a conta ficou claro, agora, quem fez essa conta?

Antônio Wagner Oliveira, Advogado, Presidente em Exercício da Central dos Sindicatos Brasileiros em MT e Secretário Geral do SINPAIG MT, membro do Fórum Sindical dos Servidores Públicos do Estado e do Observatório Social de MT.

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Sua empresa realmente faz marketing?

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Autora: Dayane Nascimento* – 

Nem tudo é marketing. E entender isso pode mudar os resultados da sua empresa. É comum ouvir empresários dizendo que precisam “contratar o marketing” quando, na realidade, procuram alguém para administrar as redes sociais, criar anúncios ou produzir conteúdo.

Embora essas atividades sejam importantes, elas representam apenas uma parte do marketing. Confundir essas funções pode parecer apenas um detalhe de nomenclatura, mas costuma gerar desperdício de investimentos e resultados abaixo do esperado.

Essa percepção é reforçada por um levantamento da consultoria Gartner, segundo o qual empresas com elevados níveis de desorganização estratégica são 36% menos propensas a alcançar alto desempenho em marketing e nos resultados do negócio. O estudo indica que, muitas vezes, o problema não está na execução das ações, mas na ausência de uma estratégia capaz de orientar todas elas.

O marketing não é uma ferramenta. É a estratégia que orienta todas as ferramentas. Essa distinção já era defendida por Philip Kotler, considerado um dos principais estudiosos da área. Em Administração de Marketing, ele define marketing como um processo de identificação e atendimento das necessidades humanas e sociais de forma lucrativa.

Em outras palavras, marketing não começa na publicação de um post ou no lançamento de uma campanha. Ele começa muito antes: entendendo o mercado, o comportamento do consumidor, a proposta de valor da empresa e os objetivos do negócio. Quando essa etapa estratégica é ignorada, a comunicação passa a funcionar de forma fragmentada.

A empresa que investe em redes sociais porque “todo mundo está fazendo“, compra mídia paga porque quer vender mais, contrata influenciadores porque virou tendência e reformula sua identidade visual porque acredita que a marca “precisa parecer mais moderna”. São decisões que, isoladamente, podem até ser bem executadas, mas dificilmente constroem um posicionamento consistente.

Não por acaso, Don Schultz, um dos criadores do conceito de Comunicação Integrada de Marketing (Integrated Marketing Communications – IMC), defende que todos os pontos de contato entre empresa e consumidor devem transmitir uma mensagem coerente e alinhada aos objetivos estratégicos da organização. A força da comunicação não está em cada ação individual, mas na capacidade de todas elas trabalharem em conjunto.

Uma analogia simples ajuda a compreender essa diferença. Imagine a construção de um edifício. O pedreiro, o eletricista, o encanador e o pintor exercem funções indispensáveis. No entanto, nenhum deles substitui o projeto arquitetônico. É o projeto que define como cada profissional irá atuar para que o resultado final seja seguro, funcional e coerente. No marketing acontece exatamente o mesmo. Social media, designer, gestor de tráfego, redator, videomaker e assessoria de imprensa são especialistas fundamentais, mas precisam estar conectados por uma estratégia comum.

Esse entendimento também aparece nas organizações que mais se destacam em desempenho. A consultoria Gartner define estratégia de marketing como a disciplina responsável por alinhar todas as atividades de marketing aos objetivos do negócio. A preocupação deixa de ser apenas “o que fazer” e passa a ser “por que fazer”, “para quem fazer” e “como medir o impacto de cada iniciativa”.

Na prática, muitas empresas enfrentam um cenário diferente. Cada fornecedor entrega bem a sua parte, mas ninguém coordena o conjunto. O designer cria peças visualmente atrativas, o social media publica com frequência, o gestor de tráfego otimiza campanhas e a equipe comercial busca novos clientes. Ainda assim, os resultados parecem não acompanhar o esforço.

O problema, muitas vezes, não está na qualidade dos profissionais, mas na ausência de uma direção estratégica que conecte todas essas ações. Essa realidade é especialmente comum em empresas que cresceram rapidamente. À medida que o negócio evolui, surgem novos canais de comunicação, diferentes fornecedores e diversas demandas simultâneas. Sem uma estratégia clara, cada decisão passa a ser tomada de forma reativa, seguindo tendências ou urgências do momento.

Talvez por isso Peter Drucker tenha afirmado que “o objetivo do marketing é tornar a venda supérflua”. A frase não significa que vender deixa de ser importante, mas que, quando o mercado é compreendido, a proposta de valor é clara e a comunicação é consistente, o cliente percebe naturalmente o valor da empresa. A venda passa a ser consequência de um trabalho estratégico bem executado.

As ferramentas continuarão evoluindo. Novas redes sociais surgirão, formatos de conteúdo serão substituídos e tecnologias baseadas em inteligência artificial transformarão novamente a forma de comunicar. Mas a essência do marketing permanecerá a mesma: compreender pessoas, gerar valor e orientar decisões que aproximem empresas e clientes.

No fim das contas, redes sociais, anúncios, vídeos, eventos e campanhas não são o marketing. São instrumentos. Marketing é a estratégia que faz todos esses instrumentos tocarem a mesma música.

*Dayane Nascimento, consultora marketing com formação na UFMT, especialista em economia comportamento pela ESPM/SP e empresária.

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