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A vida pede Equilíbrio

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Autora: Camila Bernal Barreto*

A vida pede equilíbrio. Esse é o tema da Campanha Janeiro Branco 2023.O movimento que completa 10 anos, tem como finalidade colocar assuntos sobre saúde mental em pauta, visando além de conscientizar, quebrar paradigmas e estimular o auto-cuidado visa também a criação de políticas públicas em benefício da sociedade.

O equilíbrio, seja no trabalho, no cotidiano, em todas as relações da vida e principalmente, o equilíbrio consigo mesmo. Somente quando encontramos o equilíbrio dentro de nós é que podemos estender as nossas relações.

E como podemos buscar o equilíbrio? Através do autoconhecimento. Do voltar o olhar para si mesmo, para as emoções que sentimos e nos permitir conhecer os elementos que geram o desequilíbrio dentro e nós, sejam eles raiva, stress, angustia ou até mesmo a falta de reação aos fatos.

O autoconhecimento traz a consciência sobre metas, desejos, objetivos e propósitos, além de potencializar a coragem e resiliência para que se consiga enfrentar mudanças e imprevistos de forma mais leve.

O mês de janeiro foi escolhido para abrigar a campanha, pois carrega a simbologia da renovação, um novo começo, novos planos e novo estilo de vida. Essa escolha busca incentivar as pessoas a pensarem a respeito da sua vida e do quanto investem em sua Saúde Mental e Emocional e daqueles que estão ao seu redor.

Entretanto como terapeuta entendo que a escolha do mês de janeiro vai para além da simbologia de renovação que nos traz o início de um novo ano, nos remete a importância de olhar primeiramente para si e para as emoções considerando que estas precedem a origem de muitas doenças no corpo físico.

O adoecimento emocional, a forma como lidamos com as nossas emoções, ou melhor, como anteriormente mencionado, não conseguimos lidar, acaba por interferir diretamente na saúde do corpo, ou seja, problemas de ordem emocional levam ao adoecimento do corpo físico. O que não falamos o corpo fala

Estar emocionalmente saudável é ter um estado de bem-estar para desempenhar bem todas as atividades e lidar da melhor forma com as dificuldades.

Entender que a vida é feita de altos e baixos e que as emoções sempre estarão presentes nesses momentos sejam as boas ou as ruins. E sobre tudo, através do autoconhecimento identificar as emoções e procurar ajuda e também se pudermos, sermos a ajuda.

*Camila Bernal Barreto Servidora Pública, Consteladora Familiar, mestre em Sistema Arcturiano, mestre em Shamballa, voluntária do Instituto Mario Cardi Filho e uma das fundadoras do grupo Curadas para Curar.

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Artigos

Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?

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Autor: Luis Carlos Marques Fonseca*

A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.

A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.

Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.

Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.

As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.

Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.

*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).

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