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Política

Tribunal Regional Eleitoral vai atuar em conjunto com PF e MP nesta eleição para combater o “fake news”

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Com propostas de trabalho e ações definidas para enfrentar as “fake news”, as chamadas de noticias falsas, nas Eleições de 2018, terminou nesta sexta-feira (02) o “Fórum Nacional – Propaganda Eleitoral nas Mídias Sociais”, realizado pelo Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil (COPTREL), em Cuiabá (MT).

Nesta Eleição de 2018, o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) vai atuar em conjunto com magistrados, Ministério Público, Polícia Federal, Tecnologia da Informação e Comunicação de todos os tribunais do país.

Os 150 participantes permaneceram até pouco mais das 18 horas desta sexta-feira, discutindo as propostas surgidas nos três workshops realizados ao longo do dia.

Trabalho com este tema há pelo menos seis anos e aqui percebi o quanto cada um se dedicou, o quanto pessoas bem preparadas como magistrados, procuradores eleitorais, profissionais da área de tecnologia da informação e assessores de comunicação se debruçaram sobre o tema. Sobrevieram fatos e análises que não se traduzem em um simples documento final. É claro que temos um produto prático desta experiência. Contudo, eu não poderia desprezar o quanto esse caminho que percorremos juntos fez com que nós crescêssemos. Agradeço a vocês por esta experiência. O percurso, muitas vezes, supera o produto em si“, disse o professor doutor e pesquisador Diego Rais, da Universidade Mackenzie, um dos coordenadores do evento.

No encerramento do Fórum Nacional, o presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil e do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso, desembargador Márcio Vidal, ressaltou que desde o início ele havia pensado em um evento que permitisse a troca de experiências, mas que também se traduzisse em um produto prático em benefício da sociedade. “Todos nós estamos aqui custeados com recursos públicos que precisam ser devolvidos à sociedade em forma de serviços de qualidade. A produção desse documento é importante, pois iremos publicá-lo para que seja uma ferramenta útil aos juízes da propaganda eleitoral de todo o país, em benefício de todos“.

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Márcio Vidal disse ainda que existem duas formas para coibir os autores dos chamados “fake News”, de forma repressiva, por meio do Código Penal, que são crimes contra a honra e com a prevenção. “A Justiça Eleitoral não tem dúvida em termos de agir e atuar repressivamente, mas os maiores esforços serão concentrados na prevenção. A preocupação é no sentido de reduzir a violação às regras jurídicas”.

Na plenária final, o resultado do primeiro painel, intitulado “Robôs, fake news, junk news e big data – desafios da Justiça Eleitoral“, foi apresentado pelo pesquisador Diogo Rais que é professor em Direito Eleitoral, mestre e doutor em Direito do Estado, e pelo juiz-membro do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso, Mário Kono.

O resultado do workshop relativo ao segundo painel, intitulado “Como dar efetividade, na velocidade exigida, às decisões liminares“, foi apresentado pelo advogado e cientista social Daniel Falcão, pelo juiz membro e coordenador da propaganda eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso, Paulo Sodré, e pelo corregedor do TRE da Paraíba, desembargador Romero Marcelo.

Também na plenária final apresentaram os resultados do terceiro painel a advogada eleitoralista Juliana Freitas, o juiz-membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso , Jackson Coutinho, o desembargador Davi Lima, do TRE de Alagoas, e servidores do TRE-MT. O terceiro painel tratou do tema “Investigação judicial e fiscalização: procedimentos de investigação no ciberespaço“.

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Geraldo Og Fernandes, ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informou que o órgão superior eleitoral já vem trabalhando a questão relacionada às “fake News” há algum tempo e tem tido a preocupação de lidar com as novidades do processo eleitoral. “O TSE constituiu uma comissão para estudar e examinar as consequências, como fazer a interface entre a Justiça Eleitoral e o uso das mídias eletrônicas de uma maneira inadequada”.

Para o candidato que infringir a lei ele corre o risco de constituir abuso de poder econômico e ser penalizado com a cassação.

O eleitor deve ter mais precaução e procurar, na medida do possível, a veracidade de determinadas matérias e não compartilhar falsas notícias porque, assim, acaba-se sendo instrumento na mão de quem faz “fake News”.

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Política

Pivetta rebate acusações de coação e desafia fachada de oposição a apresentar denuncia formal

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O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu publicamente as acusações formuladas pelo seu principal adversário político no pleito estadual, o senador Wellington Fagundes (PL). A declaração de contestação ocorreu durante um encontro oficial com a imprensa local, ocasião na qual o chefe do Executivo estadual rechaçou as insinuações de que estaria promovendo retaliações administrativas contra gestores municipais.

O embate político atingiu seu ponto culminante após o senador oposicionista denunciar publicamente que a máquina pública estaria sendo utilizada para cooptar lideranças regionais. Segundo o parlamentar, diversos chefes do Executivo municipal estariam sofrendo coação velada e ameaças diretas de retenção de recursos orçamentários, caso manifestassem apoio formal à sua candidatura.

A reação do governador mato-grossense ocorreu no contexto da dinâmica diária de cobertura do processo eleitoral mato-grossense. Diante dos questionamentos apresentados pelos jornalistas presentes à coletiva, a manifestação oficial teve como objetivo central desqualificar o teor das acusações, cobrando materialidade probatória das alegações transmitidas pela oposição.

A controvérsia desenrola-se no território do Estado de Mato Grosso, alcançando a esfera administrativa do Palácio Paiaguás e impactando diretamente a articulação política nos diversos municípios que compõem o mapa eleitoral da unidade federativa.

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O cenário institucional abrange o ecossistema de prefeituras interdependentes das repasses estaduais.

O estopim para o acirramento do tom do debate deu-se em virtude de recentes declarações concedidas por Wellington Fagundes, nas quais o candidato citou relatos sigilosos de prefeitos. De acordo com a denúncia da oposição, até 90% das verbas estaduais vinculadas a convênios estariam pendentes de repasse desde o exercício financeiro anterior, funcionando como instrumento de pressão eleitoral.

Em resposta incisiva, Otaviano Pivetta ironizou a ausência de elementos probatórios que sustentem a denúncia apresentada pelo adversário. Com tom de serenidade, o gestor desafiou a oposição a registrar formalmente os fatos perante os órgãos de controle, argumentando que denúncias de extrema gravidade exigem a instauração de procedimentos legais cabíveis e a apresentação formal de boletim de ocorrência.

A fundamentação apresentada por Pivetta pauta-se no histórico de sete anos e meio de diálogo institucional ininterrupto mantido pelo Governo do Estado com todas as administrações municipais. O candidato sustentou que o atendimento aos prefeitos ocorre de maneira totalmente isenta e republicana, sem distinção de matizes ideológicos ou filiações partidárias.

O foco do conflito gravita em torno da celebração e execução dos convênios estaduais, instrumentos jurídicos fundamentais pelos quais o Governo repassa recursos diretos do seu orçamento para as prefeituras. Essa descentralização orçamentária destina-se ao custeio de obras de infraestrutura, implementação de políticas públicas e aquisição de insumos estratégicos para os municípios.

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A desavença pública ganha proporções estratégicas por ocorrer em pleno período de consolidação de alianças políticas e captação de apoios regionais para a disputa das eleições. A neutralidade ou o alinhamento dos prefeitos locais representam ativos cruciais para a consolidação dos palanques estaduais na corrida ao Governo.

O desdobramento desse episódio aponta para um acirramento das tensões jurídicas e políticas na disputa do Executivo Estadual. Enquanto a oposição busca desgastar a imagem da gestão atual alegando uso indevido da máquina pública, o governo baseia sua defesa na cobrança por denúncias formais, sustentando a equidade do processo administrativo.

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