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Bolsonaro empolgou os progressistas, em MT, realidade é outra

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No dia 20 de maio, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro esteve no Estado do Piauí e na ocasião sinalizou que pode se filiar no Partido Progressista (PP).

Em Mato Grosso a notícia ganhou as manchetes nos veículos de comunicação, principalmente com a empolgação do deputado federal pelo Partido Progressista (PP), Neri Geller.

O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), torce por isso, porque com a filiação do presidente Jair Bolsonaro no partido, aumentaria suas chances na disputa pelo Senado da República.

O deputado federal nunca escondeu que é Bolsonaro e, sempre que tem chance, faz campanha e defende o “capitão”.

Apesar de Neri Geller afirmar que a filiação do presidente no PP seria saudada por Blairo Borges Maggi, não é bem isso que a nossa equipe de reportagem levantou, em contatos com pessoas ligadas ao ex-ministro a conversa é que Blairo Maggi não se revela simpático ao atual governo.

Agora fica uma pergunta que a equipe de reportagem não consegue entender: como será reunir Neri Geller (PP), José Medeiros (Podemos), Blairo Maggi (PP), Wellington Antônio Fagundes (PL), Jayme Veríssimo de Campos (DEM) e Mauro Mendes Ferreira (DEM), já que alguns, para não dizer a maioria, não morrem de paixão por Bolsonaro.

A possível empolgação por parte de alguns simpatizantes da sigla, não é de confiança, estão jogando, sabendo que tudo pode acontecer, menos a filiação de Bolsonaro no Partido Progressista (PP).

Senão vejamos e convenhamos: a intenção do presidente Jair Bolsonaro é ter controle da legenda que escolher e que aliados Bolsonaristas possam comandar os Diretórios Estaduais consideradas estratégicas para a disputa Eleitoral de 2022.

Os dirigentes que negociam com o presidente Jair Bolsonaro resistem a entregar suas estruturas partidárias para o “capitão” e seus aliados.

Em uma entrevista na semana passada à Rádio Grande FM, do Estado de Mato Grosso do Sul, o presidente Jair Bolsonaro voltou a readmitir que pode voltar ao Partido Progressista (PP). A sigla já teve Bolsonaro em seus quadros, entre 2005 e 2016.

Tentei e estou tentando um partido que eu possa chamar de meu e possa, realmente se for disputar a presidência, ter o domínio do partido. Está difícil, quase impossível“, palavras do presidente.

O chefe da Casa Cívil, Senador Ciro Nogueira (PI), corre contra o tempo e tenta ampliar a viabilidade de Bolsonaro.

Querem a real? Integrantes da sigla avaliam que, atualmente, o cenário é de muita dificuldade para o presidente se reeleger em 2022. Outro impasse para Ciro Nogueira resolver é em relação aos acordos políticos feitos pelos Diretórios Estaduais do PP, principalmente no Nordeste e Norte que giram em torno de partidos que podem concorrer com Bolsonaro em 2022.

Querem mais? Então segura essa: como explicar a filiação de Bolsonaro, para o eleitor mais ideológicos do presidente que ele pretende ingressar em um partido do “Centrão”, identificado com a “velha política”.

Historicamente, as executivas estaduais do PP são liberadas para fecharem alianças de acordo com os interesses locais. No entanto com a possibilidade de Bolsonaro, haverá um impasse nos Estados onde a legenda já vinha costurando alianças com outros presidenciáveis, como o ex-presidente Luís Inácio “Lula” da Silva do Partido Trabalhista (PT), Ciro Gomes (PDT) e até com João Doria (PSDB).

Os Estados que já estão apreensivos: Bahia, Maranhão e Pernambuco.

Vamos falar sério, os líderes do PP não têm unidade no apoio a Bolsonaro e isso será demonstrado nos acordos regionais.

Para os amigos internautas tomarem conhecimento, o presidente da Câmara Federal Artur Lira (PP-AL) e aliado do governo, entrou nas articulações e, recentemente o deputado federal Luciano Bivar presidente do PSL para tentar uma aproximação de Bolsonaro com a legenda que, abrigou sua candidatura em 2018. Bivar se mostrou resistente e tem afirmado que sua legenda já escolheu o seu destino para 2022. Vai de José Luís Datena, apresentador de TV.

O presidente da Câmara Federal, então sugeriu que Bolsonaro buscasse um partido pequeno e que o PP pudesse apenas oferecer a estrutura partidária para suas campanhas.

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Política

Projeto que proíbe governo de propor o passaporte da vacina é aprovada na ALMT

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Com o avanço da corrida para a vacinação anti-Covid-19 em diversos países do mundo, de forma a tentar controlar as continuidade dos numerosos casos de infecções pelo Coronavírus SARS-CoV-2 e suas consequências, têm surgido nova polêmica, “o passaporte vacinal“.

Países do mundo todo estão apostando nas vacinas para sair desta pandemia, porém os governos agora enfrentam outra questão: será o momento de retomar certa parte da economia como viagens, teatros, shows e até mesmo o trabalho para todos? Ou somente para quem já foi vacinado?

As vacinas têm se mostrado eficazes no combate à Pandemia, incluindo na redução dos casos graves e hospitalizações. Isso significa que se as empresas, locais de trabalho e fronteiras forem reabrir, uma maneira de reduzir o risco de um novo surto seria exigir algum tipo de prova de vacinação na entrada, que poderia ser um passe de saúde ou um passaporte de vacina.

O assunto gera debates, já que na maioria dos países a vacina não será obrigatória, e o ritmo da vacinação significa que muitos de nós ainda teremos de esperar por muito tempo. Além disso, há quem não possa tomar por questões médicas, enquanto outros podem alegar crenças religiosas incompatíveis com a vacinação. Com isso, permitir certas liberdades e privilégios para aqueles que tomaram as doses provavelmente seria visto como discriminatório por muitas pessoas.

O Projeto de Lei n° 417/21 visa criar o Passaporte Digital de Imunização, quanto à vacinação da Covid-19. O objetivo é aumentar o controle sanitário sobre locais com aglomeração de pessoas. O texto, de autoria do deputado estadual Paulo Roberto Araújo (Progressistas) tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).

Segundo a proposição, o Passaporte Digital de Imunização poderia ser exigido para autorizar a entrada em eventos e locais públicos, utilização de meios de transporte coletivos, sejam: terrestres ou aéreos, bem como em qualquer local em que a aglomeração de pessoas exija controle sanitário com o intuito de aumentar a segurança da população.

E por 13 votos os deputados estaduais derrubaram o parecer contrário da Comissão de Saúde e aprovaram em primeira votação, na manhã desta quarta-feira (20), o Projeto de Lei 780/2021 de autoria da deputada estadual Janaína Greyce Riva (MDB) que proíbe a implantação por parte do poder público de um passaporte sanitário ou da vacina como popularmente vem sendo chamado, em Mato Grosso.

Numa sessão que contou com discussões acaloradas na Tribuna da Casa de Leis, e que contou com a galeria repleta de apoiadores ao Projeto, Janaína Riva defendeu que o passaporte fere o artigo 5° da Constituição Federal que trata do direito de ir e vir do cidadão.

Eu sou a favor da vacina, tomei as duas doses e tomaria uma terceira se eu tivesse direito inclusive, mas também sou a favor da liberdade. A nossa discussão não é sobre a vacina, mas sobre o cerceamento do direito das pessoas de ir e vir, bem como a segregação e o controle social por trás desse passaporte. Já pensou as pessoas serem proibidas de entrar numa igreja? Ninguém tem o direito de fazer isso. Eu citei igreja, mas falo também do comércio. De serem impedidas de ir ao mercado por que não se vacinaram”, disse.

A parlamentar do MDB, Janaína Riva explica que o projeto dela trata apenas das igrejas, comércios e congêneres, não se estendendo ao ambiente público. A parlamentar trouxe à tona na tribuna o caso de uma mãe que perdeu a guarda do filho por não querer se vacinar.

Se vacina quem quer e alguns não podem vacinar por limitações religiosas. É direito individual de cada um à integridade física e sobre o próprio corpo. Estar vacinado não significa estar isento de cuidados como uso de máscara e higienização das mãos e ambientes, até porque nenhuma vacina tem 100% de eficácia. Precisamos retomar o rumo do desse país, o comércio já foi prejudicado demais. Não podemos deixar que o radicalismo impere”, finalizou.

Agora, a proposta vai à segunda votação e segue para sanção do governador Mauro Mendes (DEM). Deputados como Faissal Jorge Calil Filho (PV), Ederson Dal Molin, o Xuxu Dalmolin (PSC), Gilberto Moacir Catani (PSL), dentre outros, fizerem a defesa do Projeto da parlamentar Janaína Riva.

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