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MUDANDO DE ESTRATÉGIA NO TABULEIRO POLÍTICO

Se liga: a estratégia do PL em 2026 é o Senado Federal

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Fortalecidos após conquistarem a maioria das prefeituras nas eleições de 2024, as siglas partidárias do UB, PSB, PL, MDB viram crescer as divisões internas sobre os rumos que tomarão em 2026.

De um lado, nomes que se destacaram nas disputas municipais, do outro, governistas agem para esvaziar alas situacionistas.

A articulação do Palácio Paiaguás e do Senado passa por ampliar o espaço na Executiva de integrantes dessas legendas.

Estratégia do PL é o Senado Federal

O Partido Liberal (PL), que até 2013 era irrelevante, ganhou força, musculatura e relevância político-eleitoral, esse espectro já definiu o que quer em relação as eleições de 2026: eleger bancada expressiva de representantes ao Senado. Por que?

Isto quer dizer que a democracia brasileira está agendada. Não há dúvida que a extrema direita vai disputar com reais condições de êxito a corrida eleitoral.

Além da Presidência da República, é certo que também irá disputar todos os demais cargos em jogo, com força eleitoral real.

Alguém tem dúvida que, mantendo-se essa polarização no país, o bolsonarismo vai eleger bancada numerosa de deputados federais? Já o fez em 2022 e vai repetir o feito em 2026.

O que está em jogo

Diante da força eleitoral do bolsonarismo que não se elege apenas o Partido Liberal (PL), pois está espraiado em todas as demais legendas de direita, até no PSDB, que não é tido como extremista, a estratégia será jogar todas as fichas para eleger o máximo de senadores.

Nas eleições de 2026, estarão em disputa 54 cadeiras do Senado, 2 por unidade da Federação.

Nas eleições de 2022, o bolsonarismo elegeu das 27 cadeiras em disputa, 8 senadores do PL, entre os quais, o senador liberal mato-grossense, Wellton Fagundes.

Fora os eleitos por outros partidos e ainda os que estavam no exercício do mandato, tendo mais 4 anos pela frente na Casa. A bancada atual do PL é composta por 13 senadores.

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O bolsonarismo mira o Senado porque quer influenciar na escolha de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na Casa. E ainda ter o poder, tendo número suficiente para tal iniciativa de cassar o mandato de membros da corte.

O Senado define as indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), e também pode cassar, embora nunca o tenha feito, o mandato de magistrado da Suprema Corte.

Daí o interesse dos bolsonaristas em jogar todo o peso nas eleições para o Senado. Eles têm ranço contra o Supremo Tribunal e querem controla-lo.

Então anote: em 2026, o candidato será o empresário do Agronegócio, Odílio Balbinotti, compondo chapa com o cacique número 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes Ferreira para o Senado. Mauro Mendes já tem o apoio formal de Jair Bolsonaro.

Apostas do PT

No Senado estarão em jogo 54 das 81 cadeiras, ou dois terços das vagas, com mandatos previstos para durar até 2034. O PT já rascunha nos bastidores, uma “frente ampla” junto ao Centrão com candidatos capazes de barrar o avanço do bolsonarismo, ala que já controla a segunda maior bancada do Senado e tem nomes fortes nas urnas para ampliar sua base.

A ideia é lançar nomes que, mesmo fora do campo ideológico da esquerda, sejam vistos como mais “democratas” e alinhados, ao menos oportunamente ao presidente Lula.

Nos estados, a disputa envolverá estratégias diferentes para cada campo de batalha, o que incluí favorecer candidaturas de centro e direita em detrimento das próprias fileiras petistas.

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É o caso de Mato Grosso, onde o partido pode endossar o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Fávaro (PSD). Outra possível manobra arriscada do PT é tentar costurar acordos com caciques do centro que, tradicionalmente, são rivais políticos.

O cenário pode se concretizar, com apoio a eleição de Nenel Pinheiro (MDB), na chapa de Carlos Fávaro (PSD).

MDB e Pivetta

O deputado federal e futuro presidente do Diretório Regional do MDB em Mato Grosso, Juarez Costa, manifestou publicamente seu apoio a Otaviano Pivetta para disputar o Palácio Paiaguás.

Entretanto, contudo, todavia, um apoio a Otaviano Pivetta enfrentará resistências internas dentro do partido.

O deputado federal Emanuelzinho Pinheiro, e o papai Nenel Pinheiro, vão se opor ao apoio, mas será voto vencido.

Outro fator que vai pesar na decisão do apoio é se o partido conseguirá na chapa a vaga para a candidatura ao Senado. É o desejo da sigla que a Mulher Maravilha dispute o cargo de Senadora.

Chapa de Otaviano Pivetta já tem Mauro Mendes, restando apenas mais uma vaga para disputar o Senado.

O Boteco vai falar

– Partido Liberal, um partido que soma, é um dos maiores do Estado. Soma bastante em uma composição. Porém, vai depender de muita conversa e uma composição interessante;
– Deixando claro: a estratégia do PL em 2026 é o Senado Federal;
– MDB continua se equilibrando entre governo federal e o estadual. Levanta dúvidas sobre qual rumo tomar em 2026: se continuará alinhado a Lula ou se embarcará num projeto de centro-direita;
– Um cenário incerto e muitas coisas tem para acontecer no próximo ano.

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Política

“Vou falar a verdade hoje ainda não defini meu apoio para o Governo do Estado”

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A antecipação do cenário sucessório ao Governo de Mato Grosso revela uma disputa de contornos intensos e elevada competitividade estratégica, conforme apontam os mais recentes levantamentos de institutos de pesquisa de opinião. Embora o senador Wellington Fagundes (PL) figure atualmente na vanguarda das intenções de voto, a estreita margem que o separa de seus principais oponentes sinaliza uma dinâmica eleitoral aberta, na qual o favoritismo inicial se vê confrontado por um tabuleiro político em constante mutação.

Neste contexto de pré-campanha, as principais forças políticas do estado mobilizam-se para definir as pré-candidaturas que ocuparão a disputa majoritária, abrangendo tanto a chefia do Executivo estadual quanto as duas vagas disponíveis para o Senado Federal. O processo de seleção dos nomes ocorre sob a égide de um dinamismo característico das grandes movimentações partidárias, em que o número final de postulantes permanece sujeito às complexas articulações que se processam nos bastidores das instâncias locais e nacionais.

A movimentação ganha contornos decisivos em Várzea Grande, onde a Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL) emerge como figura central ao adotar uma postura de cautela e independência em relação ao apoio formal ao Palácio Paiaguás. Ao postergar sua definição política para o período subsequente às convenções partidárias, previstas para agosto, a gestora estabelece um novo marco temporal nas alianças regionais, recusando-se a antecipar posicionamentos que possam comprometer a autonomia administrativa do segundo maior colégio eleitoral do estado.

O critério norteador dessa neutralidade estratégica baseia-se estritamente nos interesses do município, condicionando o apoio político à capacidade de entrega e aos investimentos destinados à cidade industrial. Moretti tem reiterado que sua escolha transcende as barreiras ideológicas ou partidárias, priorizando um modelo de pragmatismo administrativo no qual o benefício direto à população várzea-grandense funciona como a moeda de troca fundamental nas negociações com os pré-candidatos.

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A declaração pública de que a definição ocorrerá apenas no momento oportuno reflete um distanciamento deliberado das pressões partidárias imediatas, garantindo à prefeita um espaço de manobra política diferenciado. Ao afirmar que participará ativamente do processo eleitoral somente após a consolidação das chapas, a gestora sinaliza que o apoio de Várzea Grande não deve ser interpretado como uma adesão automática, mas como um compromisso que demanda reciprocidade institucional comprovada.

Este posicionamento marca uma ruptura significativa com o alinhamento outrora previsto, que sugeria uma convergência natural em torno da candidatura de Wellington Fagundes, seu correligionário no Partido Liberal. A mudança de tom evidencia que as diretrizes partidárias, embora relevantes, não possuem caráter absoluto diante das demandas locais, permitindo que a prefeita mantenha canais abertos com outras lideranças, incluindo o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A flexibilidade demonstrada por Flávia Moretti insere-se em um quadro de fragmentação interna do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, onde lideranças de peso em polos econômicos como Cuiabá e Rondonópolis manifestam resistências semelhantes. Os prefeitos Abilio Brunini e Cláudio Ferreira também têm sinalizado uma aproximação com o grupo político de Otaviano Pivetta, o que indica um movimento de dissidência silenciosa que desafia a hegemonia pretendida pela cúpula liberal no estado.

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Sob a ótica da gestão pública, a prefeita justifica seu atual distanciamento alegando que a prioridade absoluta reside na continuidade dos projetos administrativos e na entrega de serviços essenciais à comunidade. Ao declarar que “muita água ainda vai rolar”, Moretti utiliza-se de uma metáfora prudente para desviar o foco de uma polarização precoce, protegendo a estabilidade de sua administração enquanto observa o amadurecimento das propostas dos candidatos ao governo.

A viabilização de investimentos estruturantes, como o recente anúncio da construção de um novo Pronto-Socorro Municipal com auxílio do Estado, atua como um catalisador dessa interlocução institucional entre a prefeitura e o governo estadual.

Tais avanços na infraestrutura de saúde e saneamento fortalecem o diálogo com a gestão de Mauro Mendes e seu provável sucessor, criando um ambiente de cooperação que pode, eventualmente, converter-se em uma aliança política sólida nas eleições de 2026.

Em última análise, as consequências dessa postura pragmática deverão redefinir o “peso político de Várzea Grande” na formação da coalizão vencedora, transformando o apoio da cidade em um ativo de alto valor. O resultado final desta estratégia dependerá de como os principais nomes da disputa conseguirão conciliar seus projetos estaduais com as demandas específicas da Baixada Cuiabana, em um cenário onde o rigor administrativo e a eficiência política parecem sobrepor-se à mera fidelidade partidária.

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