O MDB E AS ELEIÇÃO EM 2022
Riva será a aposta do MDB para Eleição de 2022
O Plenário do Senado da Republica aprovou em votação remota o adiamento para os dias 15 e 29 de novembro, do primeiro e do segundo turnos, respectivamente, das eleições municipais deste ano, inicialmente previstas para outubro, em decorrência da “Pandemia de Coronavírus“.
A proposta de mudança da data ocorre em um momento de incertezas sobre as condições sanitárias do país para realizar a campanha e as votações em meio à “Pandemia”.
Nas Eleições de 2020 serão escolhidos prefeitos e vereadores, com regras diferentes. O pleito para chefe do Executivo Municipal obedece ao sistema majoritário: o candidato com a maioria dos votos vence; nos casos de municípios com mais de 200 mil habitantes, se o primeiro colocado não tiver a maioria dos votos válidos, faz-se o segundo turno entre os dois mais votados.
Já a dos membros dos Legislativos Municipais segue o sistema de eleição proporcional. Nela, assim como acontece com deputados federais e estaduais, as vagas na Câmara são ocupadas levando em consideração o total de votos recebidos pelo partido ou coligação dos candidatos.
Quem está no Governo não gosta de tratar em público das questões políticas e eleitorais futuras. Claro. Porém, quem conhece as entranhas da política e dos políticos sabe muito bem que as conversas acerca do futuro se desenvolvem ao pé da orelha. Portanto, não é apenas a próxima disputa (prefeitos e vereadores em 2020) que está na agenda. 2022, a sucessão estadual, já motiva os movimentos dos profissionais do ramo.
No Estado de Mato Grosso muitos caciques políticos e lideranças políticas já começaram a se movimentar no tabuleiro eleitoral pensando em 2022, como é o assunto do momento envolvendo o nome da parlamentar estadual do MDB, Janaína Greyce Riva, que esta em seu segundo mandato e já admitiu disputar a sucessão do governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, em 2022.
Até mesmo o slogan da eventual divulgação de campanha da parlamentar. “Mato Grosso é de todos nós“. Em 2018, foi a deputada estadual mais votada em 2018.
A parlamentar estadual do MDB disse na semana passada que o projeto é viável, por um motivo: não quer ser “deputada vitalícia”.
“Se tiver que ter mais um mandato de deputada, para só então tentar uma candidatura ao Governo, tudo bem. Mas se não, não quero ficar como deputada muitos anos. Você acaba deixando de contribuir e não produzindo tanto quanto quando você entra num mandato com mais força e mais vontade”.
Conforme as lideranças e o cacique máximo do MDB, a sigla pretende ter nos 141 municípios do Estado organizados e prontos para darem início às articulações em prol das Eleições de 2020. Nos bastidores alguns membros do MDB encaram o pleito municipal como um termômetro para avaliar a força da agremiação e o nome da deputada Janaína Riva para as eleições ao Governo do Estado esta sendo cotado.
As lideranças partidárias deverão começar a intensificar agendas de visitas aos municípios de cada região. Juarez Costa e o secretário estadual Silvano Amaral, que têm domicílio eleitoral em Sinop, deverão fortalecer as articulações na região Norte do Estado. O deputado Thiago Silva, com base eleitoral em Rondonópolis, fará o mesmo na região Sul. Na baixada cuiabana e Médio Norte, Janaína Riva e Emanuel Pinheiro deverão fortalecer as articulações.
Com a pauta das Eleições 2020 em discussão, o partido segue um parâmetro paralelo para avaliar outro cenário, o das eleições em 2020, para o Governo do Estado.
Segundo algumas lideranças da sigla partidária, uma grande aposta esta sendo feita no nome da parlamentar do MDB, Janaína Riva que se transformou em uma espécie de carta coringa do MDB. A tese do termômetro em 2020 é para verificar se repetirá o que aconteceu em 2015 com o ex-governador José Pedro Taques (PSDB), que apostou com força nos candidatos tucanos, mas acabou perdendo nas principais cidades do Estado, inclusive na Capital.
Um conjunto que esta sendo montado entre as candidaturas próprias, número de eleitos e quantidade de votos, que vai mostrar a atual força do histórico MDB, e se está credenciado a voltar ao Poder do Executivo Estadual, 8 anos depois de Silval Barbosa, que foi o último governador pelo partido do MDB, e deixou máculas indeléveis na história do Estado, em razão dos escândalos de corrupção. O termômetro deverá avalizar se Janaína Riva estará apta para ser o nome apresentado pela sigla para conduzir o Executivo Estadual.
As convenções do MDB deverá definir o nome dos candidatos para os municípios, alguns quadros já estão praticamente consolidados, como é o caso da candidatura à reeleição de Emanuel Pinheiro em Cuiabá, Thiago Silva em Rondonópolis, e Juarez Costa voltando ao cenário municipal de Sinop.
O nome de Emanuel Pinheiro à reeleição é chancelado por aqueles emedebistas que temem trocar o certo pelo duvidoso, já que Janaína Riva tem ganhando força como uma possibilidade para a sucessão ao Palácio Alencastro.
Política
MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso
A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.
Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.
O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.
Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB), uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.
A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.
Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.
O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.
A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.
A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.
Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.
Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.
A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.
Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.
O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.
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