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ARTICULANDO PARA O PRÓXIMO PLEITO

PSD com Fabris reconfigura articulações para disputas municipais em 2024

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Terminando o mês de janeiro, já entrou no campo de visão dos políticos a discussão para a disputa municipal de 2024. É um efeito natural. Após as acomodações de grupos partidários vão ocorrendo e assim passa a sinalizar o que se pode articular para o próximo pleito. E assim, já há políticos discutindo a possibilidade de candidaturas.

As articulações para 2024 começaram mesmo antes do reinício dos trabalhos Legislativos. Foi notável que, de olho nas eleições municipais, prefeitos e pré-candidatos a prefeitos tiveram como prioridades eleger o unista Mauro Mendes Ferreira para comandar o Palácio Paiaguas por mais 4 anos.

A dois anos das eleições municipais, já se iniciam as especulações sobre os nomes que buscam a sucesso nas principais linhas de frente mato-grossense. Nas seis das cinco cidades de Mato Grosso com maior eleitorado, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra, já há movimentações e articulações de olho nas próximas eleições.

Cuiabá é a cidade com maior eleitorado do Estado. A capital então ganha especial atenção. O candidato do prefeito emedebista Nenel Pinheiro, era para ser o seu companheiro de todas as horas e vice, José Roberto Stopa do Partido Verde (PV), porém, o Palácio Alencastro nada diz, já que precisa do apoio da Federação Brasil Esperança (PT e PCdoB).

O PT já mandou um duro recado e avisou: Neide Rosa ou Ludio Cabral vão para a disputar as próximas eleições. Então resta a Roberto Stopa buscar apoio do outro Palácio, o do Paiaguas é claro.

Entre os auxiliares de José Roberto Stopa, o tema é tratado com máxima cautela. São unânimes em dizer que ainda é cedo para tratar do assunto, mas não negam que as mexidas no tabuleiro político nos últimos dias, atingirá Stopa. O vice-prefeito de Emanuel Pinheiro indo para o Palácio Paiaguas, cria um ambiente favorável para que os unistas retornem ao comando da Prefeitura de Cuiabá.

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Mas, os resultados da eleição em 2022 contribuíram para o fortalecimento de alguns grupos que também já colocam em debate uma possível disputa pela Prefeitura de Cuiabá.

O PSD saiu fortalecido das eleições e não deixará de participar de uma disputa pela Prefeitura da Capital. Com a chegada de Gilmar Fabris no comando do Diretório Estadual da sigla, tem quem aposte que o sonho do unista Zé Edu Botelho será realizado.

Tem quem aposte que está sacramentado a candidatura de Zé Botelho, que vai procurar um jeito de sair do UB para ser o candidato do PSD. Mas também há o apontamento que a força que o PSD conquistou nos últimos 30 dias estarão a serviço do presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva do Partido dos Trabalhadores (PT), em Cuiabá, ou seja, apoiando Neide ou Edu.

O cenário que se desenha para Cuiabá, coloca como principal adversário do Palácio Paiaguas, o deputado estadual Zé Edu Botelho pelo PSD. Ele já foi convidado para ingressar a sigla e fortalecer o seu grupo político na cidade.

Atenção senhores navegantes, não esperem que Zé Botelho se manifestará nas próximas 14 horas. Ele vai se pronunciar do seu jeito, nos próximos 14 meses. Zé Edu deve ter uma função estratégica na presidência da Casa de Leis, lhe rendendo ativos para uma candidatura a Prefeito na cidade de todos os mato-grossenses.

Se é para especular, vamos com tudo

Todos os partidos políticos em Mato Grosso já começaram a tratar de sucessão, reeleição e por aí vai com suas bases, lideranças e, claro parlamentares que apoiam.

Para começar, vamos para a capital, Cuiabá.

A capital encara pela primeira vez uma eleição muito peculiar. Candidato, candidato mesmo, quem sabe candidato, pode ser o candidato, vamos ver se serei candidato, ou pré-candidato, como exige a Justiça Eleitoral, hoje nós temos mesmo o atual vice-prefeito de Cuiabá José Roberto Stopa (PV), que vai disputar a eleição.

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Prestem atenção nas movimentações dele. O que podemos garantir é que ele será candidato em 2024 e, será com apoio do Palácio Paiaguas.

Há quem aposte que o nome do União Brasil (UB), será o atual secretário de Estado de Saúde (SES/MT), Gilberto Figueiredo. É um bom nome, realmente. Mas o perfil dele não é de partir para o ataque. Tem outro nome? Sim, claro que tem, mas, vão negar, mas tem gente apostando: Mauro Carvalho Junior. Secretário de Mauro Mendes, além de amigo pessoal do 01, é conhecido como um dos melhores articuladores da última safra da política.

Contudo, diria que o protagonismo na capital, num atual cenário seria Stopa X PSD. O grupo mais forte para uma disputa eleitoral em Cuiabá será do governador Mauro Mendes.

A “derrota” do emedebista Nenel Pinheiro na capital para Mauro Mendes não é vista como derrota. É por isso que não é raro encontrar vários nomes surgindo.

Vamos aos nomes, ou pelo menos alguns: Zé Edu Botelho, Gilberto Figueiredo, Neide Rosa, Mauro Carvalho, e Stopa. São os que mais aparecem na lista.

Quer novidades? Tudo tranquilo pelo lado do Partido Liberal (PL). Abílio Brunini vai assumir uma cadeira na Câmara Federal, entretanto, ficará fora na disputa da Prefeitura de Cuiabá.

Só para registro: a declaração de Gilmar Fabris sobre Zé Botelho chocou o Palácio Paiaguas.

Não sei a causa do choque. A equipe de reportagem do Blog do Valdemir e Virgínia Mendes, já havia avisado. Agora não adianta chorar o leite derramado.

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Política

“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades”

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O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade“.

Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.

Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada.

Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã, afirmou.

A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no Campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.

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Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.

Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens.

O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto, ainda declarou.

E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.

A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.

Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.

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Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.

Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.

Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela.

Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano.

Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir”.

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