CONTAS APROVADAS
Prefeitura é destaque no TCE/MT pela responsabilidade com as contas pública
“Eu não tive o prazer de conhecer a autoridade política gestora, é uma senhora, há uma mudança substancial de melhoria no processo histórico né! É muito interessante. Parabéns a senhora prefeita”, parabenizou o conselheiro e vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Valter Albano a gestão realizada pela prefeita, Franciele Magalhães Vieira Pires.
O destaque foi anunciado pelo Conselheiro, Valter Albano devido o embasamento histórico de contas com parecer contrário, (ou seja, reprovada), em uma sequência de ações características a um verdadeiro desastre administrativo da última gestão, com diversos apontamentos de extrema gravidade, e inúmeras ressalvas e recomendações.

Pelo que tudo indica, um cotidiano de problemas nas contas de gestão da Prefeitura de Santo Antônio de Leverger já era habitual, ano pós ano, que quando se depararam com o fato do equilíbrio devido o investimento com responsabilidade dos recursos público do município, virou questão de surpresa, e o parecer favorável pela aprovação das contas, um ato digno de reconhecimento, por membros de uma corte de tal importância como é o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).
Relator Conselheiro Antônio Joaquim vota no parecer favorável, à aprovação das contas anuais de governo da Prefeitura de Santo Antônio de Leverger referente ao ano de 2021, que foi aprovada por unanimidade, Processo Nº 41.2805/2021.
Para muitas pessoas, o parecer favorável de aprovação das contas de gestão da Prefeitura, pode até soar como o popular “Fake News”, porque já estava habituada com as notícias de pareceres contrários ou reprovação, como aconteceram nos últimos anos de 2015, 2018, 2019 e 2020.
Hoje, do povo nas ruas aos conselheiros no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), os deputados estadual e federal, senadores e governador, notaram que é uma gestão com outras características, mostrando que fazer é diferente de falar que vai fazer.
“Francieli classificou o feito positivo devido a dedicação de cada servidor na realização das suas atribuições”.
Contente por mais este feito, a prefeita Franciele Magalhães Vieira Pires disse que este é o resultado de um trabalho sério, que está sendo realizado com um único objetivo, proporcionar melhores condições de vida para população de Leverger.
“Graças a Deus, é uma vitória de toda nossa equipe, são vários servidores que estão dando o seu melhor, para atender a população em maior quantidade, com mais qualidade, os parabéns do conselheiro é de todos, somos um grupo, ninguém faz nada sozinho, isso mostra que estamos no caminho certo. Já trabalhamos bastante, conseguimos mudar o sistema de trabalho, mas sabemos que ainda há muito por fazer, podem ter certeza que iremos fazer muito mais por uma Leverger melhor para todos”, ressaltou a prefeita, Franciele Magalhães Vieira Pires.
Política
Fratura interna e boicote de 81% dos prefeitos do PL em Mato Grosso
A oficialização da candidatura do Senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado de Mato Grosso pelo Partido Liberal (PL) transformou-se no palco ostensivo de uma profunda fratura política interna. Durante o evento partidário realizado na capital mato-grossense, a busca pela demonstração de força e unidade deu lugar a um cenário de visível esvaziamento institucional, revelando que a consolidação da chapa majoritária na esfera estadual caminha a passos largos em sentido oposto aos interesses e às articulações da maioria das bases municipais da própria legenda.
Os protagonistas dessa conjuntura incerta dividem-se entre a cúpula que tenta sustentar o projeto majoritário e as lideranças locais que optaram pela dissidência declarada. Enquanto Wellington Fagundes busca se viabilizar no pleito estadual ao lado de sua nora, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado, figuras de expressivo peso eleitoral como: o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, Flávia Moretti (Várzea Grande), Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Álvaro Galvan (Tapurah), entre outros nomes, encabeçam o grupo de gestores que decidiram distanciar-se ostensivamente do palanque oficial.
O epicentro do impasse teve como palco presencial a cidade de Cuiabá, onde ocorreu a Convenção Estadual da Agremiação, contudo seus desdobramentos mais decisivos foram orquestrados a centenas de quilômetros dali, na capital federal. A tensão acumulada nos bastidores do Centro-Oeste exigiu uma intervenção direta do comando nacional em Brasília, evidenciando que a crise eleitoral mato-grossense extrapolou as fronteiras regionais e passou a demandar contornos de arbitragem estratégica no plano federal.
A cronologia dos fatos atingiu seu ponto mais crítico no início do mês, quando a reunião emergencial realizada em Brasília, na última segunda-feira (3), precedeu e selou o clima de frieza observado durante a Convenção. O encontro de urgência ocorreu em um momento determinante do calendário eleitoral, no qual a definição dos rumos das Coligações Partidárias demandava respostas rápidas para conter o agravamento de um desgaste público iminente às vésperas do início oficial da campanha.

O desdobramento prático dessa instabilidade operacionalizou-se por meio de uma ausência orquestrada e altamente simbólica no recinto do evento. Em vez de uma demonstração vibrante de apoio coletivo, a solenidade de homologação transcorreu sob o constrangimento de cadeiras vazias na ala destinada aos chefes dos Executivos Municipais, demonstrando de maneira inequívoca como a insatisfação do eleitorado interno se traduziu em um boicote prático às diretrizes impostas pelo diretório.
O elemento gerador dessa fricção reside na ampla rejeição da base liberal à aliança majoritária estabelecida com a deputada estadual emedebista Janayna Riva, aliada ao compromisso prévio firmado pela quase totalidade dos prefeitos em favor da candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A percepção de que a composição atendeu prioritariamente a arranjos de conveniência familiar no estado motivou a reação dos gestores, que enxergaram no acordo uma afronta ao alinhamento ideológico e pragmático construído nos municípios.
A mensuração dessa resistência reflete números expressivos e contundentes no mapa político estadual: dos 22 prefeitos eleitos ou filiados ao Partido Liberal em Mato Grosso, apenas quatro compareceram ao ato solene na capital.

A estatística traduz um índice de abstenção de 81% entre os gestores municipais da sigla, um dado numérico devastador para uma candidatura majoritária que necessita do engajamento direto das máquinas administrativas locais para capilarizar suas propostas no interior.
A cartada política articulada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao conduzir a reunião em Brasília ao lado do prefeito cuiabano Abilio Brunini, do deputado federal José Medeiros e do empresário Odílio Balbinotti Filho, visou deliberadamente pacificar o ambiente interno sem impor punições drásticas. O objetivo precípuo do ajuste foi conceder respaldo oficial para que os prefeitos do interior não sejam obrigados a fazer campanha para o senador, evitando assim uma debandada geral ou um colapso definitivo da sigla no estado.
A flexibilização aprovada pela direção nacional beneficia de forma direta os prefeitos e lideranças regionais que rechaçam a composição com o MDB de Janayna Riva, garantindo-lhes salvaguarda política e liberdade de atuação nos municípios. Dessa forma, a militância e os chefes locais ganham cobertura institucional para preservar suas alianças regionais com Otaviano Pivetta, resguardando suas respectivas bases eleitorais da rejeição associada ao arranjo majoritário chancelado na convenção.
Apesar do visível isolamento na disputa ao Palácio Paiaguás e ao Senado, a convenção estadual do PL cumpriu a formalidade de homologar as chapas relativas aos cargos proporcionais, chancelando os nomes que disputarão as cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e na Câmara Federal. O grande desafio que se impõe para a sequência do pleito será medir até que ponto a fratura na chapa majoritária impactará o desempenho dos candidatos a deputado, em um cenário em que a unidade partidária dá lugar a um pragmático arranjo de sobrevivência política individual.
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